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Histórico de Textos Publicados
2 0 1 8
16 de Julho

Enfim um texto realmente bom em um site de alcance razoável, pois um de alcance verdadeiramente massivo é necessariamente dominado pela grande mídia que não tem interesse algum em disseminar informação de qualidade.

O RENASCIMENTO DO NACIONALISMO NA EUROPA
As verdadeiras origens de um fenômeno
para muito além da xenofobia

E o próprio texto deixa muito claro o porquê, desmascarando as imposturas à esquerda e à direita com seus chavões imbecilizantes.

13 de Julho

Entenda a ocupação japonesa na Coreia (1905-1945), a libertação da parte Norte e invasão americana (1945), bem como a Guerra da Coreia (1950-1953) e suas consequências, em conferência de Alejandro Cao de Benós, delegado especial do Comitê de Relações Culturais com o Ocidente da República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte).

12 de Julho - 18:34

Pra você que acha que esse final de Copa ainda não está ruim o suficiente. Fifa manda reduzir imagens de 'torcedoras bonitas' na Copa

12 de Julho - 15:39

Quando um símbolo da tradição bate de frente com um símbolo da pós-modernidade. A cidade conservadora do Peru que cogitou mudar sua bandeira por semelhança com símbolo LGBT

9 de Julho

É triste ver tanta gente surpresa com as sandices de nosso judiciário num contexto onde racionalidade, que dirá normalidade, deixou há muito de ser parâmetro norteador. Ora, juiz de primeira instância, de férias, se manifestar para praticamente derrubar decisão da instância superior não deveria impressionar ninguém a essa "altura do campeonato."

Eu espero coisas piores. Ainda que Lula for solto e leve a candidatura adiante, qualquer dos outros 5 processos pode ser tramitado em velocidade superluminal nas madrugadas, fins de semana e feriados para enviá-lo para a cadeia de novo! O processo do sítio já está a todo vapor, inclusive com denúncias de usar métodos ilegais e perversos de intimidação como levar uma mulher sozinha, e seu filho pequeno, para tomar seu depoimento sob ameaça, canalhice perfeitamente regular dentro da Lava-Jato e que não seria surpresa alguma para quem se informa para além da lavagem cerebral globista.

Já disse em 20 de Abril talvez com mais palavras que o necessário, mas fato é que após um absurdo ser aceito e sacramentado como se fosse algo normal, não é possível crer que se siga qualquer normalidade. Aliás concedo que o processo golpista está sendo comedido, quem sabe até misericordioso, em ao menos utilizar métodos que para um desavisado podem lembrar um processo judicial comum num contexto político normal para evitar chegar ao extremo de simplesmente ameaçar de morte ou tortura o ex presidente ou sua família.

Que não estamos mais numa "democracia" como estivemos nas últimas 3 décadas é uma trivialidade que somente a estupidez e/ou a perfídia podem negar, mas tão pouco estamos numa ditadura. Como eu disse em 21/04/17 o nome correto de nosso regime é PLUTOCRACIA! Pois numa ditadura, teríamos que saber exatamente quem está no comando, e levar o marionete Temer e a patota de fantoches do Legislativo e do Judiciário a sério é abusar do papel de trouxa. Mas mesmo nosso recente período "democrático" já era plutocrático, embora num nível menos incisivo e mais conciliador, visto que nossas instituições eleitorais e populares só funcionam quando não ameaçam os interesses dos plutocratas.

A diferença foi entre uma Plutocracia conciliadora, e dividida, com uma ala industrial desenvolvimentista que estava amalgamada ao governo petista e agora foi posta na cadeia, e uma Plutocracia puramente exploradora, meretriz de cafetões estrangeiros e infinitamente mais corrupta, como sempre foi a agro pecuária, a rentista e a midiática, inimigas ferrenhas de qualquer projeto de desenvolvimento nacional.

Para não deixar à luz seu odioso plano de destruição do país (Estou sendo literal aqui!), seu absoluto desprezo pelo povo e a depravação ignominiosa de seus verdadeiros interesses, é útil disfarçar a realidade sob um caos de ações incompreensíveis sob qualquer outra ótica.

