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O Feminismo Desvirtuando as Instituições
22/09/2016
Os Titereiros do Capital e suas Marionetes de Esquerda
24/08/2016
A Guerra Contra a Reprodução
03/08/2016
A Família em Desconstrução Linguística
22/07/2016
Muita Sandice numa Burrice Só
18/07/2016
As Águas Sujas da Privatização
30/06/2016
Do Pré-Sal ao Impeachment
O Maravilhoso Mundo das Coincidências Fabulosas

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OBLIVION
Obra-Prima da FC

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O Estupro Coletivo da Consciência Social
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Os 300 da Suécia
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À Espera de
Um Milagre
(econômico)

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QUARTO Esboço de uma FILOSOFIA DO CAOS
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A Verdade Sobre Margareth Sanger
Ela NÃO Era Abortista!

28/06/15
A Dignidade Humana Entre A Esquerda e A Direita
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Pode o Feminismo Não Ser Misândrico?
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Mad Max
Fury Feminist?

28/05/15
Batalhas Espaciais II
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05/03/15
A Queda da Lua
23/02/15
Histórico de Textos Publicados

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9 de Novembro, 23:09

Com a vitória de Trump eu arrisco dizer que o Doomsday Clock deve atrasar ao menos uns 5 minutos. (Fãs do Iron Maiden e leitores do Watchmen entenderão).

Esse é, seguramente, o maior de todos os motivos para que o resultado das eleições norte americanas seja um alívio principalmente para as áreas submetidas à política imperialista predatória liderada por Hillary Clinton enquanto Secretária de Estado do Governo Obama.

Também é possível que o assédio norte americano na América Latina seja aliviado devido a política de predominância doméstica prometida por Trump, até porque é claramente contraditório explorar os países alheios prejudicando suas economias e esperar outra coisa que não um aumento do fluxo de imigrantes para os países mais desenvolvidos. Essa possibilidade já estaria, desde o começo, absolutamente vedada com Hillary Clinton, sendo na verdade praticamente certo de que iria piorar.

Apesar disso, eu acho que aqueles que tem uma atenção maior a geopolítica e tem o privilégio pessoalmente conquistado de pensar além da tacanha dicotomia unidimensional Esquerda-Direita, em geral a Terceira-Via e os Ideologicamente Dissidentes, deveriam maneirar um pouco na comemoração.

Trump de certo é uma anomalia no sistema, e o simples fato da totalidade da grande mídia e do sistema financeiro lhe ter feito oposição é uma evidência clara disso. Mas ele não é uma ruptura, e se vier tentar realmente a sê-lo, pode apostar que o mínimo que acontecerá será surgir um repentino escândalo de corrupção trombeteado em peso pela grande mídia, que a essa altura já deve ter desistido de um escândalo sexual.

Repetindo pela enésima vez, sob qualquer ponto de vista trabalhista, meridionalista, socialista, nacionalista e praticamente tudo que não seja liberal, Trump é inequivocamente preferível a Hillary. Mas ainda está longe de ser uma verdadeira chance de derrubar uma das pernas do Globalismo, que pode até ter dado uma escorregada, mas continua andando a passos largos. Conselho: TRUMP YOUR ENTHUSIASM.



9 de Novembro, 18:32

Aproveitando o assunto 'eleições' lembro o estranho fato de que no NOSSO último pleito eleitoral, apesar da derrota acachapante do partidos de esquerda, ninguém reclamou das confiabilidade das urnas eletrônicas.

Aliás o PSDB ocupa o Palácio dos Bandeirantes há 20 anos e não me lembro de um oposicionista questionando as urnas em São Paulo.

Pelo jeito as a urnas só são suspeitas de um dos lados do espectro ideológico. O mesmo que na impossibilidade de ganhar as eleições federais apoiou um golpe legislativo.

9 de Novembro, 17:03

Gregorio Luiz Anaconi
9 de Novembro

Donald Trump foi eleito presidente nos Estados Unidos e está uma choradeira sem tamanho. Acompanho tantas pessoas inteligentes, de esquerda, mas que não conseguiram sintonizar o momento em que o mundo vive. E, sobretudo, parece não entender o movimento pendular da política. Nesse momento, o pêndulo tende à direita ou extrema direita em praticamente todo o mundo. É Temer (apesar de nesse caso de maneira ilegítima) no Brasil, Macri na Argentina, o Brexit no Reino Unido, amanhã será Marine Le Pen na França, Enrique Capriles na Venezuela, partidos de extrema direita na Alemanha e por aí vai.

