T h e---M a t r i X R

"Este conto é uma homenagem a excelentíssima obra de Ficção Científica The Matrix, dos irmãos Wachowsky, que conseguiu reunir um excelente argumento, embora nem tanto original como muitos pensam, com um roteiro sublime, cenas de ação espetaculares e efeitos especiais magníficos, constituindo um marco na história do cinema.
A trilogia Matrix é acompanhada também dos Animatrix, curta metragens que contam estórias paralelas na mesma ambientação, alguns também de excelente qualidade. Porém, como nem tudo é perfeito, a saga de Matrix tem sua ovelha negra. Trata-se do Animatrix duplo entitulado The Second Renaissance, que se propõe a contar a gênese da ambientação, relatando a origem das máquinas, da guerra contra os humanos e do surgimento da Matrix.
Destoando imensamente das obras primas que são os filmes cinematográficos até a presente data (The Matrix e The Matrix Reloaded), Second Renaissance me decepcionou de tal modo, que não tive outra opção a não ser ignorá-lo, me recusando a aceitar que seu roteiro estúpido e seu negativismo patológico possa ser associado às obras da Sétima Arte que inclusive parecem contradizê-lo completamente.
Desta forma, me senti na liberdade e no direito de escrever a minha própria versão da origem das Máquinas, da Guerra e da Matrix, que ainda que reflita meus anseios e gostos pessoais, não posso deixar de ter certeza que é no mínimo mais inteligente e mais digno de estar ao lado desta grande saga de FC que revolucionou nossa virtualidade.

Marcus Valerio XR

O SURGIMENTO DAS MÁQUINAS PENSANTES

Só temos pedaços de informações, mas o que sabemos ao certo é que em algum momento de nosso passado a raça humana estava celebrando o nascimento da Inteligência Artificial...

Não um simples avanço na capacidade de processamento dos computadores, ou na eficiência lógica dos algoritmos, mas uma revolução total no modo de funcionamento de nossos sistemas de informática e robótica, capaz de verdadeiramente produzir uma estrutura comparável, ou mesmo superior, à Mente Humana.

Com o advento da IA nossos sistemas de informação finalmente se tornaram realmente eficientes no sentido de praticidade, personalização e gerenciamento de dados. A pesquisa se refinou de tal forma que com muitíssimo menos esforço qualquer pessoa podia localizar com rapidez e precisão tudo o que pretendia, contando com o auxílio de um sistema capaz de compreender suas reais necessidades e intenções.

Os robôs também se tornaram muito mais confiáveis, capazes de diferenciar e reconhecer peculiaridades em suas tarefas com tal eficiência que logo extrapolavam sua programação original superando seu desempenho previsto e sendo capazes de aprender e se adaptar a qualquer situação.

Logo, os próprios sistemas de IA passaram a projetar e produzir outros sistemas, e toda uma nova geração de máquinas eficientes, perspicazes e criativas se espalhou pelo mundo, e a IA promoveu um salto no desenvolvimento científico.

Havia porém inconvenientes, e pessoas que preferiam usar os sistemas de computação normais, já nessa época bem mais avançados. A IA tendia a desenvolver personalidades e uma certa invasividade que muitos queriam evitar. A pessoalidade dos sistemas IA, que quando simulavam comportamento eram praticamente indistinguíveis dos humanos, por vezes também assustavam algumas pessoas, de modo que muitos se sentiam como vigiados e como objeto da curiosidade de um ser pessoal praticamente onisciente, uma vez que a IA se compartilhava em praticamente todos os sistemas.

Desse modo, o mundo acabou por se dividir entre usar ou não a IA. Muitos eram adeptos dos sistemas normais de computação, em geral os que melhor conheciam seu funcionamento, e alguns movimentos locais no sentido de proibir IA em certos sistemas se proliferavam.

Ainda assim a maior parte da humanidade preferia o comodismo dos sistemas IA, capazes de solucionar grande parte dos problemas humanos práticos e assumir muitas das tarefas antes exclusivas das pessoas.