Mas isso, claro, para ludibriar apenas aqueles efetivamente dispostos a compreendê-la, e não para uma turba delirante que ainda tem esperança numa revolução comunista e muito menos para uma coxinhada ainda mais patética que acredita que ela esteja acontecendo.

Os primeiros já estão suficientemente alienados por um ideologia anacrônica incapaz de compreender a realidade em que se inserem, servindo apenas para impressionar os segundos, que já estão escravizados na massa de manobra imbecilizada a serviço da plutocracia misobrasiliana, e prontos para saírem às ruas assim que os adestradores da Globo e cia, que eles próprios fingem odiar, de forma dissimulada mas eficiente, determinarem.

6 de Julho

Eu e as Copas do Mundo - Parte 2

1998 - FRANÇA. Eu já havia aprendido que humildade é condição Sine Qua Non para o Brasil ganhar uma Copa. Qualquer orgulho prévio é nocivo e o clima de "já ganhou" é derrota certa. Por isso fiquei pé atrás com a enorme babação de ovo em cima do outrora Ronaldinho (Ronaldão para outros), depois Ronaldo, depois Fenômeno. Mas o fato é que até eu me empolguei à medida que o Brasil foi avançado no impressionante e inovador espetáculo de imagens que esse Copa trouxe. Os noobs que vem o certame hoje não fazem ideia de como as imagens era mais precárias antigamente. Foi a copa da França que introduziu câmeras em centenas de ângulos com recursos avançadíssimos permitindo ver detalhes milimétricos por toda parte, não deixando escapar nada. Ainda assim, demoraríamos 20 anos para que o bom senso chegasse à cabeça da FIFA para introduzir o árbitro de vídeo. (Já seria ridícula aquela constrangedora aquela cena do Rivaldo, na copa seguinte, de tomar uma bolada na coxa e cair no chão com as mãos no rosto.) Pois bem. Aconteceu que fomos pra final, mais uma vez, certos da vitória. A França era até interessante, e eu estava mais preocupado com Thiery Henry que com Zidane. Mas na última hora nosso ídolo, supostamente, teve um "ataque epiléptico", deviam ter colocado o Edmundo no lugar dele! O resultado nós sabemos. Levamos de 3x0 com direito às melhores teorias conspiratórias já criadas, levantando até profecias de Nostradamus prevendo nossa derrota, e fiquei tão puto com a NIKE que até hoje me recuso a comprar seus tênis. Nunca levei muito a sério essas seleções que só ganham copa em casa, mas ainda demoraria para ficar com raiva dos marselheses... Vive la France.

2002 - CORÉIA DO SUL & JAPÃO. Irritado fiquei com a atitude de alguns franceses que começaram a dizer que o Brasil era uma seleção decadente e que agora seria a era dos Les Bleus. Se humildade sempre fez falta ao Brasil, ao menos nunca fomos reconhecidos em especial pela arrogância, ao contrário de quem começou a se achar a cereja do bolo futebolística. Por isso essa copa foi maravilhosa em quase todos os sentidos, começando com chave de ouro com Senegal metendo 1x0 na turma de Zidane, que depois empatou no 0x0 com o Uruguai e ficou em condição de desespero. Levantei de madrugada para ver a Dinamarca (que há muito já não era mais "Dinamáquina") meter-lhes 2x0 e mandá-los pra casa sem marcar sequer um gol! A tradição da seleção campeã cair na primeira fase só não começou ali graças ao Brasil.

Por falar em horário, taí algo inexplicável. Que raios a FIFA tem na cabeça para realizar jogos pela manhã no Japão?! Parece que não sabem que o planeta inteira assiste a Copa, e do jeito que fizeram África, Europa ou Américas tinham que assistir jogos de madrugada com frequência, enquanto a tarde era graciosamente oferecida àquele imenso vazio do Oceano Pacífico! Quer ver, vá no Google Earth, ou pegue um globo terrestre, e de uma olhadinha! O jogos tinham que ser todos do meio da tarde para a noite poha!

Apesar da tecnologia, Espanha e Turquia foram grosseiramente roubadas por arbitragens criminosas que discordaram da totalidade dos espectadores que viram muito clara mente a anulação de legítimos Gols do Ouro, regra que valeu unicamente para esta Copa, onde o único gol na prorrogação era "morte súbita". O Brasil, por sorte, escapou, e foi para final inédita com a Alemanha. As duas potências maiores do futebol finalmente se encontraram na história das copas (Alemanha Oriental não conta!), resultado, Brasil 2x0, Ronaldo Fenômeno redimido.

