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30 de Março

BOLSONARO FORTALECE O FEMINISMO

e a Neoesquerda em geral.

Primeiro, sintetizando.

Direita (tradicional): defesa das tradições culturais e modo de vida da grande maioria, religiosa e conservadora. Neodireita: defesa liberal de pautas econômicas antipopulares de minorias, que contaminaram a Direita há quase um século, resultando no contraditório Neoconservadorismo.

Esquerda (tradicional, não revolucionária): defesa das questões econômicas da grande maioria trabalhadora. Neoesquerda: defesa liberal de pautas culturais antipopulares de minorias, que contaminaram a Esquerda, há cerca de meio século, praticamente tomando para si o termo original.

Pela mais simples dialética. É normal que de um período de maior relaxamento venha outro de maior tensão, e apenas por isso, rivais em perpétua contenda tendem a se revesar no destaque, e a mutuamente se fortalecer. O breve baque que a neoesquerda sofreu com a eleição de Bolsonaro em nada a enfraqueceu, pelo contrário. Está se reorganizando com muito maior eficiência e se preparando para contra atacar.

O Governo Bolsonaro nada faz para realmente combater o neoesquerdismo. As ONGs financiadas com dinheiro estrangeiro continuam intocadas, a grande mídia permanece totalmente liberada para pregar o que quiser ( e sempre quer a mesma coisa) e ainda por cima a ministra Damares continua a apoiar a maior parte das mesmas causas feministas.

E o pior, essa contribuição escancarada de um "feminismo azul", que chega ao ponto de combater justo a maior derrota sofrida pelo Feminismo, a Lei Contra a Alienação Parental, jamais será reconhecida como um favor por ele mesmo, pelo contrário, ao mesmo tempo que é alimentado pelo mesmíssimo inimigo que pensava que lhe combateria, pode ostentar toda a falsa fachada antifeminista do governo como sua maior fonte de força, o vitimismo.

Assim, Bolsonaro consegue a façanha inédita de, ao mesmo tempo, fortalecer a Neoesquerda pelas duas vias, tanto lhe concedendo benefícios e forças diretamente, quando posando de um opositor que dialeticamente a fortalece.

Quem foi violentamente baqueada, sem esperança de recuperação visível, são as pautas econômicas da Esquerda tradicional, essa sim, brutalmente derrotada. Legislações trabalhistas sendo destruídas, seguridade social sendo aniquilada, oportunidades de trabalho digno cada vez mais distantes no horizonte. Com isso, seria de se esperar que, também por dialética, essas pautas acabassem voltando com força total.

SÓ QUE ESTÁ OCORRENDO O CONTRÁRIO!

JAMAIS vou parar de repetir: a MAIOR de todas as desgraças político-ideológicas de nosso tempo é a divisão artificial, fraudulenta e manipulatória da sociedade entre uma Esquerda e uma Direita farsescas, ambas sob controle, ainda que parcial, das mesmas oligarquias plutocráticas. Enquanto perdurar a falsificação histórica de que a questão é uma luta entre Esquerda e Direita NÃO HÁ ESPERANÇA de uma sociedade sadia.

Bolsonaro foi eleito justo pelo lado direito das vítimas dessa ilusão, que sem querer, trabalham dialeticamente com as vítimas do lado esquerdo. Essa dinâmica, por si só, já seria suficiente para garantir que após algum período, que pelo visto será bem menor do que eu pensava, o lado oposto retorne revigorado.

Só que o mesmo esquema manipulatório já assumiu o contra ataque. O Feminismo, carro chefe da Neoesquerda, já se embrenhou profundamente em todas as frentes organizadas de resistência, e já está colhendo os louros de se posicionar do lado popular nas pautas que realmente afligem a população.

E mais importante, tanto a Neoesquerda quanto a Neodireita são de interesse dos mesmíssimos agentes econômicos, são as pautas da Globo, do Itaú, da Fox, do JP Morgan & Chase Bank etc, e quando uma assume o poder, sempre termina também beneficiando a outra. O simples fato da feministíssima Globo fazer oposição a Bolsonaro ao mesmo tempo que defende as pautas econômicas de Paulo Guedes já deveria liquidar o assunto.

Outra frente devastadoramente derrotada foi o Nacionalismo, pois só na cabeça de um débil mental pode existir o delírio de que Bolsonaro tenha algo disso. O Nacionalismo se configura como uma Esquerda Tradicional, econômica e NÃO revolucionária, e ao mesmo tempo como uma Direita Cultural. E representa os reais anseios da maioria esmagadora da população.

Contra ele, está o verdeiro opositor, o Liberalismo. Pois está é a dicotomia real, entre os interesses da imensa maioria popular refletidos no Nacionalismo, e os das minorias riquíssimas, que fomentam o Liberalismo tanto à Esquerda quanto à Direita. E Bolsonaro é, na prática, um Liberal.