Ao invés de chorarmos e ficarmos julgando, deveríamos entender que grande parcela da população mundial está desencantada com os caminhos que a esquerda tomou em seus respectivos países, independentemente de qualquer coisa.

Devemos também parar de associar os milhões de votos que Trump teve nos Estados Unidos a gente "burra". A maior parte dos votos de Trump não vieram dos milionários, nem da classe média (esses defendiam Hillary), vieram dos pobres trabalhadores americanos descontentes com a política de Obama dos últimos oito anos. Nós, que falamos tanto em "trabalhadores", parecemos não estar preocupados com a situação de um trabalhador dos Estados Unidos que não consegue pagar a parcela de sua casa por perder o emprego para um imigrante - se a culpa é justa ou não é outra história, mas enxergaram no Trump uma esperança.

E sobre Hillary? Nós que lamentamos tanto o menino sírio Aylan e tantas outras atrocidades na Síria, nós que sabemos o que estava por trás da tal "primavera árabe", nós que dizemos que os Estados Unidos esteve por trás das manifestações de 2013 no Brasil que culminou em um golpe de Estado, agora defenderemos Hillary? Que incoerência é essa, se ao que tudo indica era justamente Hillary sob o comando de tudo isso quando Secretária de Estado?

O mundo não vai acabar com Trump. Trump não vai construir muro algum nem vai matar gays. Sim, serão tempos difíceis, mas o tempo necessário para a esquerda reaprender a se sintonizar com a sociedade para quando for a vez do pêndulo voltar ao nosso lado. E para o pêndulo voltar, é preciso que o mundo (e principalmente os mais pobres), experimente a dureza de ser governado pela direita. Trump, no fundo, é um mal necessário para o bem da própria esquerda.



8 de Novembro

A ESQUERDA E OS EVANGÉLICOS: O QUE
APRENDER COM A VITÓRIA DE CRIVELLA

A classe média projetou em Freixo a representação de seu
sentimento de superioridade moral em relação aos pobres

Uma análise criteriosa de como a Neoesquerda causou um estrago em toda e qualquer pretensão de obter apoio popular.

E não penso que vai melhorar. Enquanto os trabalhadores estão sendo brutalmente atacados pelo pior assédio liberal de todos os tempos, neoesquerdistas, ao terem tomado quase todo o espaço que a Esquerda antes ocupava perante os trabalhadores, continuam insistindo em pautas esdrúxulas e exóticas financiadas pelas próprias elites econômicas que deveriam combater.

Ou a Esquerda larga essa palhaçada ou será reduzida a um nicho de bizarrices que a grande maioria quer distância. E parece no entanto insistir cada vez mais na segunda opção.

7 de Novembro

Quando falo sobre a existência de entidades com extremo poder financeiro e político, capazes de determinar fatos da mais alta relevância para milhões de pessoas, e que no entanto são ABSOLUTAMENTE DESCONHECIDAS, falo de coisas assim. THE COURT THAT RULES THE WORLD - Inside The Global "Club" That Helps Executives Escape Their Crimes.

6 de Novembro

SEM spoilers.

Tendo assistido à ultima adaptação cinematográfica de um livro de Dan Brown, INFERNO, aponto que apesar das inevitáveis omissões e simplificações típicas da linguagem cinematográfica, o filme foi bastante fiel ao livro até a fatídica cena em Veneza, onde as coisas subitamente mudam. Ou seja, ao menos 3/4 do enredo foram praticamente exatos com relação à proposta do livro original,

Então, tudo muda, praticamente invertendo o próprio espírito do livro num nível que surpreende-me como um escritor pode permitir que tal ocorra sem ao menos alguma manifestação clara de discordância.

Explicarei as brutais diferenças, que subvertem por completo a própria intenção do original, em separado, afim de mantê-las escondida para quem não quiser ver o spoiler.

O livro apresenta algumas notáveis rupturas com aquilo que chamei O Código Dan Brown, não na estrutura narrativa, que é como sempre idêntica, mas sobretudo em algumas revelações finais. Fiz um quadro comparativo das obras do autor neste texto onde todas as obras (Inferno adicionada posteriormente) tem sua estrutura básica comparada.