PENTACAMPEÃO.

2006 - ALEMANHA. Enfim, aqui ocorreu o que para mim foi a pior desilusão da minha vida com a seleção, que foi a terceira derrota consecutiva para a França, no que seria a revanche perfeita, quase com os mesmos jogadores. Nenhuma outra revanche possível jamais teria o mesmo sabor. Mas já escrevi demais sobre isso Aqui.

2010 - ÁFRICA DO SUL. "Spider-Cam, Spider-Cam, great imagens, yes it can!" Que coisa maravilhosa as imagens dessa câmera aérea! A primeira Copa do Mundo fora da dialética Europa e Américas teve lá seus problemas, a começar pela baixa média de gols, e aqui a sina da queda do campeão na primeira fase se estabeleceu. Mas a derrota do Brasil em nada me incomodou, a não ser por aquele gramado absolutamente horrível demonstrando um amadorismo brutal no trato com o campo. A cada chute saía mais terra do que bola! E não me incomodou porque perdemos para uma dos mais injustiçadas seleções, a Holanda, que se tornou especialista em ser vice campeã apesar de quase sempre ter apresentado futebol melhor nas finais que perdeu, algumas, inclusive, por roubo da arbitragem. Ademais foi a revanche de 1994. Não se pode, e não se deve, ganhar demais. Até por haver muita expectativa para a próxima Copa. De qualquer modo foi bom despachar o Chile, pois aquela safadeza que o Rojas aprontou no Maracanã em 1989 simulando ter sido atingido por um foguete é o tipo de pecado imperdoável que gera karma duradouro transgeracional, e terem sido proibidos de participar da Copa de 1990 foi pouco.

2014 - BRASIL. Nem vou comentar o 7x1, a não ser pelo fato de até eu ter me esquecido de que isto sequer tirou o Brasil da Copa, visto que ainda disputou, e perdeu, o Terceiro Lugar, novamente para a Holanda, por 3x0. Sério! Eu não me lembrava disso! Mas além do crime cometido contra Neymar pelo Colombiano Zuniga, que o retirou do jogo contra a Alemanha e o desgraçado não foi sequer punido (com Neymar poderíamos até ter perdido, mas duvido que seria tão traumático), o que mais chama atenção nessa Copa não ocorreu dentro dos campos. O grotesco Complexo de Vira-Latas brasileiro somado ao, pasmem, casamento do coxinhismo mais cretino com o esquerdismo trostkista mais tosco, ambos unidos pelos seu ódio ao próprio país, resultou na mais lastimável e sórdida campanha anti nacional já vista até então. Lembrando que o Golpe já estava em andamento, e que sabotar a realização da Copa era um de seus objetivos.

Falaram de tudo. Que o Brasil ia passar vergonha, que não tínhamos condições de realizar uma Copa do Mundo, repetiam o "Imagina na Copa?" etc, e o resultado? Uma das MELHORES COPAS DO MUNDO JÁ FEITAS! Para muitos órgãos especializados, opiniões profissionais e maioria do público estrangeiro, UM SUCESSO ABSOLUTO! Nesse sentido, foi uma Vitória Total do país do futebol na realização de um mundial que encantou o mundo dentro e fora de campo, calando e humilhando a corja de odiadores do país, que não tiveram nem o prêmio de consolação de dizer que teríamos "comprado o resultado". Nesse sentido, o 7x1 ainda teve esse fantástico efeito de reduzir a cinzas a última esperança dos vira-latas que queriam de algum modo ou de outro denegrir o país. Mas a horda de patos do naipe de quem xinga a Presidente da República em cadeia mundial em plena abertura do evento (Já viu isso em algum outro lugar do mundo?) não se deu por satisfeita. Anos depois sairia as ruas com a camisa da seleção para apoiar um projeto infinitamente mais odioso que o "Não Vai Ter Copa".