Só que o Liberalismo JAMAIS enfrenta o Nacionalismo aberta e diretamente, pois seria derrota na certa. Pelo contrário, ele usa seu lado direito para chamar qualquer defesa de interesses econômicos da maioria de Comunismo e seu lado esquerdo para chamar qualquer defesa de interesses culturais da maioria de Fascismo.

A grande tragédia, é que o Brasil ainda é um pouco menos alienado que os EUA, onde o domínio da falsa oposição entre a Neoesquerda pelo Partido Democrata e a Neodireita pelo Partido Republicano é absoluto, não restando mais qualquer esperança de Terceira Via. Não se poderia esperar outra coisa de um país sob controle absoluto do Capital Financeiro.

Mas o Brasil segue aceleradamente para esse mesmo trágico destino. Se o próximo governo a assumir for um novo PT, aí será o fim de qualquer esperança de sairmos dessa Matrix asquerosa que aprisionou as mentes da maioria dos brasileiros.

29 de Março

Mais um exemplo de recursos públicos sendo roubados da sociedade para depois serem vendidos a preços extorsivos de volta a seus legítimos donos, que quando, indignados, burlam o esquema para ter acesso ao que lhes é de direito, ainda são processados pelos golpistas que privatizaram o patrimônio público. ‘Publicação científica’ é uma fraude: nós financiamos as pesquisas, e elas devem ser gratuitas

26 de Março

O Capitão Marvel foi criado em 1939, sendo um dos mais antigos super-heróis, um ano depois do Super Homem, e por isso mesmo acusado de plágio. A Fawcett Comics, detentora do personagens na época, chegou a ser processada pela National Publications, proprietária do Super Homem, mas terminaria vencendo a disputa. Em 1941 também surgiram os personagens derivados Capitão Marvel Jr. e Mary Marvel (também conhecida como Moça Marvel ou Miss Marvel). E após algumas variações e fusões das empresas, todos esses personagens seriam incorporados definitivamente na DC Comics em 1972, incluindo a Super Moça, versão feminina do Super Homem.

Curiosamente, foi o mesmo ano onde Marvel Comics também lançou outro personagem com o nome de Capitão Marvel, e a partir daí a confusão estava feita. Participei de mais de uma contenda onde explicava a origem do Capitão Marvel da DC, para ouvir um coleguinha retrucando com a origem do Capitão Marvel da Marvel, mas no geral, era assim que diferenciávamos os personagens, ou por vezes dizendo o Capitão Marvel Shazam.

O personagem influenciou minha vida, assim como já havia influenciado a de meu pai, que comprou as primeiras revistas que li. Certa vez, combinei com a empregada que quando chegasse em casa invés de gritar o nome dela na janela do segundo andar, gritaria Shazam!

Também acompanhei estórias do Capitão Marvel, guerreiro Kree, nas revistas Marvel, e suas lutas contra Thanos. E só muito depois de eu ter deixado de acompanhar quadrinhos é que surgiram as versões femininas deste mesmo personagem. Na Marvel, pois como dito, do Capitão Marvel Shazam, as versões femininas são mais antigas que o próprio Capitão Marvel Marvel.

Curiosamente, isso poderia solucionar a confusão, ficando então Capitão Marvel e Capitã Marvel, visto que a versão feminina do primeiro sempre usou outro nome. Não fosse o fato do inglês não flexionar gênero. O Capitão Marvel original, porém, permaneceria com esse nome até 2011, quando a DC Comics decidiu jogar a toalha para a Marvel Comics e rebatizar o personagem definitivamente de SHAZAM! (E ainda vale lembrar que a Marvel também criou sua própria Miss Marvel.)

Mas se eu nunca aceitei nem passar a dizer Superman, que dirá de aceitar essa alteração.

Pra mim, este continuará sendo o verdadeiro CAPITÃO MARVEL!

24 de Março

Original em The Dance by Pascal Campion


20 de Março

Por ter caído no esquecimento, a maioria hoje não sabe ou não se lembra o quanto esse filme foi marcante para toda uma geração dos 80. De 1983. The Day After (O Dia Seguinte) narra uma hecatombe nuclear pelo ponto de vista dos cidadãos americanos, especialmente os que vivem próximos às áreas de lançamento dos mísseis. Ao vê-los subindo aos céus, a população sabia que o ataque ou contra ataque soviético estava a caminho, e lhe resta tentar sobreviver na desolação radioativa que resulta após a destruição da maior parte das grandes cidades e da infra estrutura.