Mas o livro é ainda mais inovador em relação à tradição de desfecho mais comum na cultura pop, especialmente a hollywoodiana, o que gerou-me forte decepção ao ver que sua essência foi completamente alterada na versão cinematográfica para ficar a mesmice previsível de sempre, inclusive sacrificando totalmente até a premissa motivacional básica de personagens marcantes.

'Inferno' lida com um tema que, curiosamente, eu estive pesquisando exaustivamente bem antes de lê-lo: O interesse de bilionários e suas organizações discretas no crescimento da população mundial. O personagen Bertrand Zobrist me parece claramente inspirado em John D. Rockefeller III, o mais dedicado membro da família às questões populacionais, que liderou o Population Concil e dedicou mais afinco a financiar políticas de contenção populacional ao redor do mundo, em especial a liberação do Aborto.

Até mesmo o Council of Foreign Relations é explicitamente citado na estória, uma das principais organizações dos Rockefellers, e outras oligarquias bilionárias, para manipular políticas, ideologias e governos do planeta inteiro.

Os argumentos de contenção populacional vistos no filme são basicamente os mesmos que sempre inspiraram essas iniciativas, e que sempre me preocuparam também. Apenas o personagem no filme tem um plano aparentemente mais mirabolante e... Bem. É justo aí que o filme estragou tudo!

De qualquer modo, eu recomendo muito a leitura não só deste, mas de todos os livros do autor. São extremamente instrutivos, e a maior parte dos conteúdos interessantes fica de fora dos filmes, do qual O 'Código da Vinci' permanece como o mais fiel.

Mas 'Inferno', o livro, é o que mais interessa ao contexto atual, por abordar também a temática do Transhumanismo, com várias referências a fatos reais, impressionantes e totalmente ignorados pela quase totalidade das pessoas.

Portanto, quem gostou ou pretende ver o filme, ainda acho recomendável, mas, como sempre, o livro é muito melhor, e é só nele que você realmente aprende coisas bastante relevantes para nosso contexto atual.

SPOILERS ! ! !

Selecione para ler.

O filme arruinou completamente a ideia original. A personagem Sienna Brooks de fato abandona Langdon em sequência basicamente idêntica à ocorrida no filme, mas desde antes manifestava uma extrema angústia e lamenta muito ter que fazê-lo. Só que o faz não para levar adiante o plano de Zobrist, PELO CONTRÁRIO, ele parte para tentar impedí-lo, tendo se arrependido.

Na realidade ninguém estava realmente tentando liberar o vírus, e sequer tentando matar os protagonistas, apenas Vaeythia decide agir por conta própria por um momento e mesmo assim devido a uma falha de comunicação, e realmente morre na queda dentro do museu em Florença. Também nada havia daquele agente que capturou Langdon e tenta obter a localização do vírus.

Havia na verdade vários níveis de manipulação que geraram um enorme mal entendido. Surpreendentemente, NÃO HÁ VILÕES no filme. Ao menos não no sentido tradiicional, nem mesmo o próprio Zobrist, e é aí que entra a pior subversão do filme.

Ao final, O VÍRUS É LIBERADO! Só que não era um vírus letal, e sim um vírus esterilizante! Que afeta cerca de 2/3 da humanidade. Com isso, os índices de fertilidade despencariam contendo a população e evitando o tão antecipado colapso populacional.

A parte chata é que eu tinha uma ideia de conto de Ficção Científica exatamente com a mesma premissa básica, mas infelizmente não o redigi. No entanto, eu descrevi a ideia em minha monografia PEQUENO DEMAIS PARA NÓS TODOS, na parte 'PANDEMIA MESSIÂNICA".

Também nada há no livro daquela sequência de ação final, ninguém sai esfaqueando ninguém, pois os adeptos de Zobrist não são assassinos. Por outro lado, o tal vídeo é descrito no livro como muitíssimo mais chocante, e foi completamente negligenciado no filme. Em compensação a sequência final ficou visualmente muito bonita.

Sienna não só sobrevive como pede desculpas a Langdom e chega a rolar um clima final de romance, ainda que não concretizado.

