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2 0 1 9
13 de Novembro

Tal qual a Caça às Bruxas, o Anticomunismo é, hoje, uma defesa de mazelas reais sob o pretexto de combater um mal inexistente.


12 de Novembro

"Gentileza gera Gente Lesa."
Discordo, mas é um
trocadalho do carilho!

11 de Novembro

Ao longo dos 13 anos do governo de Evo Morales na Bolívia, a POBREZA, MISÉRIA E DESIGUALDADE CAÍRAM PRA METADE! O analfabetismo despencou de 15% para 4% da população. As Reservas Internacionais aumentaram em 7 vezes, o PIB mais que QUADRUPLICOU, e Dívida Pública e Externa caíram também pra cerca de metade.*

Sem contar que com Evo, o primeiro índigena a governar um país com maioria esmagadora de descendentes de índios, foram 13 anos de estabilidade política, considerando que ele sucedeu um período de instabilidade extrema onde 5 governos caíram ao longo de 5 anos!

O resultado não poderia ser outro se não o ódio irrestrito dos capachos de Wall Street, dos bajuladores de oligarquias parasitas e dos babadores de ovo do Tio Sam.

Nota: GINI é desigualdade, IGRESOS MEDIOS é como se fosse "Renda Per Capita" e *DEUDA PUBLICA mistura Dívida Externa e Interna, causando alguma confusão que pode levar alguém achar que último dado está errado. De qualquer modo, confusão pior acontece com o mesmo indicador no Brasil, onde órgãos diferentes dão valores diferentes dependendo da contabilização.


10 de Novembro

Se tem uma causa que poderia unificar a maioria dos brasileiros é o ANTI-GLOBISMO, pois somente uma parcela ínfima da população, o liberal pleno que apoia tanto o Liberalismo Econômico de Bolsonaro quanto o Liberalismo Cultural do PT, é integralmente aliado da ideologia da emissora. Do restante, quem se considera direita repudia a Globo por causa de seu apoio irrestrito ao Feminismo, pautas LGBT ou Abortismo, e quem se considera de esquerda a repudia por seu apoio total às privatizações, à reforma da previdência, à Lava Jato e suas demais pautas anti trabalhistas.

Bolsonaro não está sozinho como presidente em conflito com a emissora, pois Dilma também foi vítima de campanha massiva de difamação e ainda mais Lula, que teve a si e sua família sistematicamente perseguidos pelas emissora, em suas propagandas disfarçadas de jornalismo. Também Fernando Collor, que apesar do enfático apoio inicial que chegou ao ponto de manipular vergonhosamente em seu favor a edição do debate contra Lula às vésperas do segundo turno de 1989, depois se tornou sua inimiga quando ele tentou flexibilizar regras de concessões de TV que favoreceriam concorrência.

Não só a Globo, mas todo um vasto segmento da grande mídia nacional, nas quais se destacam a máfia dos Civita da Editora Abril, em especial as revistas Veja e Exame, bem como Alzugaray, da Isto É, além de demais emissoras como SBT ou Band, e outras que não raro mudam de alinhamento conforme a conveniência. A isso esquerdistas convencionaram chamar de PIG (Partido da Imprensa Golpista), termo criado pelo saudoso Paulo Henrique Amorim.

De qualquer forma, é inegável que a Globo é o maior expoente do pretenso "Quarto Poder".

Infelizmente, é difícil crer que exista força neste país para fazer frente ao poder da máfia dos Marinho, que se agigantou durante a Ditadura Civil-Militar de 64, da qual foram os maiores apoiadores e os maiores beneficiados, logrando uma posição única entre suas similares no mundo, considerando o tamanho do país e a parcela de audiência que ainda domina.

E isso porque apesar da maioria das pessoas tecer duras críticas à Globo, também a maioria continua a assistindo religiosamente. A maioria dos que a difamam nas redes sociais, em especial porque agora ela passou a falar mal de seu bandido de estimação, continua sendo espectador fiel do Jornal Nacional, das telenovelas, dos programas de domingo e continuaram aturando o Galvão Bueno até o último instante.