Divido em três partes, a primeira mostrando o trivial cotidiano das pessoas alternando para notícias das tensões políticas internacionais, a segunda contemplando o momento da destruição em si, com efeito especiais que hoje chegam a ser rizíveis, mas na época foram impressionantes, e por fim a sobrevivência pós destruição, o fato mais curioso deste filme é que ele talvez seja a mais impactante obra audiovisual NÃO VISTA em toda a história. Sim, porque não se trata de produção cinematográfica e sim televisiva, tendo sido efetivamente pouco visto, mas no entanto muitíssimo comentado.

No Brasil, recebeu vasta cobertura na mídia, com especiais no Fantástico e um sem número de artigos e comentários que pareciam tratá-lo mais como um documentário que como uma obra ficcional.

Resultado. Esse filme consolidou no imaginário popular a quase inevitabilidade do "Apocalipse" Nuclear, também explorado em um sem número de outras produções famosas, e deixou muitos jovens, eu incluso, com a sensação historicamente inédita de que o Fim do Mundo não era uma mera crença ou perspectiva distante, mas que estávamos mesmo à beira da extinção. Havia jovens desistindo de estudar, e gente desanimada de trabalhar porque sabiam que o mundo já ia acabar mesmo. Fico pensando se isso não teve impacto no conceito de "Década Perdida" que foi associado aos 80.

Jamais uma geração teve tão bons motivos para não ter esperança alguma de futuro.

19 de Março

Leio Olavo de Carvalho desde 2004 e venho dizendo há anos. Ame-o, odeie-o, ou nem um nem outro (que é o meu caso). Só não se pode ignorá-lo como foi feito durante todo esse tempo no Brasil, e o resultado, está aí.

Dissidência Política do DF
19 de Março

Um ombudsman é um membro de uma instituição que tem originalmente função de ouvidoria, e no meio midiático faz uma crítica interna, cujas opiniões posicionam-se frequentemente ao lado de adversários do órgão.

Os desavisados podem ter a impressão de se tratar de um ferrenho adversário da publicação a qual critica, no entanto, o ombdusman ainda é um funcionário contratado e pago por essa mesma instituição, com o objetivo evidente de fortalecê-la.

É exatamente assim que age Olavo de Carvalho em relação ao Globalismo que tanto critica. Os incautos podem ver nele um inimigo mortífero do mesmo, mas apesar das críticas ácidas e por vezes consistentes, no fundo, tudo o que ele faz, na prática, é fortalecer esse mesmo suposto adversário, agindo de forma ainda mais virulenta contra todos os verdadeiros inimigos dos globalistas.

Olavo é o manipulador que saiu na frente ao denunciar as artimanhas da neoesquerda e suas pautas abortistas, feministas e homossexualistas, e todas as demais maquinações mascaradas de boas intenções, mas que trabalham para objetivos nefastos e inconfessáveis. Isso lhe rendeu legiões de seguidores. No entanto, ele termina direcionando grande parte dos que simpatizam com essas denúncias para ações completamente opostas ao que se esperaria, debitando tais maquinações na conta de um "comunismo" delirante e absolutamente inexistente.

Seu sucesso máximo foi guiar a ascensão de Bolsonaro ao poder, que após tanto falar na defesa da família e das tradições, se ajoelha ao pés justo do governo que impõe o Globalismo no mundo. E não só do governo de fachada que fica na Casa Branca, mas sobretudo às verdadeiras forças globalistas contidas tanto na CIA, onde Olavo recentemente esteve após denunciá-la como um braço da KGB, quanto no setor financeiro e megacorporativo, sob controle das oligarquias que efetivamente mandam nos EUA e em todos os países que se submetem a eles, que curiosamente Olavo chama de "comunistas!"

Resta saber se Olavo é ombdusman pago ou não, visto que na era das redes sociais, muitos órgãos de mídia deixaram de utilizar esse tipo de "defensoria" devido aos próprios clientes e usuários o fazerem de graça.

Mas que ele age como tal é fora de dúvida, apoiando sistematicamente o sionismo e todas as guerras imperialistas que consolidem a hegemonia estadunidense sobre a qual se alastra o globalismo, combatendo justo os países que oferecem verdeira resistência, como a Rússia, RPDC, China ou Venezuela.

OLAVO DE CARVALHO É O OMBUDSMAN DO GLOBALISMO!


17 de Março

Não faço ideia que qual seja, mas deve haver um termo para designar o que aconteceu neste país, onde um político que jamais realizou coisíssima alguma mas que costumava dizer poucas e boas que alguns gostavam de ouvir, foi eleito para pela primeira vez realizar algo apesar de ter passado a dizer o exato contrário do que dizia ou, ao menos, ter parado de dizê-lo.

Fale o que quiser de Bolsonaro, mas nunca que ele não cumpriu o que prometeu. Pode não estar de acordo com o que declarava outrora, mas é perfeitamente consistente com o que passou a dizer desde antes de sua candidatura oficial e com o conteúdo de seu programa de governo. Pela primeira vez na história um presidente foi eleito não pelo que prometeu fazer, mas com seu eleitorado crendo que ele não faria o que estava prometendo!

