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27 de Novembro

BOLSONARISTAS, VOCÊS SÃO ALIADOS DA GLOBO! E não tenham a cara de pau de sustentar anticomunismo e dizer o contrário! Esse discurso do Editoral do jornal é O MESMO dos Bolsonaros! Parem de fingir que são inimigos de quem defende as mesmíssimas coisas que vocês!

Abaixo, na íntegra. (Vai que resolvem tirar do ar.)


HÁ INTERFERÊNCIA INDEVIDA DE CUBA E VENEZUELA NAS CRISES SUL-AMERICANAS

Surgem evidências da participação de agentes dos dois países em protestos no Chile e na Bolívia

Editorial

25/11/2019 - 00:00

O Chile decidiu expulsar trinta cidadãos de Cuba e nove da Venezuela presos sob a acusação de incitar e participar de violentas manifestações de rua que imobilizam o país há um mês.

A Bolívia expulsou todos os funcionários da Embaixada da Venezuela em La Paz e rompeu relações com o regime ditatorial de Nicolás Maduro. Ao mesmo tempo, anunciou a repatriação de 725 cubanos do programa de assistência médica.

O Equador, também, resolveu encerrar os acordos com Cuba, sobretudo na área médica, que permitiram a residência temporária de 3.565 funcionários cubanos.

Governos desses três países indicaram uma suposta interferência de Caracas e de Havana em assuntos domésticos, durante a convulsão social já controlada no Equador, mas que ainda aflige o Chile e a Bolívia.

Líderes da esquerda nostálgicos da Guerra Fria logo creditaram aos Estados Unidos influência nas iniciativas dos governos do Chile, da Bolívia e do Equador. É inegável a coincidência de tais decisões com os interesses de Donald Trump, que batalha pela reeleição de olho no peso específico do eleitorado conservador latino-americano. Porém, essa visão mais oculta do que explica.

Há evidências sobre a interferência de agentes da Venezuela e de Cuba nos protestos em curso na América do Sul. Embora os objetivos sejam obscuros, a intervenção tem até um porta-voz em Caracas.

Diosdado Cabello, um dos mais influentes personagens do condomínio de poder chavista, há semanas ocupa a rede oficial de televisão e rádio para incitar o avanço daquilo que define como “grande furacão bolivariano” na América do Sul. “Bolívia é a faísca que vai incendiar tudo”, discursou na semana passada.

Oportunismo e fanfarronice têm sido características dos líderes da cleptocracia venezuelana, responsáveis pela tragédia humanitária. A retórica de Cabello sugere autodefesa, pois está acossado por acusações judiciais de envolvimento no narcotráfico e em lavagem de capitais subtraídos do Tesouro de seu país.

À margem das bravatas, sobram fatos como as prisões de venezuelanos e cubanos em Santiago e em La Paz, em atos de violência nas ruas. Não se deve abstrair, também, a detenção na Bolívia de integrante de grupo da narcoguerrilha colombiana, que migrou para a Venezuela sob patrocínio do governo Maduro. Foi flagrado ferido, depois de provocar explosões numa zona urbana.

Esses métodos de interferência externa, indevida, são antigos e conhecidos. A novidade é que começam a ser expostos à luz do dia.

26 de Novembro

Em resumo, uma legislação distrital determina que no máximo metade dos funcionários do órgãos sejam de cargos comissionados, leia-se: apadrinhados políticos (na quase totalidade das vezes). Descumprindo essa regra sistematicamente, como mostra a reportagem, o que gera frequentes processos, o governador tenta fazer aquilo que sempre quer fazer: LEGALIZAR A IRREGULARIDADE eliminando o limite. E isso, claro, depois de ter dito o exato contrário na campanha.

A pergunta que faço é: Esperar o quê de privatista? A mentalidade é a mesma! Colocar o setor público sobre o poder direto do oligarca que quer ter controle total sobre quem lá trabalha, e não ter que aceitar a soberania de funcionários que entraram por concurso e que não podem ser demitidos por razões políticas.