Muitos destes inclusivem assinavam a NET (no tempo em que era da Globo) para acessar suas redes sociais onde podiamm pagar de críticos do provedor que utilizavam, ou até mesmo assinam revistas da Editora Globo.

Uma imensa parte de seus novos inimigos era entusiasta da emissora há poucos anos atrás, quando a mesma direcionava suas baterias difamatórias contra seus adversários ideológicos, e pode apostar que estarão prontos para apoiá-la novamente no momento em que mudar de abordagem. Ideologicamente, prostituíram-se em nome da emissora de acordo com sua conveniência.

Coerência mesmo é repudiá-la não só quando convém, e sim a tomar como parâmetro inverso, visto que em qualquer tema polêmico, que divida opiniões, a Globo infalivelmente se posiciona de forma contrária aos interesses da imensa maioria da população. Contrária a qualquer forma de desenvolvimentismo, de soberanismo, trabalhismo, tradicionalismo e valores familiares.

Infelizmente a população está perenemente dividida da mais deletéria forma possível. É difícil saber quem é o mais estúpido: o néscio reacionário que num delírio esquizofrênico chama a Globo de Comunista, ou o energúmeno pseudo revolucionário que noutro surto psicotrópico a acusa de Conservadora!

A Globo é apenas uma única coisa: LIBERAL! Liberal na Economia, nos Costumes, nas Relações Internacionais e na Política!


8 de Novembro

LULA LIVRE!

6 de Novembro

Bolsonaro e Guedes tem usado pulseiras onde se lê APOCALIPSE 12:11, que diz "E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte."

Mas para representar melhor a essência de seu governo, deveriam usar é MATEUS 13:12, que diz "Pois a quem tem, mais se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que quase não tem, até o que tem lhe será tirado."

4 de Novembro

Só pra lembrar que o presidente que temos hoje, além da absoluta incompetência, não apenas é corrupto, mas está envolvido com crimes muito piores que meros desvios de verbas públicas.

Todos os fatos apontados são notórios, públicos e atestados por investigações policiais, que infelizmente vem sendo barradas à medida que Bolso vai aparelhando polícias e judiciários com seus cúmplices.


2 de Novembro

Interessantíssimo. Pelo visto, o Brasil não costuma reconhecer nem os seus heróis e nem os seus melhores bandidos. Informações adicionais em Gino Meneghetti

Bruno Ribeiro
7 de Agosto29 de outubro


Um dos personagens mais fascinantes da história de São Paulo é Gino Amleto Meneghetti, um italiano nascido em Pisa, em 1878, que se mudou para o Brasil ainda moço, fugindo da justiça (começou a roubar aos 14 anos). Foi preso incontáveis vezes ao longo da vida, tendo passado a maior parte dela na prisão ou escondido da polícia. Dedicava-se a roubar basicamente joias e relógios, que considerava bens supérfluos que só serviam para "alimentar a vaidade dos ricos".

Não se considerava ladrão e citava o filósofo anarquista Pierre-Joseph Proudhon para justificar suas incursões ao patrimônio alheio: "Toda propriedade é um roubo", repetiu várias vezes diante de delegados e juízes. Abominava a violência e, embora andasse armado, não consta que tenha dado um único tiro em alguém.

Em meados da década de 1920, Meneghetti já era conhecido em toda a capital paulista por seus roubos cinematográficos e suas fugas impossíveis. Pulando como gato sobre os telhados ou rastejando feito cobra pelas tubulações de esgoto, sempre dava um jeito de escapar ao cerco policial. Gentil com as mulheres e bem trajado (terno, gravata e chapéu), circulava em qualquer ambiente sem levantar suspeitas. Ousado, deixava um cartão de visita com seu nome em lugar visível, na residência ou comércio de sua vítima, para que não houvesse dúvida de que ele era o autor da "expropriação".