Admita-se, então, que houve inovação. Deixou-se a crença nas promessas de campanha em prol da crença de que a força do "mito" construído em torno dele, e não por ele próprio, venceria as promessas, o pragmatismo político e as forças transnacioniais, financistas e globalistas que assumiram diretamente o controle do país.

Mas já falei um bocado sobre O Mito e o Homem e nos tipos eleitorais que o elegeram.

O que mais me interessa agora é o estranho modo como até tenho acertado, qualitativamente, as previsões que tenho feito há alguns anos, porém, quase sempre errando muitíssimo na dose. Embora não tivesse a menor disposição para defender Dilma após ter passado a perna em seu eleitorado adotando a política econômica de Aécio, ainda assim fui contra o Impeachment por saber que iria piorar a situação. Mas juro que não achava que fosse tanto! De um mero golpe para multiplicar fortunas das mesmas quadrilhas oligárquicas de sempre, e submeter mais uma vez o país ao seu mau e velho cafetão boreal, o que vi foi algo incomensuravelmente pior, um projeto claro, sistemático e ardiloso de destruição completa do país, nada menos do que matar a galinhos dos ovos de ouro invés de roubá-la.

O mesmo se repete agora. Eu sempre disse que o Governo Bolsonaro seria um desastre em todos os aspectos, e frisei inclusive a altíssima probabilidade de ele sequer chegar ao final do mandato, até mesmo garantindo que não há qualquer chance pra um Bolsonaro 2022. Mas novamente, juro que não esperava uma degeneração tão incrivelmente acelerada!

Não vejo possibilidade de Impeachment, mas se as coisas não melhorarem em dois ou três meses, sou capaz de apostar que Bolsonaro irá renunciar ao cargo. Alguém que passou quase 28 na pasmaceira no congresso praticamente sem aprovar qualquer lei ou fazer parte de comissões importantes, e que sequer tentou disputar cargos de prefeito, governador ou senador, simplesmente não tem com aguentar o tranco que está levando.

Está sendo perseguido pela mídia há quanto tempo? Um ano?! Lula foi perseguido por 10 antes de ser preso! Acha que estão pegando no pé de sua família apesar das evidências de envolvimento do Flávio com as milícias serem acachapantes? Imagine o que é ter a Polícia Federal devassando a vida do Lulinha até os últimos detalhes, nunca encontrando absolutamente nada, e mesmo assim não desistindo!

E quem tem vazado os dados da COAF justamente após Sérgio Moro ter assumido seu controle? Não se esqueçam que Moro É TUCANO até a medula! Num confronto mais acirrado entre as máfias midiáticas e o clãzinho carioca, não pensará duas vezes e derrubará o governo por dentro em beneficio de seus colegas maçons.

Agora até a bancada evangélica está abandonando o barco!

Enquanto isso, alguém se lembra de quem era o vice de FHC ou de Lula? Só lembramos dos vices de Collor e Dilma porque eles assumiram, mas no geral vices são absolutamente ignorados. Mas mesmo que o Governo Bolsonaro acabe amanhã, Mourão já é completamente inesquecível! Jamais se viu um vice presidente "brilhar" tanto! Hoje, se Mourão disputasse a eleição contra Bolsonaro, ganhava!

É sério. Quanto tempo acham que esse cara dura?

16 de Março

Independente da crença, fato é que a probabilidade de alguém se arrepender de ter um@ filh@ é praticamente nula. (Até mesmo os misantropos tem terrível dificuldade em achar que alguém que diga isso para usarem em sua propaganda de ódio à espécie humana.) Mas a possibilidade de se arrpender de ter matado deliberadamente @ filh@ no ventre é altíssima. Acontece o tempo todo.

Paulo Antônio Briguet
16 de Março

CARTA AO MEU FILHO QUE NÃO NASCEU

Filho,

Hoje você estaria completando 27 anos se eu o tivesse deixado nascer. O dia nasce, a flor nasce, a estrela da manhã nasce, nascem o absurdo, o silêncio, a esperança, a perplexidade — mas você não nasceu, e por minha culpa, minha máxima culpa.

Sua mãe, que hoje vive em terras distantes, bem que hesitou. Um médico que conhecíamos tentou nos demover da ideia fatídica — agora eu vejo claramente que era um anjo de Deus —, mas nos mantivemos irredutíveis. Eu até mesmo fiquei com raiva desse amigo, por dizer não ao crime que eu estava prestes a cometer. Ah, como que eu queria voltar no tempo e dizer: — Obrigado, doutor! Obrigado! Você vai ser o padrinho desta criança.

Mas máquinas do tempo não existem, não pertencem à estrutura da realidade. A única disponível, e altamente perigosa, é a nossa própria alma. Naquela época, entretanto, eu não acreditava na existência da alma. Estava louco, louco de egoísmo e vaidade.