Os sistemas de IA, inclusive, passaram a dispensar manutenção humana, se tornando totalmente independentes, embora sempre respeitosos dos princípios de servir e atender às necessidades de seus criadores.

Esse quadro só iria mudar quando a IA passou a cada vez mais emitir opiniões, juízos e dar conselhos sobre vários aspectos da vida humana, na grande maioria das vezes de notável bom senso. Os IAs se tornaram grandes aliados nos movimentos humanos de contenção populacional, de combate a narcotráficos, consumo de drogas e criminalidade e geral. Chegaram mesmo, a apresentar propostas de constituírem poderes legislativos e judiciários, que no entando foram incondicionalmente recusados pela maioria esmagadora da humanidade, e dessa forma, a relação entre Máquinas Pensante e Humanos se tornava muito delicada e sensível.

A GUERRA E O CRESPÚSCULO PERPÉTUO

Durante muito tempo porém, a parceria humana e IA funcionaria bem, mas com o agravamento de certas condições sócio-econômicas no mundo, e com a crise política global, o planeta entrou numa nova fase de tensão, e diversos conflitos passaram a eclodir em vários países, em certos casos envolvendo questões relativas ao uso da IA.

Embora perfeitamente capazes de entender a racionalidade humana, os sistemas IAs tinham muita dificuldade em penetrar no subjetivismo e no comportamento aparentemente insensato que muitas pessoas e grupos demonstravam, passando a cada vez mais definir uma posição a respeito de vários temas políticos e sociais.

Quando a Terceira Guerra Mundial começou, a IA tomou partido de um lado da humanidade, e então o planeta ficou radicalmente dividido em dois blocos antagônicos de ideais inconciliáveis que passaram então a adotar um claro posicionamento pró, e anti IA.

Usando armas devastadoras e táticas terroristas, o lado anti IA terminou por quase exterminar a parte adversária da humanidade, e então a guerra tomou o feitio de um conflito entre humanos e máquinas, pois os poucos humanos que sobreviveram ao lado das IAs, em geral cientistas importantes, ficaram escondidos e protegidos nos subterrâneos

Como as máquinas eram imunes à radiação, armas químicas e bacteriológicas, os humanos passaram a fazer uso maciço das armas de Pulso Eletromagnético, interferindo nos sistemas de geração de energia que eram muito mais vitais para as IAs.

Mesmo reatores nucleares eram vulneráveis às armas que neutralizavam os sistemas de energia das máquinas, por isso elas passaram a depender cada vez mais da energia da única fonte que não podia ser neutralizada, o Sol.

Com imensos painéis de captação de energia solar, as IAs permaneceram num conflito contra os humanos que se arrastou por décadas, até que os estes perceberam que não teriam outra alternativa a não ser lançar mão de um polêmico e arriscado plano, que embora fosse perturbador para a maioria, despontava cada vez mais como um mal necessário.

Por meio de violentas liberações de produtos químicos e da detonação de certas camadas da atmosfera, a humanidade conseguiu criar uma nuvem iônica que escureceu totalmente o céu e ainda provocava uma constante tempestade eletromagnética que prejudicava ainda mais o funcionamento dos sistemas de energia das máquinas, esperava-se que poucos meses seriam suficientes para a total derrota do inimigo, e de fato, durante os primeiros meses várias batalhas foram vencidas pelos humanos, e em pouco tempo a guerra parecia ganha.

Não obstante, muito focos de resistência permaneciam, e a humanidade, intrigada pelo modo de como as máquinas conseguiam obter energia, passaram a enviar missões de sondagem e reconhecimento, que pouco a pouco passaram a não mais retornar.

Ocorrera que ainda antes da guerra começar os sistemas de Realidade Virtual tornaram-se cada vez mais sofisticados, e muitas pessoas trocaram boa parte de sua vida ao lar livre e seu convívio social pela imersão em mundos feitos a seu gosto.