O misterioso diretor da organização que operava num navio também não se envolve em qualquer assassinato ou luta e nem é assassinado.

O filme alterou muitas outras coisas, mas algumas delas para melhor. No original a chefe da WHO Elizabeth Sinskey aparece a maior parte do tempo em péssimo estado devido a um problema de saúde, fazendo tanto Langdom e o leitor pensarem que fora sequestrada e mantida como cativa pelos "homens de preto" que são durante a maior parte do tempo misteriosos. Sinceramente achei essa situação muito forçada e o filme fez bem em mudá-la.

Enfim, o mais grave é que o livro faz reflexões boas sobre a questão populacional e até deixa claro que um vírus que simplesmente matasse bilhões de pessoas apenas adiaria, e não resolveria, o problema.

Só falha num ponto. A ideia de esterilizar aleatoriamente bilhões de pessoas não me parece eficiente. Penso que havendo pessoas que permaneceriam férteis elas acabariam espontaneamente compensando por meio de altos níveis reprodutivos.

E minha ideia, posso garantir, é bem melhor.

4 de Novembro, 22:48

Talvez não haja maior evidência da completa desorientação e falta de visão global da Esquerda brasileira do que sua esperança quase integral na vitória de Hillary Clinton nos EUA. É o supra sumo da alienação a respeito da geopolítica que tem consequências diretas sobre tudo o que está acontecendo aqui. A reificação definitiva do teatro de sombras que levou essa Esquerda à tomar as ilusões montadas pelos seus principais arqui inimigos como a mais pura descrição da realidade.

Sob qualquer olhar trabalhista, marxista, internacional socialista, terceiro mundista etc, Donald Trump é um mal muitíssimo menor que Clinton, e para não saber isso é preciso ser completamente ignorante a respeito do básico da situação interna norte americana e sobretudo da política externa de Washington.

As aparências realmente enganam, a mulher, aliada de um presidente negro do partido considerado de "esquerda" dos EUA contra o homem branco empresário bilionário do partido considerado como a "direita". Mas afora esses esteriótipos e superficialidade, no que se refere a questão econômica e sobretudo trabalhista ESTÁ TUDO INVERTIDO! E ver aqueles que se arvoram de defensores do trabalhador ou do anti-imperialismo estadunidense completamente cegos para isso chega a ser comovente. Hoje, Hillary Clinton é a face do imperialismo predatório norte americano. Como Secretária de Política Externa dos EUA ela está diretamente envolvida em todas as intervenções militares e golpes de estado promovidos pelo país ao redor do mundo, inclusive em Honduras contra Manuel Zelaya e aqui ao lado no Paraguai, com o impeachment do Presidente Lugo, que eram os aliados naturais dos governos latino americanos de esquerda. Ela também é a principal responsável política pela guerra na Síria e na Ucrânia, e pela implementação do Tratado Transpacífico, praticamente um "golpe" econômico discreto com severos prejuízos aos países da América do Sul.

Por outro lado, é Trump que está dialogando com os trabalhadores de base, falando a língua dos sindicatos, ameaçando grandes empresários, falando em por ordem na economia, dizendo que os EUA devem deixar de ser a "polícia do mundo", e batendo na mídia e no sistema financeiro num estilo de fazer inveja a Bernie Sanders, o adversário de Hillary nas primárias do Partido Democrata.

As presidências anteriores também ajudam na confusão. É fato que tanto num sentido de política global quanto num sentido econômico interno Bill Clinton foi muito mais à esquerda do que os dois Bushes, fez um trabalho respeitável de equilíbrio econômico e de emprego nos EUA que George W. Bush destruiu em um ano, inclusive com isenção de impostos aos mais ricos. E havia feito uma contenção de tensões no Oriente Médio que foi respeitável, e que Bush destruiu em uma semana.

Mas de lá para cá. Tudo mudou. Em grande parte porque a Plutocracia norte americana, que é quem realmente manda no pais, se deu conta que após dois mandatos de George W. Bush, ter eleito John McCain para a Casa Branca seria ariscar uma guerra com o mundo islâmico. Obama foi fabricado por essa mesma elite sobretudo como uma astuta defesa simbólica com potencial para ao menos desorientar a percepção anti-americana global com um presidente mulato e com um sobrenome árabe, sem contar a controvérsia de que ele seria nativo do Quênia.