Você só estava esperando o dia da luz, meu filho; porém, vieram as trevas. Eu lhe neguei a manhã, a tarde, a noite, a madrugada, a água, o calor, o frio, o livro, a sinfonia, o poema, a amizade, o poente de Londrina, o cheiro da chuva caindo na terra, a canção de ninar, o vinho e o pão. Eu lhe neguei o sorriso e o choro. Eu lhe neguei olhos, mãos, coração. Eu lhe neguei o direito de gritar, no escuro, Mãe! Eu lhe neguei o direito de nascer. Só não lhe neguei aquilo que não podia negar: a paixão e a ressurreição. Isso você já teve.

Se eu soubesse. Se eu soubesse que dói. Se eu soubesse que dói tanto, filho. Eu fui o seu Herodes.

Escrevo estas palavras com a distância de um quarto de século, mas parece que o meu pecado (meu crime) foi cometido ontem. Seu adeus é onipresente, sua presença é um adeus eterno em minha vida. Sim, a ferida foi curada pelas mãos do médico misericordioso, mas a cicatriz é tão grande que ocupa toda a minha alma. Eu sou a cicatriz do meu pecado. Repare: tudo que faço é um ato de reparação.

Um dia espero conhecê-lo, filho. Segundo S. Tomás de Aquino, renasceremos todos com a idade de Cristo. Hoje você existe em algum lugar do universo, com 33 anos. Tem um nome, um rosto e uma voz que desconheço.

Fico pensando em quem você seria: um médico, um engenheiro, um músico, um matemático, um filósofo, um professor, um padre, um operário, um marceneiro? Como você amaria o seu meio-irmão mais novo, nascido tantos anos depois! Agora não importa, filho. A sua profissão, para sempre, será nascer.

No dia de nosso encontro, filho, depois de deixar a dor desta vida, eu tomarei suas mãos e o abraçarei com força. E a minha primeira palavra você já sabe qual será:

— Perdão.

Filho, às vezes eu penso que você existe para me perdoar. Só assim poderei contemplar a face de Deus. Por isso, todo dia para mim é o Dia do Nascituro. Todo dia é o Dia.


15 de Março

Responda bem rápido: qual foi O Filme que realizou a transição da "Donzela em Perigo" para a "Heroína de Ação"? Qual foi a personagem que exerceu o papel de "Princesa A Ser Resgatada" e AO MESMO TEMPO "Mulher Guerreira" capaz de salvar a si própria e a outros?

Se não tiver a resposta instantânea na cabeça, é melhor não se considerar um fã do clássico de 1977 ou do assunto em questão.

Sim, trata-se do primeiro e verdadeiro "blockbuster" da história (Jaws o KCT!), e nele vemos a Princesa Leia Organa como mocinha a ser salva pelos heróis para logo em seguida pegar em armas e disputar a liderança e o score de inimigos abatidos. Na sequência de 1980 ela chega a retribuir salvando Luke da morte, e no encerramento da trilogia original em 1983, começa fazendo o papel de salvadora de Han Solo, para depois voltar ao papel de princesa em perigo, com direito a exposição sensual, para logo em seguida retomar o protagonismo e ela mesma acabar liquidando o vilão que a aprisionara e depois parte com seus camaradas para a missão de destruir o escudo da Estrela da Morte II.

Portanto, se o heroísmo feminino for considerado uma estética feminista, Guerra nas Estrelas lhe seria um divisor de águas, a não ser pelo fato de que quem realmente entende do assunto sabe que isso é irrelevante. Tanto as heroínas, e super heroínas, podem ser completamente desvinculadas de qualquer doutrina ideológica como inclusive o foram no mundo real. Heroínas de ação reais, como Khtulun, Boadiceia, Tomoe Gozen, Joana D'arc, Maria Quitéria, Anita Garibaldi e outras. Jamais questionaram as estruturas sociais em que viveram. Ao mesmo tempo o Feminismo prescinde por completo delas.

A segunda trilogia, e é sempre bom lembrar aos incréus que conta estória anterior à primeira, mais uma vez traz uma princesa em papel heróico, que reprisa num nível mais brando o papel de donzela a ser protegida, mas também assume o mesmo protagonismo heróico, porém, com uma diferença crucial. A Princesa Amidala após um romance muitíssimo mais desenvolvido que os dos filmes anteriores, se casa com o então herói, que se converte em vilão, e depois termina de forma trágica ao dar a luz a seus filhos, ninguém menos que os mesmos Leia e Luke Skywalker da trilogia original.

Com isso, qualquer um que ache que a personagem Rey, da trilogia atual, represente algum tipo de ruptura ou inovação no universo Star Wars meramente por ser uma mulher, nada entende do assunto. Desde a década de 80 que os fãs comentam sobre uma sonhada nova sequência, e no universo expandido sempre nos foi dado como praticamente certo que seria protagonizada por uma heroína Jedi, restando como dúvida apenas se seria filha de Leia ou de Luke.