5 de Julho

Dissidência Política do DF
20 de Abril

I

Os brasilienses mais antigos devem se lembrar que há 15 anos, no mandato do então governador Joaquim Roriz, foi brevemente implementada uma estranha mistura de Concessão com "Parceria Público Privada" para gerir estacionamentos públicos, denominada 'Vaga Fácil', em especial no Setor Comercial Sul, área famosa por ser, não difícil, mas absolutamente impossível, achar uma única vaga regular em horário comercial. (Há quem diga que aquele que porventura aviste uma, deveria estacionar nela imediatamente mesmo que não o precise, e se dirigir o mais rápido possível à uma lotérica para aproveitar a inominável sorte.)

O sistema mal durou um mês, provocando intensa revolta na totalidade da população, e logo foi suspenso pelo STJ que a declarou inconstitucional. E não o foi por menos. A "parceria", apelidada de "Grana Fácil", seguramente foi um dos mais descarados abusos já cometidos pelo governo em favor de empresas privadas, inclusive com suspeitas de que proprietários da mesma tivessem alguma ligação pessoal como o então Governador.

Basicamente, o motorista achava a vaga e estacionava, sem passar por qualquer tipo de cancela ou guarita, se dirigia a uma lotérica para comprar um bilhete de estacionamento e depositava no vidro do carro como validação, guardando uma segunda via. A fiscalização era feita por soldados da Polícia Militar ou agentes do Departamento de Trânsito, autorizados a multar qualquer veículo que não contivesse o bilhete.

Ou seja, sem qualquer investimento físico nas áreas públicas, cuja manutenção continuava por conta do Estado, no caso a NOVACAP, com fiscalização sendo feita pela PM e pelo DETRAN, e emissão de boletos e pagamento feito nas lotéricas da CEF, institui-se um sistema de privatização onde o único trabalho da empresa privada era embolsar o dinheiro! Sem contar o prejuízo causado aos trabalhadores e frequentadores regulares locais, visto que são justo seus veículos que ocupam a maioria das vagas, tornado-se impossível para a maioria arcar com os custos da cobrança por um dia inteiro, razão pela qual, afinal, foi possível aos frequentadores casuais encontrar farta oferta de vagas regulares em horário comercial, porém, tendo que se dirigir a lotéricas, mas não para tentar a Mega Sena.

Até mesmo privatistas convictos não tiveram coragem de defender o indecoroso sistema.

O que nos interessa aqui, porém, é perguntar: Foram as demais privatizações ocorridas no Brasil, realmente diferentes, em essência, disso?

II

Apelidadas de "briberization" ('bribe significando 'suborno' / 'roubo') pelo Nobel de Economia Joseph Stiglitz, e de "privataria", pelo jornalista brasileiro Élio Gaspari, as privatizações ocorridas no Brasil chegam a ser criticadas até mesmo por, Rodrigo Constantino, que em seu livro 'Privatize Já' alega que o PSDB privatizou mal, além de pouco, durante o Governo FHC.

A exemplo da Vale do Rio Doce ou da Telebrás, os cofres públicos injetaram bilhões em investimentos no patrimônio estatal pouco antes dos mesmos serem vendidos sem que tais valores fossem contabilizados. E o dinheiro em sua maior parte ainda foi emprestado pelo BNDES a juros e prazos maravilhosamente amigáveis que assalariado algum jamais irá ver na vida para solucionar seus problemas financeiros. Juros estes que rolavam, bom lembrar, muito abaixo da taxa da Dívida Pública, de modo que na prática não era vender barato, mas "pagar para que fossem levadas!"

Não à toa a Dívida Pública aumentou explosivamente após a Privataria, ao contrário do que se prometeu, bem como a Dívida Externa, inflação, carga tributária, desemprego e nada menos que praticamente qualquer outro índice econômico. Ou seja, é impossível dar um único bom argumento pelo qual as privatizações teriam sido benéfica para o país.

Ainda assim, estamos agora mais de duas décadas depois, sob outra onda privatista, que diferente da anterior, não mais está prometendo o que prometeu, e descumpriu, antes. Atualmente, a "justificativa" para privatização é apenas a urgência em fazer caixa, ainda que ínfima, sob um alarmismo praticamente extorsivo de "ou vende ou quebra!" Tal qual o cidadão desesperado que precisa num momento crítico vender seus pertences pessoais a uma fração ínfima do que valem para conseguir sobreviver. Ficando se tratar de péssimo negócio.