25 de Novembro

Antifeministas deveriam considerar Elisabeth Banks como a anti-vilã do momento. Isto é, aquela que tenta avançar a agenda adversária, mas acaba fazendo o contrário.

Sua últma versão das Charlie's Angels (recuso-me a dizer "As Panteras"), que devo confessar gostei bastante, parece ter jogado uma pá de cal nas pretensões hollywoodianas de pós-revolução cultural. Sim, porque só os que jamais viveram o Século XX para acreditar que a expressiva presença feminina em filmes de ação, FC e Fantasia seja alguma novidade. (Ela começou nos 70, ascendeu nos 80, e atingiu o apogeu nos 90. Daí pra frente...)

Em parte por uma péssima campanha de marketing, o fracasso de bilheteria do filme coexistiu com o de "Terminator - Dark Fate", e sucedendo "MIB - International" e o já distante As Caçafantasmas, bem como mau pressagiando um temido mau desempenho de Star Wars IX, pode estar elevando a máxima "Quem Lacra Não Lucra" a mais que uma provocação.

Só que Banks foi além, em desastrosa entrevista ela mitigou o sucesso de Mulher Maravilha e Capitã Marvel, os principais falseadores da versão brasileira de "Go Woke, Go Broke", atribuindo seu sucesso muito mais a um universo de super heróis majoritariamente masculino que à força simbólica das heroínas em si. O que seguramente é verdadeiro no caso da última, que não passa de uma recauchutagem com inversão de gênero bastante precária e sexista, mas considero seguramente falso no caso da lendária princesa Diana, que sempre foi um sucesso por si. Aliás, os simples números de bilheteria contradizem Beth Banks nesse caso, visto que o filme solo da Mulher Maravilha, que já havia brilhado em Batman vs Superman, foi muito mais lucrativo que o filme da Liga da Justiça.

Ademais, o filme de Elizabeth parece ter sido feito sob medida para ao mesmo tempo não ser exatamente, mas funcionar perfeitamente como, um panfleto ideológico. É muito melhor que aquelas "Powerpuff Girls" dos filmes de 2000 e 2003 onde Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu só faltavam lançar raios, porque até voar voavam! Não a toa viraram desenho animado! E é claro, absolutamente nada tem a ver com a clássica série dos anos 70.

Daí já começa um problema que estranhamente ninguém parece estar se dando conta e talvez explique mais o desinteresse do público do que outros pontos exaustivamente apontados. As angels originais, vividas pelo primeiro e inesquecível trio Farrah Fawcet, Jaclyn Smith e Kate Jackson, bem como suas substitutas ao longo de 5 anos, Cheryl Ladd, Shelley Hack e Tanya Roberts, eram mulheres lindas. Mas eu friso principalmente o 'mulheres', adultas, de beleza madura. Já do trio cinematográfico do início do milênio, apenas a "meninina do ET" tem, até hoje, carinha de... menina. E as três da série de 2011 (que quase ninguém, NEM EU, conhecia), Annie Llonzeh, Minka Kelly e Rachael Taylor... bem, passaram desapercebidas.

Pela ordem o trio original: de 1976 JACYLIN SMITH (a única que permaneceu pelas 5 temporadas), a famosa FARRAH FAWCET (que só ficou na primeira embora tenha tido participações especiais posteriores) e KATE JACKSON (que permaneceu nas 3 primeiras)

O segundo trio jamais atuou em conjunto. CHERYL LADD substituiu Farrah Fawcet a partir da segunda temporada. SHELLEY HACK substituiu Kate Jackson após a terceira, e depois foi substituída por TANYA ROBERTS.

As três Meninas Super Poderosas DREW BARRYMORE, CAMERON DIAZ e LUCY LIU, dos filmes de 2000 e 2003.

As integrantes da obscura série de 2011, que durou apenas uma temporada. RACHAEL TAYLOR, MINKA KELLY e ANNIE LLONZEH.

Mas a já queimada ex-vampira Kristen Stewart, a ex-princesa persa Naomi Scott e a desconhecida Ella Balinska, todas, tem cara de adolescentes! Na verdade Elizabeth Banks é mais mulher e mais bonita que as três juntas! (Estão exatamente nessa ordem na foto.)