Com a exceção das minúsculas participações da Tia Beru e da Mon Mothma, Leia é a única mulher ativa em toda a trilogia clássica. Na trilogia posterior, o padrão se repete atenuado, pois além do protagonismo de Amidala, temos uma participação mais ativa de Shmi, a mãe de Anakin Skywalker, e uma breve mas marcante participação de uma fêmea alienígena, Taun We, naquela que a mim é uma das sequências mais visualmente belas de toda a saga.

Nem mesmo Rogue One ou O Despertar da Força romperam esse padrão, embora neste Episódio VII, além de Rey, Leia Organa e Maz Kanata se destacam num nível inédito. (O quê!? Phasma?! Nem deu as caras! Literalmente!) A novidade mesmo vem em O Último Jedi, onde além de Rey e Leia temos as discutíveis Holdo e Rose, e uma penca de participações femininas relevantes. Portanto, a alteração nesse tipo de "representatividade" não está realmente na figura de Rey, que divide o heroísmo com Poe e Finn de modo análogo ao que Leia divide com Luke e Solo, ou Amidala com Kenobi e Anakin. A maior representatividade feminina, na verdade, vem nos personagens coadjuvantes, somente em The Last Jedi.

Talvez eu simpatizasse com os antifeministas que o odiaram o filme não fosse pelo fato de Episódio VIII não só ser incomensuravelmente superior ao VII, mas por ser realmente um filme adorável! O Episódio 7 é um poço de equívocos, a começar por ser quase uma refilmagem do Episódio 4, repetindo fórmulas já repetidas no VI e no I, ao ponto de copiar situações num nível de auto plágio que beira o insuportável. A única explicação (Não justificação!) foi uma frustrada tentativa de trazer para as novas gerações um novo A New Hope. E o pior, faz tudo, quando não igual, pior! Não fosse o originalíssimo Finn, com sua estória em paralelo, o filme seria um fiasco. Mas já disse isso sobre Rogue One, e ainda mais em sobre O Último Jedi.

Resta agora esperar Episódio IX, e aí entendo a preocupação, pois se a Disney tem sido cautelosa, ainda assim me preocupa que decida forçar a barra na agenda ideológica. Uma coisa que não poderia acontecer de modo algum, e isso sim seria uma agressão a essência do Universo Star Wars, seria incluir uma cota gay, como alguns já estão antevendo até mesmo apontando os envolvidos.

Pois no universo Guerra nas Estrelas, os únicos romances ocorridos foram os absolutamente essenciais para desenvolver a estória. O de Anakin e Amidala, do qual nasceram Luke e Leia, e o de Leia e Han solo, do qual nasceu Kylo Ren, transmitindo geneticamente a primazia da Força. Ou seja, a descendência em torno da qual toda a trama se constrói, relembrando estruturas clássicas da tragédia grega e da lenda arturiana, e envolvendo também questões políticas cruciais para a ambientação.

Enfiar um relacionamento homo num universo desses para satisfazer capricho de militantes seria imperdoável. Diferente do protagonismo feminino que sempre foi estrutural à saga.

Por fim, há a petição pública para incluir Leia entre as Princesas da Disney.

Afora o problema de misturar animações clássicas, 2D, com 3D e Live Action, bem como a personagem ter surgido e se mantido longe da Disney por décadas, até que teria um detalhe interessante.

Ela seria A ÚNICA, que além de princesa e heroína, foi mãe!

14 de Março

É dignidade se recusar a usar a desgraça de ontem como cavalo de batalha político ideológico. Bem como sensatez, pois deveria ser óbvio que:

- Restringir o armamento não soluciona o problema, vide o tiroteio do Morumbi Shopping em 1999 e o ainda pior massacre de Realengo em 2011;

- Relaxar a legislação armamentista não soluciona o problema, visto não ter cabimento esperar que docentes trabalhem armados. E policiais ou seguranças privados já podem fazer vigilância armada. Na verdade a tendência é até piorar, se levarmos em conta os EUA onde crimes desse tipo são terrivelmente mais frequentes, embora no geral tenha um índice de homicídio bem menor.

É hora de respeitar as vítimas e suas famílias e não tentar explorar a tragédia para "ganhos" subjetivos pessoais, e se quisermos analisar a questão a fundo, saber que jamais pode ser facilmente resumida a uma ou outra causa isolada, e nem mesmo pode ser plenamente compreendida por algum viés ideológico específico.

12 de Março

E diz o artigo: ["Conforme o que vem sendo afirmado por diversos cientistas renomados, somos contemporâneos do que provavelmente é o maior caso de iatrogenia (doenças produzidas pelo próprio exercício da medicina) da história, graças à aliança inescrupulosa da psiquiatria com a indústria farmacêutica."]