E evidentemente usaram todos os seus recursos para domar o tão emblemático, quase profético, Primeiro Presidente Negro do país, a fim de garantir que ele seria por completo inofensivo e subserviente aos mesmos interesses de sempre. Ao mesmo tempo, já preparam o segundo passo, cooptando os Clinton e elevando-os ao status de uma oligarquia emergente. Foram investidos bilhões de dólares não só na conta bancária de Bill e Hillary bem como no Partido Democrata, o que não é novidade alguma, mas também na fabricação de uma estratégia de manipulação.

Naturalmente, isso tem sido feito há quase um século com ambos os partidos do país, só que desta vez parece haver uma anomalia. Talvez por ser ele próprio um representante da elite bilionária e ter aliados poderosos, Donald Trump pode se dar ao luxo de não ser um "menino obediente" para as elites financeiras. Ele parece ter cacife para peitar o Establishment e impor o seu próprio jogo, e ainda continuar vivo tanto no sentido físico quanto político. Da última vez que um presidente norte americano ousou desafiar as oligarquias financeiras, teve sua cabeça explodida meio ano depois num crime que jamais ficou esclarecido. Trump até nem chega a tanto, mas seu comportamento de certo preocupa essas oligarquias.

Não a toa toda a grande mídia, GLOBO inclusa, está a favor de Hillary, e chega a ser constrangedor ver os Marinho chegando a aparentar um quase desespero com a possibilidade de vitória de Trump.

Não me levem a mal. Pessoalmente acho Trump detestável desde antes de seu Reality Show, e é bem provável que tudo não passe de hipocrisia, mas ao menos nos atos e discursos mais incisivos, é ele que está ostentando a bandeira mais próxima a Esquerda Econômica e aos Direitos Trabalhistas dos americanos, que foi totalmente abandonada pela política do país ao menos desde Reagan, sendo substituída pela Nova Esquerda e suas pautas de gênero e de minorias.

Mas para quem não tem a menor noção disso, resta levar a sério o teatro de fantoches que disfarça a completa subversão dos fatos. Não é por menos que o famoso vídeo TrumpTheEstablishment tem dado um nó no cérebro de muita gente, que não consegue entender como um discurso daqueles pode estar saindo justo do republicano, enquanto Hillary não chega nem perto de dizer o que ele diz.

4 de Novembro, 15:34

O IMINENTE MERCADO DE SERES HUMANOS

O CITIZEN GO, sempre atento com relação às maquinações globalistas relativas a reprodução, promove outra petição desta vez sobre a tentativa de redefinir o conceito de 'infertilidade' tirando-o do campo médico científico para o campo político ideológico.

Ok. Concordo e assino, mas aponto que neste caso é necessário uma reflexão maior. Em suma, a proposta de redefinição implica em fazer com que qualquer pessoa possa ser declarada infértil, e não mais apenas a unidade reprodutiva básica, isto é, mulher que não consegue engravidar após ao menos um ano de relações sexuais (e aqui tenho sempre que lembrar aos pós-humanos modernetes que isso só se aplica a relações hétero) regulares sem qualquer método anticoncepcional.

Se qualquer pessoa individualmente, inclusive um único homem, puder ser declarado infértil À NÍVEL MÉDICO sem sequer praticar relações heterossexuais e mesmo que sua produção espermática seja 100% normal, isso resultaria que no contexto da Saúde Pública ele teria direito a tratamento de fertilidade, ou o seu equivalente que muitos podem ter dificuldade em sequer imaginar.

Outrora tanto homens quanto mulheres tinham direito legal intrínseco a se reproduzir uma vez que estivessem casados, podendo, qualquer parte, até mesmo invalidar o casamento devido a infertilidade ou desinteresse da outra parte. Atualmente isso foi abolido, uma vez que não se pode sequer demandar o mero ato sexual da outra parte, e mesmo que a mulher engravide dentro do casamento, pode, em grande parte dos países, simplesmente abortar, sem autorização do marido, legal e gratuitamente.

Com a diferença de que mulheres podem recorrer a bancos de esperma ou mesmo à famosa produção independente, não sendo tão difícil conseguir um incauto disposto a "cooperar" de graça ainda que sob enorme risco de se encrencar posteriormente.