Agia sempre sozinho, nunca em parceria, por achar que ninguém, além dele, suportaria a tortura sem abrir o bico. Tinha um código de ética próprio: jamais recorria à violência, preferindo usar a inteligência para subtrair o que queria, e sob nenhuma hipótese roubava de um pobre ou de um operário. Seus alvos eram sempre joalherias, casas de câmbio ou mansões. Dilapidou quase todas.

Meneghetti foi preso algumas vezes no início dos anos 20, mas conseguira fugir de todos os presídios por onde passou. Sua primeira fuga foi uma das mais mirabolantes: depois de ser pego tentando cavar um túnel com os companheiros de cela, foi posto em isolamento dentro de um poço estreito e profundo coberto com uma grade de ferro.

Durante a madrugada, aproveitando um vacilo da guarda, Meneghetti escalou as paredes do poço com a destreza de um artista de circo e arrancou as grades na unha. Arrastou-se pela escuridão do pátio, sem ser visto pelo sentinela, livrou-se das roupas e mergulhou no rio Tamanduateí de uma altura que faria qualquer mortal voltar de joelhos à própria cela.

Nadou até a margem e subiu no telhado da primeira casa que encontrou pelo caminho. Completamente nu, saltando de telhado em telhado, chegou até a residência de seu tio, onde tomou cachaça para esquentar (estava congelando de frio), vestiu roupa nova e pegou um revólver emprestado. Só quando amanheceu descobriram que Meneghetti havia fugido.

Durante anos a polícia esteve à sua procura. E durante anos ele burlou os investigadores, chegando ao ponto de comparecer, sem o bigode que lhe definia o rosto, numa entrevista coletiva que o chefe de polícia (cargo equivalente ao de secretário de segurança pública) concedeu à imprensa. Na ocasião, ele afirmou aos jornalistas que iria prender Meneghetti em 48 horas. Mas assim que a entrevista chegou ao fim, Meneghetti entregou um bilhete para um repórter na entrada da delegacia: "Então por que não me prendeu agora? Eu era aquele rapaz de chapéu e roupa clara, sentado à sua esquerda".

No dia seguinte, os jornais publicaram que Meneghetti esteve presente o tempo todo na coletiva, sentado quase ao lado do chefe de polícia - que saiu do episódio completamente desmoralizado.

Prender Meneghetti passou a ser, mais do que nunca, questão de honra para Roberto Moreira (este era o nome do chefe de polícia). Em 1926, numa manhã de inverno rigoroso, após semanas de campana em frente à residência onde morava Concetta, mulher de Meneghetti, a polícia deu voz de prisão assim que este apareceu para visitá-la. Como o larápio conseguiu entrar e trancar a porta, teve início um cerco policial que durou dez horas e mobilizou um aparato militar de mais de 200 homens.

O gatuno resistiu o quanto pode: atravessou o bairro pulando os telhados, escalou paredões de quatro metros de altura, escondeu-se em uma latrina, escapou por becos e vielas com a polícia atirando em seu encalço, passou horas imóvel num sótão escuro a poucos metros de um policial, despencou do forro em cima da mesa de jantar no momento em que uma família estava reunida, enfiou-se em arbustos cheios de espinhos e tornou a voltar para sua casa numa tentativa desesperada de despistar seus perseguidores. Por fim, foi obrigado a se entregar, mas não sem antes se despedir de Concetta com um abraço e um beijo.

Uma multidão acompanhou a operação do lado de fora. Quando esgotaram-se todas as possibilidades de fuga, Meneghetti jogou a arma ao chão e saiu com as mãos levantadas. Covardemente, a polícia começou a espancá-lo ali mesmo. Muitos não acreditavam que Meneghetti fosse real. Até aquele momento havia quem dissesse que o "gato dos telhados" era uma lenda urbana inventada pela imaginação fértil do povo.