Acho que Kristen tem um belo sorriso, e seu problema é justamente que, ao exato contrário de Lucy Liu e Cameron Diaz, é muito mais bonita sorrindo do que fazendo cara de má. Na sequência de abertura do filme, e também do trailer, ela está linda. Mas depois passa o filme inteiro fazendo caras e bocas antipáticas.

Naomi Scott compensa pela simpatia, fazendo uma personagem impossível de se desgostar que faz um contraponto à estética Girl Power. Mas Ella Balinska, admito, é um espetáculo. Os 1,78m ajudam, mas o porte atlético e a agilidade a tornam realmente convincente como lutadora. Aliás, as lutas são muito mais realistas que tudo que já se viu no "gênero". Nada daqueles golpes absurdos com mil piruetas e nada de, usando salto alto, derrubar uma fila de brutamontes sem desfazer o penteado.

Aliás, até o contrário, elas dão duro, enfrentam um por um, até apanham um bocado, e vencem mais pela esperteza que pela força. Estão longe daquela perfeição infalível que estamos acostumados a ver.

Nada disso, porém, evita problemas graves que se alteram com momentos melhores. Já nos primeiros segundos somos apresentados a um enfadonho e previsível discurso feminista onde a heroína rebate o "machismo" pretensamente benevolente do vilão. Aliás um diálogo mal construído que se bem observado tende a dar razão a ele! Mas logo em seguida, após levar uma surra num estilo meio bondage, o vilão fica apaixonado por ela. (Isso é explorado mais adiante, mas deveria sê-lo mais.) É evidente a divisão entre mulheres heroínas e homens vilões, que mesmo filmes do mesmo naipe tem evitado, colocando ao menos um homem no papel heróico e ou uma mulher no papel vilanesco. Os únicos homens bem vistos são vítimas, e outro que é uma versão claramente gay do Q do 007. (Aliás, nota, de uma agência de detetives local, a Charles Townsend foi transformada numa rede global de espionagem digna do Kingsman.)

Mas o que há de pior é uma estranhíssima, e contraditória, situação onde um inocente é morto pela ação das heroínas. Não era um vilão, e sim um segurança, vivido pelo ator David Schütter, que estava apenas cumprindo o seu dever, e a personagem de Naomi até tenta salvá-lo e fica arrasada com sua morte. Mas o modo incompreensivel como as demais reagem, friamente falando em dano colateral, destoa por completo da dominante ética não letal apresentada, que em geral evita até mesmo matar os vilões, por meio de armas tranquilizantes.

É verdadeiramente estranho esse elemento no filme, ainda mais estranho estar passando desapercebido. Invertesse os gêneros, e o filme já estaria sofrendo boicote global e sendo criticado até pela ONU. E o pior, totalmente dispensável. Teria sido muito mais interessante se a outra angel tivesse lhe nocauteado para tirá-lo da zona de perigo da qual ele não estava ciente e se recusava a sair.

Não fossem esses problemas pontuais, algumas sequências estranhas (não deu pra entender aquela no turfe), e principalmente se os papéis de Patrick Stewart e Elizabeth Banks se invertessem eliminando o maniqueísmo de gênero, o filme seria excelente. E é uma pena que, mais uma vez, o estrago se dê mais por motivos extrínsecos que intrínsecos, como as infelizes declarações de Banks que, apesar de não ter dito quase nada do que andam dizendo que ela disse, no mínimo se expressou mal dando ampla margem a toda sorte de compreensivel má vontade.

Turma do Red Pill pode comemorar!

Por fim, há ainda uma última razão pela qual Elizabeth Banks merece um inadvertindo lugar de destaque nos corações dos antifeministas. Em majestosos 45 anos, ela é linda! E enquanto a beleza femimina prevalecer, a vitória do Feminismo jamais será completa.

21 de Novembro

Existem muitas coisas que me incomodam sobre as quais não falo, porque enquanto eu não tiver uma boa explicação para esse incômodo, prefiro não tocar no assunto. Tento nunca justificar minhas emoções enquanto não tiver boa razões.