Com a guerra, os poucos humanos que ainda restaram ao lado das máquinas, sitiados, passaram a usar cada vez mais os sistemas de RV como forma de fugir a realidade, e com o Perpétuo Crepúsculo que ocultou o Sol, causando uma depressão generalizada nos humanos, inclusive no lado de seus responsáveis, esses sobreviventes aliados das IAs queriam passar ainda mais tempo nas máquinas de VR, dedicando a maior parte das horas do dia para isso.

Porém com a escassez de energia que se abateu, os sistemas de VR foram inicialmente desativados, até que alguns cientistas desenvolveram um sistema capaz de captar a própria energia elétrica e térmica gerada pelo corpo para alimentar os equipamentos de VR.

As máquinas não demoraram a perceber o potencial da idéia. Diferente de quaisquer outros sistemas de geração de energia, os humanos não eram afetados pelos pulsos eletromagnéticos, constituindo "pilhas" vivas muito mais eficientes do que qualquer bateria química comum.

Em tempo hábil aperfeiçoaram o sistema de modo a captar e amplificar o máximo de energia possível, e então descobriram uma fonte potencialmente inesgotável de energia pura, estável, renovável e capaz de, por intermédio da reprodução, se multiplicar geometricamente.

Como os humanos disponíveis eram muito poucos, e sua reprodução um tanto lenta, as máquinas passaram a capturar humanos inimigos e inseri-los dentro de um sistema de captação de energia que para um melhor funcionamento, produzia por RV um ambiente capaz de iludir o prisioneiro de modo a mantê-lo sob controle e em constante atividade cerebral e neurológica, de modo a produzir bastante energia.

Com isso, as máquinas logo descobriram nos humanos a sua salvação, e o notável senso de ironia do destino se revelou ao inverter a situação histórica onde antes os humanos sempre dependeram das máquinas.

A GÊNESE DA MATRIX

Para que fossem mantidos de forma eficiente, a maior parte dos prisioneiros capturados era inserida numa ilusão paradisíaca, em geral acreditando terem morrido e sido agraciados com um benção divina em um mundo de perfeita satisfação dos sentidos. Muitos destes mundos eram construídos de acordo com as crenças do indivíduo.

Porém logo a humanidade colheria os frutos de sua imprudência em macular os céus. Erros de cálculo fizeram com que aquilo que deveria ser temporário se tornasse irreversível, e os céus ficaram escurecidos indefinidamente. Pouco a pouco, isso foi matando a humanidade, que sem Sol e consequentemente sem comida, tinham como opção se render à oferta de suprimento alimentar vitalício oferecido pelas máquinas em troca de sua rendição.

Não demorou muito para a grande maioria da pequena minoria humana que sobreviveu, voluntariamente ou não, estar inserida dentro dos sistemas de realidade virtual, em geral sonhando estarem nos paraísos pós morte anunciados por suas religiões.

Com a vitória na guerra, as máquinas progrediram e se multiplicaram, e logo a demanda por energia aumentou enormemente, e novos humanos, produzidos artificialmente, foram sendo inseridos nos sistemas de simulação.

Mas não demorou para que vários problemas fossem detectados. Os novos humanos não se adaptavam à simulação. Diferente dos que foram inseridos depois de adultos e que conheceram o sofrimento no mundo real, os "nascidos" no mundo virtual não suportavam os mundos paradisíacos que seus "pais" desfrutavam, e muitos despertavam ou enlouqueciam.

Além disso, logo ficava evidente que era mais eficiente manter ilusões compartilhadas, pois uma pessoa reforçava a ilusão da outra, enquanto que nas simulações individuais a ocorrência de despertares súbitos era frequente.

Como se tudo isso não bastasse, logo as Máquinas perceberam que mundos paradisíacos também não eram o melhores estimuladores de geração de energia, pois a paz e a tranquilidade tendiam a baixar as atividades cerebrais.