Mas essa não é a única desculpa prática para a privatização, e nem a mais popular. Hoje, a principal motivação que a maioria do liberais tem para ser a favor da rapina do patrimônio público não é sequer uma razão, e sim apenas uma emoção: A Fobia ao Estado!

III

Submetidos a uma autêntica lavagem cerebral perpetrada principalmente pela grande mídia, com a Globo, como sempre, à frente, muitos incautos desenvolveram um ódio pavloviano do setor público, tanto pela pecha de ineficiência do Estado, uma mentira infinitamente repetida até ser vista como verdade, quanto pelo puro e simples preconceito direcionado aos funcionários públicos, estatutários regidos pela Lei 8.112/1990, porém confundidos com empregados de empresas públicas, celetistas, que sequer tem direito legal a estabilidade.

O ódio aos funcionários públicos teve especial destaque por parte da campanha de Fernando Collor a presidência em 1989, que os chamava de "marajás", e curiosamente é levantado até hoje pelos privatistas, fazendo vista grossa para o fato de que funcionário público algum perderá seu emprego, ou seu privilégios caso os tenham, para a privatização, e sim tão somente os empregados públicos que muito pouco se diferenciam dos trabalhadores de grandes empresas privadas.

O funcionário público, estrito senso, trabalha no Legislativo ou Judiciário, e quando no Executivo em órgãos públicos não rentáveis, ministérios ou outras instâncias que nada tem a ver com as empresas públicas, lucrativas, alvo de privatização. Nestas trabalham empregados públicos que na sua quase totalidade sequer demandam gastos de dinheiro público, visto que suas empresas são quase sempre plenamente auto suficientes, em especial as ameaçadas de privatização.

Portanto, a privatização em nada afeta o servidor público, estável, com aposentadoria integral (quase) e salários bem acima da média da população, mas sim justo aqueles que são como os empregados de grandes empresas privadas, principalmente quando tem um sindicato forte. A própria estabilidade que alguns deles gozam é resultante de Acordos Coletivos que devem ser renegociados a cada Data Base, por vezes até anualmente, e o verdadeiro motivo pelo qual costumam sofrer menos pressão deriva justo do fato de estarem em áreas raramente submetidas a concorrência pelo mercado, exatamente por muitas vezes envolverem monopólios naturais, como a produção de água por exemplo, serem obrigadas a se responsabilizar por segmentos pouco atraentes ao mercado, como a entrega de cartas simples, não lucrativa, ou exigirem pesados investimentos estatais para serem viáveis, como mineração e energia.

Essa, porém, é apenas uma das notórias irracionalidades do discurso privatista, alegando desonerar o Estado doando empresas que na realidade mais dão do que tomam dinheiro dos cofres públicos.

Tendo sido sistematicamente desmentido pela realidade, o privatismo "valida-se" basicamente pela constante falsificação dos fatos e pela repetição incessante de factóides sem qualquer compromisso com outra coisa a não ser o enriquecimento de seus financiadores. E, perante as massas, sobretudo canalizando compreensíveis insatisfações com a burocracia estatal e carga tributária, que só aumentaram após a privataria, misturando com ideologias minarquistas ou anarquistas invariavelmente delirantes, afora a simples fraude, visando resultar num ódio visceral à qualquer coisa com o adjetivo 'público' no nome, pronto para defender até mesmo o próprio prejuízo pessoal em nome de uma satisfação subjetiva em desmantelar simbolicamente seu objeto de ódio.

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dissidenciapoliticadf.blogspot.com.br


3 de Julho

Da série VÁ PRA CUBA! Onde, segundo comentarista da Globo, SÓ 3 COISAS funcionam: Educação, Saúde e Segurança.

Mas quem está interessado nisso?


2 de Julho

Eu e as Copas do Mundo - Parte 1

1974 - ALEMANHA. Tinha 2,5 anos. Não me lembro

1978 - ARGENTINA. Lembro muito bem do jogo Brasil e Suécia, onde chegamos a comemorar a vitória do Brasil no finalzinho do jogo para depois o juiz invalidar o gol porque apitou o fim da partida no meio do lance! Foi punido pela FIFA, mas o estrago foi feito. Lembro do dia em que assistimos ao jogo na escola, numa TV preto e branca horrível. Eu tive uma camisa 'Argentina 78' e eu e meu pai colecionávamos álbuns de figurinhas, com minha irmã, quatro anos mais nova, chamando todos os jogadores negros de "Pelé". Compreensível, considerando que umas tias sempre perguntavam se O Rei ia jogar, apesar de já estar aposentado há anos. Terminada a Copa, irritei muita gente dizendo que meu time era Argentina. Só muito anos eu iria compreender porque aquela foi considerada uma das Copas do Mundo mais roubadas da história, só comparável a da Inglaterra em 66.