Assim, homens tiveram seus direitos reprodutivos completamente erradicados e ABSOLUTAMENTE NINGUÉM, a começar pelos ativistas de Direitos Humanos Masculinos, se deu conta disso.

Hoje, homens dependem da concessão feminina para se reproduzirem, o que só não é um problema maior devido ao fato da maioria das mulheres ainda quererem ter filhos (embora feministas estejam trabalhando arduamente para reverter isso), e de um grande número de homens não o querer mais.

Assim sendo, como diabos esse direito masculino à se reproduzir funcionaria? As "Barrigas de aluguel" (surrogacy em inglês) são proibidas na maioria dos países mesmo os mais progressistas e mesmo que não o fossem, a não ser que se obrigasse mulheres a engravidar, somente um mercado de engravidadoras profissionais poderia atender essa demanda, não apenas dos homens, mas de casais homossexuais.

Portanto, essa proposta de redefinição, como sempre promovida pela força econômica das elites financeiras, só faz sentido do ponto de vista de um futuro mercado de reprodução artificial que, fatalmente, tenderá a ser controlado por mega corporações, uma vez que a iniciativa feminina privada para prestar esse serviço voluntariamente, como se vê na maioria dos países, é drasticamente sujeita ao risco da mãe de aluguel mudar de ideia a qualquer momento, e somente uma grande empresa poderia fornecer garantias e indenizações para compensar esse, e outros, riscos.

Mas isso é só a ponta do iceberg. É preciso avistar mais longe, pois a cada dia damos mais passos para a Reprodução Artificial Completa, e com as tendências liberais crescentes é óbvio que está será dominada pelo setor privado, ainda que deva sempre haver também um sistema público de reprodução. Já imaginaram um futuro com grandes corporações reprodutoras onde o cliente pode ir encomendar o seu descendente a ser gestado de forma 100% artificial?

Se não, pode apostar que os financiadores da Cruzada Anti-Reprodutiva, Feminismo incluso, já pensaram. Estamos diante de projetos de longo prazo que vislumbram um futuro transhumanista de reprodução artificial controlada.

Não estou aqui sequer me posicionando sobre a ética disso, talvez seja inevitável, talvez seja inviável, talvez seja benéfico, talvez seja um desastre.

Só aponto que jamais em toda a história humana nada no comércio, mercado global, produção em massa, setor financeiro etc, jamais se aproximou disso. Do dia em que a reprodução humana estiver dominada pelo Mercado, ou também pelo Estado, subordinada às mesmas leis comerciais, regulações estatais, concorrência, marketing, promoções, manipulações, maquinações e etc.

Quando o ser humano perder definitivamente o último resquício de dignidade enquanto algo distinto de um mero produto comercial.

4 de Novembro, 14:50


3 de Novembro

Ninguém parece ter se dado conta de que para ao menos uma coisa as ocupações de escolas e universidades estão servindo: revelar a hipocrisia dos liberais que se dizem anti-estatistas. (Obs: se o vídeo não executar, faça download aqui ou veja no Facebook, clickando na data acima.)

Uma forma alternativa de descrever nossa realidade econômica.

Gilberto Miranda Junior
2 de Novembro

Os Estertores do Capitalismo de Livre Mercado

Questões que libertarianistas, liberais, neoliberais e anarcaps não me respondem....

Quando você cria um valor ou estabelece subjetivamente o valor de algo que se deseja, de onde vem o recurso para consumir o objeto valorado? Pelo que me consta, vem dos custos/despesas pagos na própria produção do objeto. Mas esses recursos, em forma de salário, não serão suficientes para sua aquisição, pois para haver lucro é necessário pagar menos do que se quer receber.

Como se cobre essa diferença? Como se cria a riqueza que o capitalista quer para justificar seu investimento e os "miseanos" insistem em negar que seja de soma zero? Riqueza só se concretiza quando se consome aquilo que se produz. Mas só se consome com recursos pagos em forma de salário. Recursos para consumo se geram, portanto, apenas produzindo. A riqueza vem da diferença entre o que se paga produzindo e o que se recebe vendendo. Mas se aquele que compra só tem disponível o recurso que recebe na sua participação na produção, então de onde vem essa diferença que gera riqueza que sustenta o sistema?