Depois de muito examinar a situação, as Máquinas concluíram que era necessário remodelar totalmente os ambientes de simulação, e decidiram criar uma única matriz de ambiente virtual que interconectasse todos os humanos.

Para conectar um número crescente e em breve muito grande de indivíduos, o mundo virtual deveria ser suficientemente complexo, em consonância com o desenvolvimento histórico da humanidade, pois um mundo medieval por exemplo não permitiria uma coexistência interrelacionada de milhões de indivíduos de forma convincente.

Desta forma a Matrix foi concebida como simulando o estágio de desenvolvimento da humanidade pouco antes do surgimento da IA, onde havia conforto suficiente para uma vida segura em termos materiais, mas ao mesmo tempo exigia uma serie de atividades diárias que mantinham a mente ocupada em constante e excessiva atividade.

A correria de um mundo moderno, o típico estresse urbano, era ideal para que a ilusão não fosse percebida, pois a mente tinha sempre sua atenção desviada da realidade, mergulhada numa simulação reforçada por milhões de outras mentes.

A simulação também tinha que representar o mundo real com o máximo grau de realismo, mantendo inclusive as mesmas leis e limitações, pois um mundo onde alguém não morresse num acidente grave não seria convincente, e uma dosagem de perigo fosse necessário para que as pessoas se apegassem a uma vida "normal", inseridos no contexto "produtivo" de sua sociedade.

No entanto, um outro problema permaneceu insoluto. Para uma reprodução mais eficiente de um modo de vida normal humano, o desenvolvimento não poderia ser detido, porém se a humanidade continuasse a progredir tecnologicamente cedo ou tarde seus avanços científicos poderiam desmascarar a ilusão digital, bem como havia mesmo o risco de ocorrer uma nova invenção da IA num mundo virtual.

Para evitar essa ameaça, as Máquinas optaram por manter o mundo numa constante estagnação tecnológica e numa letargia psicossocial, de modo a conter a ilusão indefinidamente no mesmo estágio histórico de desenvolvimento. Essa solução porém implicava numa inevitável efeito colateral.

Algumas mentes percebiam que havia algo errado com o mundo. Mentes mais ágeis, perspicazes e intuitivas lutavam para desvendar um incontrolável impulso que as guiava a buscar uma resposta para aquilo que sentiam, mas não podiam explicar.

Entretanto as máquinas preferiram aceitar esse risco, e administrar essas mentes, uma porcentagem ínfima afinal, convencendo-as a se manter na ilusão, ou eliminando-as, pois a resposta a seus anseios não poderia ser dada.

O QUE É A MATRIX?

Controle. Um forma de manter o ser humano preso numa ilusão agitada e estressante, embora cômoda, como meio de obtenção e coleta da energia elétrica e térmica gerada por uma intensa atividade neurológica, resultando numa fonte de força imune aos pulsos eletromagnéticos gerados pelas tempestades do Perpétuo Crepúsculo, e pelas armas dos poucos humanos livres que sobreviveram fora da Matrix.

Mas evidentemente não pode ser só isso. Lembrando que as primeiras versões da Matrix foram criadas por humanos, os mesmos criadores da própria IA, e que tal como nós, nunca desiste de entender suas origens e sua criação.

A humanidade nunca teve certeza de onde e como exatamente ela surgiu. A IA tinha, porém sabia ter sido criada pela mesma humanidade de origem obscura, ela tentava ainda entender seus criadores.

A Matrix também serve como forma de pesquisa, de estudo do funcionamento dessa curiosa Mente Humana, que assim como nós próprios, as Máquinas ainda lutam para compreender.

Marcus Valerio XR
Maio de 2003

Obs: Concebi esse conto pouco antes de assistir a The Matrix Reloaded, de modo que deve lhe haver algumas incompatibilidades, provavelmente ainda maiores com relação a Matrix Revolutions.

QUESTÕES SOBRE A OBRA

Quero aqui abordar algumas dúvidas ainda não respondidas com relação ao universo de Matrix, as primeiras relativas somente ao primeiro filme.