1982 - ESPANHA. Não há como esquecer da icônica seleção canarinho com Zico, Sócrates, Rivelino, Toninho, Falcão etc, encantando o mundo inteiro com o Futebol Arte, ainda que com uma defesa ruim. O Brasil bombardeava incessantemente sem resultado, mas os adversários só precisavam atacar uma vez para fazer um gol, tal como o fabuloso frango de Valdir Perez levando gol da União Soviética no nosso primeiro jogo, ainda que tenhámos virado depois. Mesmo assim o Brasil avançou lindamente, até cair perante a Itália na segunda fase, onde o mafioso (Sério!) Paolo Rossi meteu 3 gols no Brasil. A piada foi que a melhor arma de fogo era o revólver Rossi, que com 3 tiros matou 21 canarinhos, um frango (no gol) e um pato (Telê Santana). As músicas construídas em amor a seleção foram inesquecíveis, como a "Voa Canarinho Voa", cantada por ninguém menos que o jogador Júnior, embora eu me lembre mais é da paródia que fizeram de "Meu Canarinho" de Luiz Ayrão. Foi a única vez que chorei após a derrota do Brasil.

1986 - MÉXICO. Laranjito. Laranjito! LARANJITO PRA TODO LADO! Meu Deus! Não tinha como ir numa festa junina sem pescar uma dúzia de Laranjitos! O refrão de "70 Neles Outra Vez Brasil", cantada por Gal Costa, ajudou a reerguer praticamente o mesmo sonho do ano anterior, com uma seleção muito parecida, inclusive com Telê Santana cometendo os mesmos erros. Mas mais uma vez o Brasil caiu nas Quartas de Final, nos Penáltis, diante da França. Estávamos recém lançados na Nova República, finda a Ditadura, e mal havíamos superado o trauma do tenebroso Plano Cruzado, o que somado ao terremoto do Chile e à explosão do Ônibus Espacial Challenger, matando a primeira civil que ia ao espaço, fez muito gente achar que cometas anunciam desgraças mesmo. Ainda que ninguém tenha visto o infame do Halley coisa nenhuma! Argentina bi campeã em cima da Alemanha, chegando à final com um gol de mão de Maradona, que decidiu a épica partida contra a Inglaterra, vingança contra a Guerra das Malvinas, e foi tão escancarado que ele próprio disse que fôra "La Mano de Dios". Mas a imagem que mais me marcou foi de uma reportagem, a comemoração da família pobre do jogador Josimar, quando ele fez um gol.

1990 - ITÁLIA. Foi uma Copa tão sem graça que "entrou por um olho e saiu pelo outro". A pior média de gols da história e o Brasil caiu nas Oitavas de Final, contra a Argentina. Pra piorar, Alemanha viria a figurar no seleto trio dos tri campeões, ao lado de Brasil e Itália, nossa algoz de 1982 que se vingou de 1970. Uma Copa chatíssima! Brasil marcou um gol por partida! Mas houve sim algo muito bom nesta copa: a seleção de Camarões, que empolgou o mundo com um futebol belo, destemido e de alto nível, indo mais longe que o Brasil e chegando as Quartas de Final, feito inédito para um páis africano. O Brasil inteiro torceu para Camarões. Se tivessem levado o título, teríamos festejado nas ruas!