Todas as possíveis respostas para essas perguntas envolvem negar o Livre Mercado como os liberais, libertarianistas ou anarcocapitalistas idealizam. Esse Livre Mercado idealizado deles é incompatível com o sistema de produção capitalista, mas eles insistem em defender a concomitância de ambos. Não existe capitalismo sem um Estado forte que o defenda e o garanta juridicamente e institucionalmente suprindo o "Gap" intrínseco de seu mecanismo de geração de riqueza concentrada.

A ideia de que o Estado de Bem Estar Social é deficitário porque onera a produção para redistribuir renda é uma falácia. Quanto mais margem de lucro o sistema opera, mais o Estado terá de ser responsável por suprir o "Gap" entre consumo necessário para uma determinada produção gerar essa margem, seja através de expansão de crédito, seja através de emissão de papel moeda, seja através da geração de desequilíbrio em outro país através de uma balança comercial superavitária. De todas as formas, o colapso em um futuro próximo e o socorro do Estado é iminente para a continuidade do sistema. Porém, como não existe almoço grátis, em algum momento alguém terá que pagar a conta. No sistema capitalista será sempre a população em forma de estoque de mão de obra cada vez mais precarizada.

Soma-se a essa equação a crescente dispensa de trabalho vivo na produção, o que agrava o "Gap" e exige dos Estados Nacionais crescente endividamento para sustentar o sistema.

Pensem... Não sejam reprodutores da farsa que encobre os verdadeiros problemas que enfrentamos para sustentar a riqueza concentrada de alguns.



2 de Novembro, 18:17

Rosana Leite
1 de Novembro

Até pouquíssimo tempo atrás, vi gente que se referia às pessoas mais novas como "geração leite-com-pêra", "molecada dos eletrônicos", "analfabetos políticos do miolo-mole" e toda porcariada pejorativa do tipo. Agora que a juventude está se organizando e pondo seus pleitos à sociedade de forma ativa, aparece um monte de boca-aberta pra dizer que "mamãezinhas e papaizinhos, vamos proteger nossas criancinhas! elas têm que estudar!". Onde esse povo estava pra pleitear creches públicas para essas mamaezinhas e papaizinhos colocarem seus filhinhos? E pra fiscalizar a aplicação dos orçamentos das escolas? Onde esse povo tá com a cabeça pra achar que se todo mundo ficar quieto vai jorrar dinheiro para financiar a educação e saúde públicos? Os caras-pintadas revolucionários de repente se converteram em bundas-moles anacrônicos.



2 de Novembro, 14:39

Pra quem pensa que eleger Marcelo Crivella (PRB) ou qualquer outro político da IURD seja um golpe na Ideologia de Gênero e LGBTT, trago o texto Neopentecostalismo Feminista, e entenda que a igreja do bilionário Edir Macedo é tão feminista quanto!



2 de Novembro, 01:33

Interessante. Gosto muito desses esquemas conceituais. Preciso pensar mais sobre isso. Os quatro estilos de aprendizagem - ou por que alguns leem os manuais e outros não

1 de Novembro

Ação Avante
31 de Outubro

As derrotas das candidaturas da Esquerda mostram algo bem simples: enquanto continuar focando em 45 gêneros e militância para que homens que se veem como mulheres possam usar banheiros femininos, a "Esquerda" brasileira continuará sendo um arremedo que tenta criar uma Suécia (já falida) no Brasil, sem qualquer apelo popular e já desvinculada do povo.

As derrotas não aconteceram porque a população é "alienada", "homofóbica, "transfóbica", "misógina", "machista" e "racista", mas sim pelo fato de que aquilo que se chama Esquerda não fala mais a linguagem do povo e não apresenta respostas aos anseios reais de uma população que não tem tempo pra se importar com questões pequeno-burguesas.


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O U T U B R O, N O V E M B R O e D E Z E M B R O de 2 0 0 6
Setembro de 2006
Agosto de 2006
Julho de 2006
Maio e Junho de 2006
Abril de 2006
Março de 2006
Janeiro e Fevereiro de 2006

N O V E M B R O e D E Z E M B R O de 2 0 0 5
Setembro e Outubro de 2005
Junho a Agosto de 2005
Maio de 2005
Março e Abril de 2005
Fevereiro de 2005
Janeiro de 2005

D E Z E M B R O de 2 0 0 4
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