Os jornais da época relatam que a polícia evitou que Meneghetti fosse linchado pela população. A versão de Meneghetti, porém, é um pouco diferente: segundo ele, a massa estava enfurecida era com a polícia, que precisou sair às pressas do local para impedir que o ladrão fosse resgatado pelos populares.

Meneghetti chegou à delegacia com o rosto desfigurado pelas coronhadas que tomou dentro do carro. Para piorar sua situação, o delegado Waldemar Dória morreu durante o cerco, atingido por dois tiros nas costas. Embora o calibre das balas retiradas do corpo fosse o mesmo usado pela polícia, Roberto Moreira atribuiu a morte a Meneghetti, que passou por inúmeras sessões de tortura, inclusive com pau-de-arara e choque elétrico, para confessar um crime que não havia cometido. Como suportasse de modo estoico o suplício, sem ceder aos verdugos, jogaram-no numa solitária, onde ficou incomunicável e sem banho de sol por longos 15 anos.

Durante esse tempo, Concetta morreu de um ataque cardíaco sem que ele pudesse se despedir. Isolado, Meneghetti desenvolveu algumas manias, como usar a água da latrina para lavar a comida que lhe serviam na cadeia, com medo de que estivesse envenenada. Por não reconhecer no sistema o poder legítimo para privar-lhe de liberdade, enchia a boca com as próprias fezes e cuspia em direção a qualquer autoridade que se aproximava de sua minúscula cela. Passava o dia gritando: "Io sono un uomo!" ("Eu sou um homem!").

Cumprida a pena, saiu da prisão em 1944. Livre, arriscou a sorte em cidades do Sul do Brasil praticando roubos a joalherias e casas de câmbio em cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Porto Alegre e Florianópolis. Retornou a São Paulo após uma longa temporada e tentou trabalhar honestamente no comércio ou fazendo pequenos bicos. No entanto, o que ganhava era muito pouco.

Inconformado com a condição precária imposta pelo trabalho, voltou a roubar. Gostava da vida boa e toda a fortuna que angariava com o roubo de joias era aplicada nos cassinos (seu vício era o bacará), nos cabarés e em restaurantes caros. O que sobrava ele dava aos pobres. Alternava períodos de grande fartura com outros de dura carestia. Ele se via e aos pobres como vítimas de um sistema de exploração no qual somente os "verdadeiros ladrões" podiam gozar dos prazeres terrenos.

Foi preso de novo algumas vezes, fugiu outras tantas (não vou descrever todas as suas fugas, cada uma mais extraordinária do que a outra) e, por fim, caiu novamente numa penitenciária de onde não havia como sair. Chegou, inclusive, a passar duas semanas com os pés, os punhos e o pescoço atados a correntes num antigo tronco de escravos.

Voltou às ruas somente em 1959, graças aos esforços do advogado Paulo José da Costa Jr., um dos poucos amigos de sua confiança. Envelhecido e sem a agilidade de antes, recolheu-se até que seu nome não passasse de uma velha lembrança perdida na noite dos tempos. Todos julgavam que Meneghetti estava morto ou havia voltado para a Itália.

Em 1970, porém, aos 92 anos de idade, foi preso pela última vez tentando arrombar a porta de um palacete na rua Fradique Coutinho, na Vila Madalena. Trazia nas mãos o velho pé de cabra, fiel companheiro de trabalho, que já não operava como antes. Morreu em 1976, pobre e solitário como sempre foi.

Atendendo ao seu último desejo, seu amigo e advogado tratou de cuidar da cremação de seu corpo e suas cinzas foram atiradas ao vento, numa rua qualquer de São Paulo. Uma de suas últimas linhas escritas foi justamente sobre a própria morte: "Não tenho nenhuma razão plausível para estar cá nesta terra que me causa nojo. Que o vento espalhe meu pó e que ele se dilua no ar."