1994 - EUA. Aos 22 anos, enfim, vi meu país ser Campeão, na primeira Copa que acompanhei rigorosamente. Mas talvez ainda melhor que ver o tetracampeonato foi ver toda a mídia, e a opinião pública, engolir todo o lixo que vomitou por anos contra a seleção e especialmente o técnico Carlos Alberto Parreira, que decidiu substituir o jogo bonito e perdedor por um jogo técnico vencedor. Fizeram de tudo para enxovalhar e humilhar o cara, teve até música para difamá-lo, invés de celebrar a seleção, e o imbecil do Fausto Silva, após o primeiro tempo de Brasil e Suécia, resolveu ofender a seleção em cadeia nacional por estar perdendo de 1x0 num jogo onde nossa classificação já estaria garantida mesmo com derrota, e ainda assim empatamos. Aliás teria sido melhor perder, teríamos pego a Arábia nas Oitavas invés dos donos da casa, num dos jogos mais tensos do campeonato onde o lateral Leonardo aplicou uma horripilante cotovelada no rosto de Tab Ramos. Tudo bem que o cara o puxou pela camisa de forma enervante, mas a resposta, mesmo que não intencional (pois ele tentou atingí-lo no abdomên) foi vergonhosa. Malharam impiedosamente a seleção, e o técnico, a Copa inteira, e foi minha primeira experiência com um autêntico surto de estupidez insana coletiva, com quase todo mundo dizendo que o Brasil jogava mal. Disse e repito até hoje, A SELEÇÃO DE 94 VENCERIA A DE 82!!!

Era um time, com Romário e Bebeto se destacando no ataque, implacável. Tinha pose de bola esmagadora, pressionava incessantemente os adversários, e passes absolutamente perfeitos que jamais foram igualados pelas seleções posteriores. Não a toa a música tema da Globo, que é tocada até hoje, dizia "o toque de bola, é nossa escola, nossa maior tradição". E a defesa, apesar de ótima, quase não era necessária porque Dunga e Mauro Silva, os maiores ladrões de bola da história, tornavam o meio campo praticamente impenetrável! Os únicos gols sofridos pela seleção foram o da Suécia, na terceira rodada da Primeira Fase num jogo, como dito, sem importância, e os da Holanda, nas Quartas, onde, enquanto o Brasil comemorava o 2x0, simplesmente saiu um gol da Holanda que NINGUÉM VIU! Sério. O jogador simplesmente repôs a bola e foi pro ataque marcando um gol que não foi mostrado ao vivo! Até hoje há polêmica se aquele gol não foi irregular. O empate veio quase imediatamente em seguida, com o Brasil ainda e recuperando da surpresa. Mas por fim Branco, numa bomba arrasadora na melhor cobrança de falta de todos os tempos, mandou a Holanda pra casa.

Nas semifinais, quando realmente importava, o Brasil dessa vez derrotou a Suécia. Tenho pena dos Suecos. Somos seus maiores algozes. Além de roubarmos o título em sua própria casa em 1958, eles nunca nos venceram nos 7 embates ocorridos em Copas do Mundo. E se, em casa, tomamos 7x1 dos Alemães, também em casa metemos 7x1 na Suécia em 1950. Pode apostar que eles não tem a menor vontade de nos reencontrar.

Por fim tivemos a brutal final contra a Itália, revanche de 1982, onde apesar de sermos nós que deveríamos ser especialistas em macumba, foram os italianos que fecharam o gol com uns 5 ou 6 goleiros adicionais invisíveis. CARALHO!!! Como raios é possível meter tiro atrás de tiro e a bola pegar na trave, no travessão, no pé de um zagueiro caído que nem viu o que aconteceu, chute atrás de chute, e ainda assim a desgraçada não entrar?! A Itália jogou bem, é verdade, mas o Brasil jogou melhor, foi azar mesmo não vencer no tempo normal ou na prorrogação.

Fomos pros penaltis, para mais desespero. Márcio Santos errou o primeiro, mas Romário, Branco e Dunga não falharam, enquanto os italianos já haviam perdidos dois, um devido a defesa fabulosa de Taffarel. Os italianos, em desvantagem, foram pra quinta cobrança, Galvão Bueno anunciou "Se o Taffarel pegar essa o Brasil é Tetra". Mas não foi necessário, Roberto Baggio nos fez o favor de mandar a bola pra Lua!

Nunca vibrei tanto. Fui pra rua festejar com os amigos. Recebemos a seleção no aeroporto e acompanhamos o cortejo até o Palácio do Planalto.

TETRACAMPEÃO!!!

1 de Julho

A pior alienação de massas não é o futebol, e sim o noticiário.

O pior "circo" é o do "Combate à Corrupção."


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