E hoje finalmente me dei conta de porque tatuagens ostensivas em mulheres me incomodam tanto. Não digo das tatuagens menores, pontuais, que não raro acho acréscimos agradáveis. Falo daquelas enormes, tomando partes inteiras do corpo.

Tatuagens são, literalmente, cicatrizes, porem reordenadas esteticamente para terem significados mais específicos. Há uma ótima hipótese de que podem ter se inspirado, primitivamente, em cicatrizes de batalha. Aquelas que deixam marcas nos corpos dos homens da quais ele se orgulham. Marcas que mostram que eles lutaram, enfrentaram a dor, desafiaram a morte, mas a superaram.

Assim, embora vá além disso, esse ainda seria o fundamento psicológico das tatuagens, não sendo a toa que estão historicamente associadas a piratas, criminosos (Yakuza em especial), prisioneiros etc. Coisa originariamente masculina, no qual um rito de passagem, doloroso, é necessário para fazer parte reconhecida de um grupo.

As tradições masculinas podem ser estendidas às mulheres, mas sempre com adaptações distintivas, e mantendo a ideia fundamental da cicatriz, essas nunca, ou raramente, são vistas como um acréscimo desejável às mulheres. Para um homem, uma cicatriz, mesmo quando feia, pode ser um adorno positivo, algo que o torna até mais atrante. Para uma mulher isso é muito mais improvável.

A relação entre tatuagens e cicatrizes é fora de dúvida. Muitas inclusive são feitas justamente para ocultar cicatrizes reais, há estudos que correlacionam a tendência a fazer tatuagens à depressão e auto imolação (Suicide Girls!), além do fato óbvio de ser um processo penoso que premia a resistência à dor com uma marca permanente.

Em essência, as tatuagens ostensivas, de certa forma simbólica, masculinizam as mulheres. E aquilo que nas profundezas psíquicas faz sentido para a masculinidade, pode ficar totalmente dissonante na feminilidade. Porém, com a tendência maior das mulheres a seguir modas, muitas aderem a essa onda sem ter a menor ideia de que pulsões e significados ocultos elas podem ter. Acreditam ter um motivo puramente estético, mas é mais profundo!

Claro que sempre haverá nichos que as apreciam em seu caráter mais superficial. Isso não pode surpreender num mundo onde existe até fetiche por mutilados. Mas embora meu critérios de atração por mulheres seja significativamente amplo, ainda está restrito, além do sexo, pela idade reprodutiva e pelos indicadores básicos de fertilidade e maternidade, tanto físicos quanto psicológicos. (O fascínio por mulheres guerreiras, devidamente analisado, tem mais a ver com a capacidade de proteger suas proles do que com uma inversão de gênero.) As tatuagens ostensivas depõem contra isso, pois simbolicamente remetem a condutas de risco, do tipo que deixam cicatrizes, a rituais de auto imolação que colocam o pertencimento a grupos como excessivamente importantes, e ainda servem para esconder defeitos físicos óbvios que podem denunciar possíveis inadequações de fertilidade.

Também não aprecio tatuagens extensivas em homens, antes que me perguntem. Só que incomodam bem menos, por motivos que espero terem ficado claros.

IMPORTANTE! Estou falando, sobretudo, de mim mesmo, DA MINHA PSIQUE! De porque eu sinto tal coisa. Isso não tem que ser entendido como uma pretensão de impor uma valoração generalizada. Mas como não sou por demais exótico em minhas preferências, creio que essa reflexão irá ser consonante com a de muitas outras pessoas.

Agora me dei conta que a foto que escolhi pode ter interferido na percepção de alguns, visto se tratar de uma mulher inegavelmente bonita que mesmo para quem não goste de tatuagens, ainda tem beleza de sobra para resistir ao dano estético. Mas sem entrar no mérito do body art em si, pergunto se, numa pura percepção imediata, alguém discorda que essa mulher aqui não ficaria melhor sem tatuagens.

Trata-se de Julia Gnuse, que deteve o título de mulher mais tatuada do mundo. Ela seria perfeitamente mediana, talvez apenas magra demais. Mas o que a torna assustadora são as tatuagens.