De suas várias entrevistas para a imprensa, incluindo a melhor delas para o Pasquim, extraí essa coletânea de frases que ajudam a compor um retrato de sua personalidade instigante:

"Havia dentro de mim uma revolta como a de Spartacus. Eu era um escravo do rio Arno. Eu e todos os meus."

"O suplício do pau-de-arara existente aqui neste gloriosa capital paulista avilta o povo brasileiro e é digno de uma Gestapo."

"O comerciante é um ladrão que tem paciência."

"Mantive minha saúde no cárcere por gentileza de meus admiradores que me levavam frutas, remédios e outras coisas. Creio que devo minha popularidade ao fato de nunca ter assassinado ninguém, não ter cometido crimes sexuais e ter ajudado os pobres."

"A vida sem sensação é demasiado estúpida."

"Não me arrependo de nada porque não fiz nada de errado. Roubei de quem tinha demais e posso garantir que roubei ladrões muito maiores do que eu."

"Para mim, roubar é uma necessidade quase física. Roubando os ricos satisfaço a minha índole de revoltado contra o egoísmo e o desequilíbrio social."

"Sou livre. Nasci livre e nunca serei um escravo por convicção."

PS: Há bons livros para quem quiser saber mais sobre a história que narrei acima. Aliás, recomendo a leitura porque puxei muita coisa pela memória e posso ter cometido equívocos em relação a datas e fatos acontecidos. São eles: "Meneghetti — O Gato dos Telhados", de Mouzar Benedito (Boitempo) e "O Incrível Meneghetti", de Paulo José da Costa Jr. (Jurídica Brasileira). "O Grande Ladrão", de Renato Modernell (Sulina) é um livro infanto-juvenil e, portanto, romanceado. O melhor de todos é "Memórias" — Vida de Meneghetti", de 1960. Trata-se de um livro autobiográfico que parte de extenso depoimento dado pelo "gato dos telhados" ao autor, M. A. Camacho. Este exemplar é raríssimo (o único disponível neste momento na Estante Virtual custa R$ 1.250,00). Por incrível que pareça, a vida de Meneghetti nunca foi contada no cinema, à exceção de um curta-metragem feito por Beto Brant (Dov'e Meneghetti, 1989).


1 de Novembro

Finalmente assisti ao excelente filme CORINGA, confirmando muitas das observações positivas que tenho visto, embora colocando outras em dúvida. Mas sobre ele já falaram demais. O que pretendo comentar aqui é sobre outro personagem de universo de super heróis, no caso, a interessante, embora problemática, série de insosso nome THE BOYS, sobre a qual faço a pergunta:

É POSSÍVEL JULGAR O HOMELANDER ?

Para os que pouco se importam com spoilers, que serão poucos e leves, e / ou queiram um contexto melhor, The Boys é uma ambientação onde os super heróis, apesar das mesmíssimas caracterizações físicas inverossímeis e inconsistentes, recebe um tratamento psicológico e social mais convincente. Longe do ideal, mas bem melhor que ridiculamente ingênuas noções onde se crê que minorias super poderosas seriam oprimidas e discriminadas, ou que seres sobre humanos se disporiam a uma vida dupla onde alternam uma existência divina de feitos heróicos, com uma vida mundana, não raro patética, sem qualquer bônus de seu alter ego e ainda tendo que aguentar esporro do chefe ao chegar atrasado num emprego assalariado após ter salvado centenas de vidas.

A série, recomendada para maiores de 18 anos devido a violência explícita e muitas cenas quase explícitas de sexo, é baseada em quadrinhos, mas eu não os li e nem pretendo fazê-lo, visto que por tudo o que me informei, não me interessou e portanto focarei exclusivamente em sua versão Live Action, disponível no Amazon Prime em por enquanto 8 episódios, ou se você for mais prático, Popcorn Time.