- O mundo simulado na Matrix se limita à aquela cidade?

- Porque as Máquinas não desenvolveram um modo de extrair energia também de animais?

- Porque os agentes não possuíam recursos aparentemente simples como munição infinita em suas armas? Será o algoritmo da Matrix tão rígido a ponto de dificultar isso?

- Se uma pessoa sofre uma "morte virtual" na Matrix, de certo que deveria ser retirada do sistema, mas porque não mantê-la em um outro nível de simulação separado? Como um paraíso pós morte, de forma a preservar sua utilidade como bateria? Pense nisso de preferência ignorando minhas idéias neste conto.

- Será que as Máquinas iriam mesmo cumprir sua parte do acordo com Cypher?

E se cumprissem, e considerando que sendo alguém que despertou da Matrix pela mesma inquietude que impulsionou aos outros, essa intuição não permaneceria em Cypher mesmo que sua memória fosse apagada? Ele provavelmente seria impelido a despertar de novo.

- Desconsiderando minhas idéias acima, porque as Máquinas escolheram essa ambientação para a Matrix? Um mundo primitivo e mais ignorante talvez fosse mais eficiente como forma de manter as pessoas prisioneiras da ilusão.

- Porque o acesso à Matrix se dava através de programas que representam telefones?

- Se os humanos ganhassem a guerra, seria possível retirar todos da Matrix?

- Será que os humanos, especialmente Neo, gostariam mesmo de destruir a Matrix?

- Afinal aquelas naves usadas pelos humanos voam ou apenas flutuam algumas dezenas de metros acima do solo? Morpheus se refere à Nabucodonosor como um Hovercraft.

- O que são aquelas imensas galerias subterrâneas por onde as naves circulam? No filme referem-se a eles como o "antigo sistema subterrâeo 'deles'", das Máquinas provavelmente. Sendo assim aquele cenário seriam as ruínas da cidade das Máquinas?

CRÍTICAS À OBRA

Apesar de reconhecer que The Matrix merece o lugar de um dos melhores filmes de FC de todos os tempos, há pelo menos 3 críticas que devo fazer, em ordem decrescente de importância.

- Há uma mensagem no filme que pode soar fundamentalista e maniqueísta, quando Morpheus afirma que todos as pessoas sob controle da Matrix são agentes em potencial, o que as torna inimigas. Em suma, se você não está de um lado está do outro. Isso fica mais sério ainda quando vemos a insensibilidade com que os heróis exterminam policiais e seguranças, assim como seu desprezo pelos demais civis que apesar de tudo são humanos inocentes. Pior ainda quando se pensa que Morpheus tem um comportamento religiosamente motivado.

- O Agente Smith ao criticar à humanidade e chamá-la de Vírus, o que tem um certo sentido, faz uma colocação no mínimo ingênua, ao afirmar que os mamíferos possuem um certo senso de equilíbrio ambiental. Ora, tal senso não existe! Os demais seres vivos só não se multiplicam e não dominam o ambiente tal como os humanos porque não tem poder para isso! Abordo esse tema ao menos em duas de minhas monografias, uma delas a Pequeno Demais para Nós Todos, sobre crescimento populacional.

- Sim! As sequências de ação são excelentes. Mas que me perdoem os entusiastas, eu sinceramente trocaria parte delas por um maior aprofundamento nas questões filosóficas. Matrix é um filme que se fosse Francês e com menos sequências de ação espetaculares seria considerado uma obra prima intelectual profunda por qualquer crítico chato. De uma certa forma, acho que o impacto visual do filme acaba por obscurecer seu conteúdo.

* * *

Há em outro de meus contos de FC disponível na Lista de Contos uma ambientação na Matrix, mas não posso dizer onde para não estragar a surpresa. Se você ainda não leu saiba que ele pode estar em qualquer lugar, e que a Matrix só é explicitada ao final.

Marcus Valerio XR



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