20 de Novembro
19 de Novembro

Uma das mais consistentes posturas da mitomania bolsonarista é a manifestação antecipada de voto no mesmo candidato em 2022, que aliás já ocorria antes mesmo dele assumir a presidência. Alguns já antecipam até mesmo intenção de voto em Sérgio Moro para 2026 e 2030!

A mente sã evidentemente esperaria algum tempo de governo para verificar se os resultados práticos justificariam uma reeleição, mas estamos falando de bolsonarismo, e o apropriadíssimo título de "Mito" é, como sempre digo, o que há de mais elucidativo no fenômeno.

Considerando a ausência de qualquer serviço relevante prestado pelo mito em toda sua vida política, o motivador de seu núcleo duro eleitoral sempre foi estético e simbólico. São as "mitagens", as "traquinagens", a imagem puramente virtual que sustenta a "convicção" que dispensa a leitura de programas de governo e até mesmo neutraliza percepção de coisas óbvias, como o fato de Bolsonaro, uma vez em campanha oficial, já estava desdizendo metade do que sempre disse antes, e omitido por completo os temas que mais o tornaram popular.

Restou a subjetividade passional, a impressão emotiva, insensível a qualquer fato, dado, raciocínio, que dirá sensatez, que se mantém à revelia do homem por trás de tal imagem, mesmo ele dando uma infinidade de provas concretas de nada ser aquilo que nele projetaram.

O mesmo processo que, em sentido oposto, desenvolve ódio contra adversários reais ou imaginários supostamente combatidos pelo mito. Após se formar numa "universidade" de desinformações e farsas como se fossem revelações divinas, não adianta demonstrar que todas eram simplesmente mentiras, pois elas já deixaram um marca emocional real. Essa estrutura visceral passa a atuar por si própria, e mesmo o completo desmascaramento de seus fundamentos é inútil, pois tal paixão simplesmente inventará outros, ou se moverá por si, assumidamente incapaz de dar razões, mas fiel às emoções.

Ante à perda da razão, a mitomania amplifica a emoção! Se surge uma evidência que depõe contra o ídolo, a adoração aumenta! Se surge uma evidência que depõe a favor do objeto de ódio, o ódio aumenta!

O núcleo duro do bolsonarismo não reagirá a qualquer fato vindouro assim como já não reagiu aos passados. Sua convicção inabalável na miragem prescinde de qualquer cognição sofisticada, de ordem prática, ideológica ou ética.

Por isso, nada surpreende que mesmo após um cataclismo econômico, político e social, esses convictos permaneçam com suas intenções de voto inalteradas. Eles já estão deixando isso claro hoje, e são sinceros! Não irão realmente mudar de opinião porque isso exigiria uma reavalização racional de fatos, e essa possibilidade não está aberta ao domínio visceral do fanatismo mitômano.

18 de Novembro

É bom tomar uma pancada de realismo maquiavélico de vez em quando para ficar esperto. No caso, para se dar conta de mais um motivo, talvez o maior, pelo qual instituições financeiras do calibre de um JP Morgan & Chase Bank, Goldman Sachs e Barclays INVESTEM tando dinheiro nas causas LGBTXYZ. Ao ponto de sustentar ONGs de tal naipe em todo o mundo, hastear bandeiras do Orgulho Gay e Transgênero em seus mastros, e ameaçar de demissão funcionários que manifestem críticas a elas nas redes sociais.

E vamos admitir, a ideia do Primeiro Banco Digital LGBTI+ do Mundo É GENIAL! Chega a ser admirável! Claro que por enquanto é muito incipiente, um mero teste preliminar, e ainda dependerá de mudanças na legislação que estão sendo preparadas com todo vigor pelas mesmas instituições. Mas já deixa clara a "forma das coisas por vir".