Nela temos uma ambientação onde se fala em mais de 200 super humanos nos EUA (nada sugere que, inicialmente, existam em outros países), mas uma elite se destaca por ser patrocinada pela mega corporação Vought, que com marketing pesado transforma seus heróis em autênticos pop stars sempre celebrados na TV e nas redes sociais, alternando a vida de feitos heróicos com franquias de filmes, brinquedos, jogos e etc.

Essa elite são Os Sete, a maioria evidentes paródias de super heróis mais famosos da DC ou Marvel. Eis uma tabela de referência:
HOMELANDER - Superhomem;
A-TRAIN - Um tipo de Flash *
BLACK NOIR - Um tipo de "Ninja" *
QUEEN MAEVE - Mulher Maravilha;
TRANSLUCENT - Homem Invisível quase Indestrutível *
THE DEEP - Aquaman;
STARLIGHT - Um tipo de Cristal, da Marvel *

* A-Train, "Trem-Bala" na versão brasileira, não parece ter os demais recursos de super velocidade do Flash, aparentemente ele só corre muito rápido e é super resistente. Black Noir, o mais misterioso, lembra muito o Snake Eyes de G.I.Joe, e nunca mostra o rosto ou sequer fala. Translucent é aquele tipo mais antigo de homem invisível que precisa ficar nu para aproveitar plenamente seu poder, e o fato de sua pele ser impenetrável só é revelado no segundo episódio de uma forma um tanto confusa. Por fim Starlight, uma das protagonistas mais destacadas, é na verdade a super heroína novata, que entra para substituir um veterano apenas citado. Seu poderes evolvem produzir rajadas de luz, gerar campos eletromagnéticos, mas ela também apresenta super força e super resistencia.

Os demais são praticamente idênticos aos ícones que os inspiraram especialmente nas versões mais recentes. Até o "falar com peixes" do The Deep é frequentemente ridicularizado, Queen Maeve (Quem será capaz de entender essa referência?) só se distancia por não ter uma origem divina, e o Homelander, que na versão brasileira recebeu o ridículo nome de "Capitão Pátria", só não demonstra claramente a super velocidade e o sopro gelado tradicionais do Super Homem. De resto, está tudo lá, até visão de calor e visão a raio-x, e com um pequeno detalhe: para ele não existe o equivalente de uma kriptonita. Portanto, parece totalmente invencível, sem dúvida muito mais poderoso que todos os demais. Também mistura elementos de Capitão América, em especial sua capa, que é uma bandeira dos EUA.

E é exatamente sobre ele que pretendo falar. Mas primeiro, é preciso deixar claro que The Boys (não me conformo com um título tão palha) é caracterizado pelo fato destes super humanos não serem exatamente... heroicos. Starlight sim, é a moça interiorana cristã progressista que vem com a melhor das intenções, mas logo de início se depara com a depravação, pois assim que chega, The Deep, por meio de chantagem, a obriga prestar-lhe uma felação! A-Train, acidentalmente e sob efeito de drogas, mata uma civil destroçando o corpo dela. Ele até pede desculpas publicamente, mas não parece realmente se importar com o ocorrido, pelo contrário, até ri, mesmo que as escondidas. Translucent é um evidente degenerado beberrão que fica espionando mulheres no banheiro e parece mais preocupado com o fato de seus produtos estarem sendo pirateados. Queen Maeve demonstra algumas virtudes genuínas, mas acaba sendo cúmplice das tramóias de seus companheiros, quer por comodismo ou covardia. Nada é dito sobre Black Noir, e Homelander, a princípio parece o mais "virtuoso", até mesmo segundo seu pior inimigo, justo por não aparentar qualquer desses vícios mais evidentes, pelo contrário, parece o arquétipo perfeito do "queridinho da América". No entanto, logo fica claro que ele se revela o mais terrível.