Na verdade, isso deveria ser óbvio. Os avanços tecnológicos recentes tem cada vez mais nos colocado num ambiente para o qual não estamos evolutivamente adaptados, o que, para a maioria das pessoas, exigiria como contrapartida um contato maior com contextos mais tradicionais, tais como vida campestre, comunidades orgânicas menores ou fortes indentidades culturais.

Mas o que ocorre é justo o contrário, quanto mais o distanciamento da natureza aumenta, mais aumenta também justo aquilo que costumava compensá-lo, que são ambientes sócio-culturais que preservam modos de vida coletivos ainda sintonizados com os ciclos naturais. Quer seja um modo de vida agrário onde a sazonalidade tem que ser vivenciada, quer sejam as famílias tradicionais extendidas e orgânicas onde o nascer, o viver e o morrer são fenômenos domésticos, quer sejam religiões que emulam um senso de conexão com o divino e por consequência conectam também seus integrantes.

Tudo isso é mercantilizado, transformando famílias, religiões e a produção de coisas primárias em itens de consumo e bens de mercado. Num cenário desses, aumentando as doenças mentais, de que outra forma elas poderiam ser abordadas? Apenas como mais um objeto de exploração para multiplicação de fortunas, que evidentemente, não tem o menor interesse em eliminar sua fonte de lucro.

Não há como aplicar o modelo capitalista na solução de um problema é esperar que ele queira que o problema desapareça!

8 de Março

ESCALA DA DEPRAVAÇÃO

Nível 1 - O Carnaval em si mesmo;
Nível 2 - Apologia sodomita dentro do Carnaval;
Nível 3 - Governo Bolsonaro;
Nível 4 - Críticas carnavalescas de cunho sexual ao governo;
Nível 5 - Presidente da República tweetando baixaria...
Nível 6 - ...e mostrando que sabe usar nem o Google;
Nível 7 - Tantos falando disso com tanta coisa mais séria;
Nível 8 - Minions defendendo a gafe de seu mito;
Nível 9 - Os autores da baixaria defendendo o ato como político.

Gostaria que ficasse nesse número simbolizando uma enéada análoga à obra dantesca. Mas embora eu mesmo esteja tendo dificuldades de imaginar como, não duvido que piore.

7 de Março



6 de Março

MANIQUEÍSMO foi uma religião persa do Século III dEC que pregava a divisão rígida da realidade entre duas substâncias identificadas como o BEM (espírito / Deus) e o MAL (matéria / Diabo), que estariam misturadas no mundo causando todos os problemas, que só serão solucionados com a separação definitiva entre os dois princípios.

De certo, enquanto religião organizada, praticamente deixou de existir, mas sua visão essencial está profundamente embrenhada na quase totalidade de outros sistemas ideológicos (filosóficos, políticos ou religiosos).

Dito de forma mais sintética, entendo como maniqueísta qualquer doutrina que divida o mundo de forma radical entre o Bem e o Mal, sendo que o Bem, SEMPRE, é o grupo no qual o próprio crente se coloca, sendo o grupo oposto absolutamente desprezível e devendo ser completamente destruído ao menos na medida do possível, o que pode variar desde a simples erradicação de sua presença prática de algum local específico, até o extermínio completo de todos os indivíduos enquadrados em tal grupo.

Não raro esse modo de pensamento é abertamente assumido, mas também é frequentemente disfarçado em versões menos toscas mas não menos danosas. Na atualidade, por exemplo, uma forma extremamente comum de expressar essa divisão é acusar o grupo adversário de ser análogo a algo consensualmente repudiado pelo senso comum, no caso o Nazismo, mas também está implícito toda vez que alguém, invés de argumentar contra uma posição, simplesmente lhe aplica um rótulo, estando 'machista', 'racista', 'comunista', 'fascista' e similares, entre os mais comuns.

E de fato a mesmíssima abordagem efetivamente foi aplicada nos grandes massacres e genocídios da história, colocando o grupo alvo dentro do âmbito do "mal" a ser exterminado, o que, também SEMPRE, é feito em nome do "bem", em geral expresso como 'democracia', 'liberdade', 'igualdade', 'direitos humanos', 'pátria', 'fé' ou 'deus'.

Recentemente, o radicalismo ideológico tomou conta do Brasil e o resultado não poderia ser outra coisa que não desastroso, e nossa última eleição presidencial foi exemplar neste mau sentido.

Bolsonaro é, para muitos dos esquerdistas, a encarnação do mal assim como Lula ou o PT o são para muitos dos direitistas. Nessa profunda cegueira conceitual, não é de se admirar a disposição de sacrificar tudo para evitar que o que se vê como o Mal triunfe, e ainda mais emblemático foi o que ocorreu já no primeiro turno, quando o terceiro lugar nas pesquisas, e terceiro colocado, Ciro Gomes, embora fosse qualitativamene diferente de ambos, era sempre jogado, pelos mais radicais, no grupo opositor, como se houvessem apenas duas opções exclusivas.