Hipócrita e extremamente narcisista, Homelander tem desprezo pelos humanos normais, embora jamais o demonstre em público. Pelo contrário. Ele sempre se mostra maravilhosamente amável, sorridente, popular, sempre diz coisas bonitas e espirituosas, e sabe explorar perfeitamente os sentimentos das massas, inclusive seu patriotismo. Nunca demonstra descontrole emocional severo, embora frequentemente se aborreça com seus subordinados e pares longe das câmeras, e se não parece dado a rompantes de crueldade, se necessário pratica atrocidades sem qualquer remorso, como é mostrado logo no primeiro episódio, onde derruba um avião particular, inclusive com uma criança dentro, para eliminar um político que os chantageou por saber de algo que não deveria. (Mais adiante na série vê-se que ele tinha um motivo mais sério para fazer isso do que parecia a princípio.)

Até mesmo os demais super humanos tem medo dele, mesmo que ele quase sempre faça suas ameaças veladas e intimidações com um enorme sorriso no rosto e usando palavras aparentemente amigáveis. Em suma, ele é uma mistura de político e mega empresário "perfeito", do tipo que ganharia uma eleição para a presidente do país com margem esmagadora.

De fato, não é possível negar virtudes no personagem. Ele sempre está preocupado com coisas sérias, é o primeiro a se dedicar a procurar o companheiro desaparecido enquanto os demais não dão a mínima, e sua intuição se revela correta. Os atos reprováveis que pratica tem sempre um motivo pragmático, mesmo que frio, em especial o mais chocante de todos, o ocorrido com outro avião, nesse caso um grande avião de passageiros, que ele pretendia salvar, junto com Queen Maeve, para capitalizar o feito em favor de um projeto de lei que colocaria os super heróis nas forças militares dos EUA. No entanto, após um vacilo onde acidentalmente ele destrói o painel de controle da aeronave, conclui que tudo está perdido e friamente abandona os passageiros em desespero, se recusando até mesmo a salvar alguns, pois afinal, eles poderiam contar o ocorrido, o que arruinaria sua imagem e as pretensões da empresa. (Nesse ponto a série peca pela má conceituação física. Se Homelander é basicamente um Super homem, então poderia sim "sustentar" o avião até pousá-lo com em segurança.)

Queen Maeve também se desespera ao ver que nem mesmo uma única criança será salva, mas como regularmente faz, acaba aceitando e se calando, para depois posar ao lado dele quando, diante das câmeras, ele simula revolta e pesar pela tragédia dizendo que se tivesse sido avisado a tempo, poderia tê-la impedido, e assim, mais uma vez, vira a situação a seu favor capitalizando o resultado para alavancar o tal projeto de lei.

Mas que fique claro que ele não está sozinho nessa empreitada e sequer é o maior responsável por ela. Pelo contrário. Os dirigentes da corporação na realidade estão acima dele, e ele frequentemente se mostra frustrado por ter que seguir um roteiro pré-definido, por ter que recitar discursos feitos por outros, por ter que dar prioridade a coisas que considera menos importantes. Fica também evidente que em alguns aspectos ele ainda é um "menino" mal resolvido, com uma complicada relação com sua chefe, que parece sua mãe, que ainda o manipula e o trata como uma criança, e que parece ainda ver algumas de suas atitudes mais drásticas como traquinagens.

Ademais, também é evidente que ele teve uma infância infeliz, praticamente como um "rato de laboratório", lamentada até mesmo pelo principal cientista responsável por sua criação. Homelander inclusive tem que encenar ter nascido num lar comum, diante de câmeras, fingindo ter tido um pai, uma mãe e uma infância normal. E não gosta nada disso.

De certa forma, sua trajetória pessoal, que vai aos poucos sendo revelada na série, é a de alguém tentando tomar as rédeas da própria vida e deixar de ser um marionete nas mãos de manipuladores mais ardilosos. E consegue! Mostrando que apesar de estar conspirando com planos e manobras assustadoras, e não sendo realmente diferente dos que o criaram, prova que é sim capaz de decidir por si próprio e que, aliás, é o mais capaz.

Na sequência final, descobrimos que se por um lado Homelander fez coisas terríveis com vista a ampliar seu poder, por outro lado também não fez outras coisas terríveis das quais era suspeito, até pelo contrário, e ele demonstra ao mesmo tempo uma frieza vingativa terrível contra quem o enganou, e a paciência e aparente benevolência de mostrar a um arqui inimigo que este estava enganado em sua péssima opinião a seu respeito.

Ou seja, Homelander mostra que não é aquele monstro que por um momento parecia ser, mas apenas para mostrar que é outro tipo de monstro. E é difícil saber qual é o pior.

A série, com é comum nas produzidas nos EUA, faz um auto crítica ao próprio país. A ideia de criar deliberadamente inimigos em outros países para justificar a produção em massa de armas e uma guerra perpétua está colocada com clareza. Aliás é o que está por trás do misterioso "Compound V" que perpassa toda a temporada, cujas consequências só são plenamente reveladas ao final.

E nisso vemos a complexidade do Homelander. Por piores que sejam suas atitudes, elas obedecem a um propósito que em nada difere daqueles praticados na realidade pelo Deep State dos EUA. Com a diferença que o personagem, é um indivíduo único que sequer teve uma criação humana normal, e cujos devaneios são difíceis de serem compensados por companheiros, e que aparentemente não pode ser contido por poder algum no mundo.

Como julgar uma pessoa assim? Seria ele moralmente imputável? Que tipo de impacto a posse de poderes sobre humanos teria na psique de alguém?

Se tomarmos como parâmetro a psicologia reichiana, única que tem elementos que claramente poderiam ser aplicados a humanos superpoderosos, como os conceitos de "couraças" psicossomáticas e de orgônios (um tipo de energia vital), não seria difícil concluir que a psique de alguém com poderes como Homelander jamais poderia ser como a de uma pessoa normal. O modo como seu corpo interage com o ambiente é absolutamente crucial para a edificação de sua estrutura mental, e a invulnerabilidade teria consequência severas nessa relação.

Na realidade, considero a concepção do clássico Super Homem kriptoniano absurda caso sua super força e super resistência já estivessem manifestadas desde pequenino. Seria impossível sequer lidar com uma criança assim. Para que ele se aproximasse da condição humana, no mínimo, teria que ter vivido a infância inteira em estado de normalidade, ou quase, e só desenvolver seus poderes mais drásticos posteriormente.

Entre vários motivos, isso ocorre porque um dos elementos mais cruciais para a saúde mental humana é a Empatia, sem a qual é impossível verdadeiramente se conectar com as demais pessoas, e essa empatia jamais poderia ser desenvolvida num ser que é incapaz de sentir como os demais, especialmente a mais crucial e constitutiva das experiências humanas, a dor e o sofrimento.

Como não fica claro como foi o desenvolvimento de Homelander, a questão ainda fica em aberto, mas o pouco mostrado sugere que ele já tinha poderes notáveis mesmo desde bebê. De qualquer forma, o ponto que quero colocar é que não é possível julgar um personagem assim como se fosse uma pessoa normal. Ele está eticamente incapacitado, não tem como compreender as reais consequências de seus atos e considerando todos os pontos, é difícil negar que, como ele mesmo disse, tenha se saído bem, pois ao menos parece alguém sempre disposto a um diálogo.

A meu ver, Homelander é um personagem que, no mundo real, se tivéssemos uma oportunidade, deveria ser imediatamente destruído. Ele é perigoso demais para que se corra riscos. Mas não sendo isso possível, deve ser tratado com muitíssimo cuidado, porém boa vontade. Não pode ser considerado simplesmente "mau" tanto quanto não pode ser considerado "bom". Seria uma incógnita, uma constante mistura de esperança e ameaça contra a qual só poderíamos torcer pelo melhor, além de lidar com extrema estratégia e cuidado.

Só espero que nas próximas temporadas a série não estrague o personagem caindo num maniqueísmo infantil.

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