Assim, Ciro era apenas um petista disfarçado na cabeça dos bolsonaristas mais exaltados, bem como um "coronel machista e reacionário" em tudo equivalente a Bolsonaro na cabeça dos petistas mais exaltados. Enfim, a visão maniqueísta terminou imperando e o resultado não foi outro que um segundo turno polarizado sem qualquer esperança de desfecho amplamente aceitável.

A negação prática de um meio termo, de um outro termo, de um campo neutro, ou de um terceiro campo ativo, de uma zona cinza ou de qualquer outra cor, é uma das características mais flagrantes da visão maniqueísta, que obriga todos a tomarem uma decisão pelas duas únicas opções concebidas, e ou se está a favor, ou se está contra. Nas palavras de George Walker Bush ainda em 2001, ou os países estavam do lado dos EUA, ou estavam do lado dos terroristas.

A incapacidade de ver a realidade, de pensar racionalmente ou de nutrir emoções saudáveis são resultantes inevitáveis de estar possuído por uma visão maniqueísta.

5 de Março

O Concerto N°1 de Chopin para piano e orquestra é não apenas uma das minhas músicas favoritas (que incluem outros estilos), mas digo, sem pestanejar, que se trata de uma das mais magníficas criações artísticas da humanidade.

Falando especificamente sobre o Primeiro Movimento em versões ótimas como esta, regida por Zubin Metha da filarmônica de Israel tendo Evgeny Kissin ao piano, trata-se de uma odisséia estética e existencial por mais de 20 minutos de uma espantosa riqueza de temas melódicos que se alternam, se entrelaçam e se fundem na mais magnífica dialética musical.

Como qualquer composição complexa, pode requerer certo treinamento auditivo no começo, visto que ouvidos pouco habituados a estilos mais sofisticados tendem a demorar para até mesmo distinguir as várias linhas harmônicas e melódicas concorrendo ao mesmo tempo. Mas aquele que o fizer, não só descobrirá um supra sumo da primeira das artes, mas terá suas virtudes, a começar por inteligência e sensibilidade, amplificadas. Sim. É o tipo da música capaz de deixar as pessoas mais inteligentes.

Embora eu tenha um sem número de músicas em alta conta, perpassando clássicos, canções contemporâneas, rock, heavy metal, progressivo etc, são poucas as que conheço que apresentam o fenômeno incrível ocorrido nesta música, que é uma espécie de apoteose ocorrida a partir dos 18:15 capaz de resignificar os temas melódicos antes desenvolvidos. E não adianta simplesmente pular para esse trecho, pois ele só faz verdadeiro "sentido estético" quando vivenciado por quem já internalizou a estrutura musical principal. Em escala menor, ocorre algo similar com a espantosa música Metafus, do video game Soulstar, aos 2:18. O que pode até servir de treinamento para que se consiga apreciar algo tão mais magnânimo como o Concerto N°1 de Chopin. E eu próprio tentei emular esse tipo de ressignificação aos 3:52 de minha composição Legião de Ataque Celestial.

Passei tantos anos viajando na profundidade desta música, que possui outros dois movimentos sublimes contidos no mesmo vídeo linkado, que só recentemente me considerei apto para apreciar o Concenrto N°2, que passei a conhecer há cerca de algumas semanas, e que será executado pelo meu talentoso vizinho Fernando Calixto em uma apresentação que infelizmente não poderei testemunhar.

Por fim, essa música merece respeito. Não a ponha para tocar se não estiver disposto a realmente ouví-la, se concentrar nela, tratando-a com a reverência estética que me merece. Ela não é trilha sonora de coisa alguma e muito menos "background music" de videogames. É algo completo, uma obra plena em si mesma. Fabulosa manifestação da primeira, e mais fundamental, de todas as artes. https://youtu.be/LPa7jjeKVR4

3 de Março

Com toda sinceridade:
O Yandex tá melhor que o Google!

2 de Março

Todos os problemas políticos, ideológicos e religiosos graves podem ser resumidos num único mal: MANIQUEÍSMO!

1 de Março

A Terceira Dama do Apocalipse, EISHETH ZENUNIM. Devoradora das almas dos condenados, Deusa da Força Vital, Guardiãs dos Mistérios.

Concepção minha, arte de Salem Silente.


E as anteriores, algumas ainda em produção.

Em breve disponibilizarei uma página específica.

Ainda faltam elementos a serem trabalhados, especialmente na capa da Eisheth. Lilith é a única que utiliza roupas, mas para efeito de comparação, também tem uma versão nua.



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