Se já é uma dificuldade rastrear transações financeiras suspeitas mundo afora tendo que lidar com identidades falsas, empresas offshore e paraísos fiscais, imagine quando qualquer um puder a qualquer momento alterar não só seu nome mas até mesmo o seu sexo em sua documentação! E considerando que as legislações dependendo do país tendem a ser diferentes, imagine a dificuldade que será descobrir que o correntista Fulano de Tal de uma conta na Suiça é o mesmo que a Siclana nas Ilhas Cayman ou o Beltranxs em Malta! E isso tudo não como nomes falsos obtidos por crimes de identidade, mas como nomes distintos legalmente autorizados!

Observando a tendência das "centenas" de gêneros e sua volatilidade, não surpreenderá que os países mais progressistas, não raro os com legislações financeiras mais relaxadas, permitam a qualquer um alterar não só nome mas sexo em seus documentos legais a qualquer momento, enquanto a mesma pessoa controla contas bancárias com nomes civis diferentes. Para efeito de operações legais seria apenas um transtorno a mais, mas para operações como lavagem de dinheiro seria um trunfo valioso!

O trabalho dos investigadores de crimes financeiros irá ficar muito mais difícil, visto que isso no mínimo dobra qualquer lista de suspeitos que hoje pode ser restringidos, ao menos, pelo sexo natural. E acrescentar mais essa variável a uma miríade de outras como pessoas jurídicas, nomes fantasias, sigilo de correntistas internacionais e movimentações entre dezenas de "empresas" reduzidas a uma mera caixa postal numa ilha isolada irá aumentar exponencialmente a dificudade da investigação.

Enquanto ficam aí preocupados com "Ditadura Gay" e "banheiro transgênero", a astúcia mefistófila das plutocracias está gestando um meio de praticamente legalizar aquilo que é estranhamente chamado de Falsidade "Ideológica". Afinal, hoje eu sou um homem chamado João, amanhã decido que sou uma mulher chamada Maria, depois que sou um homem chamado Mônica, uma mulher chamada Carlão, um bigênero de nome Foficho, um kin chamado Ponei Dourado ou um $%#% que apresente o documento com o nome Abilualdenildo SpectroTransHiper Abdulla Xinpei K4z3kizilo7$!

Quero ver me pegarem depois de fazer o dinheiro desviado dar 50 voltas ao redor do mundo por 200 contas passando por 20 paraísos fiscais distintos e ainda voltar pra mim depois de umas três mudanças de nome, e sexo!

15 de Novembro - 23:38

Combate A LASER no Chile!


15 de Novembro - 19:47

A TEMPESTADE PERPÉTUA DA VENEZUELA

Por cerca de 3/4 das noites, tormentas são deflagradas nos céus do Lago Macaraíbo, onde desagua o Rio Catatumbo.

NÃO! Não tem nada a ver com política! O fenômeno tem sido observado há décadas e consta no Livro Guiness dos Recordes como o local da terra com maior incidência de tempestades, que não raro se estendem por incessantes semanas ou até meses, com relâmpagos trovejantes. Muitos observadores chegaram a achar que se tratava de uma tempestade incessante, até porque os nativos a chamam de La Tempestade Interminable.

Mesmo após décadas de estudos, incluindo os feitos pela NASA, ninguém sabe ao certo por que isso ocorre, o que dá margens a teorias conspiratórias de que poderia ter sido um teste mal sucedido do Projeto HAARP dos EUA, uma suposta tecnologia capaz de produzir artificialmente fenômenos climáticos. (Se for verdade, PELO AMOR DE THOR! Façam chover aqui em Brasilia, carajo!)

O fenômeno chegou a cessar por três meses contínuos durante a seca em 2010, mas depois retornou a normalidade, para alívio do estado de Zulia, que faz referência ao evento em sua bandeira e em seu hino. E é claro, explora o evento turisticamente.

Não falta material sobre o assunto na web, a começar pela Wikipedia. E é mais uma daquelas maravilhas do mundo largamente ignoradas pela imensa maioria.

Hino de Zulia, que menciona o Farol do Macaraibo

14 de Novembro - 23:47

Imagens marcantes.






14 de Novembro - 22:57

Todos os dias, o meu Chrome, ao ser iniciado, avisa que em breve a compatibilidade com FLASH será descontinuada, ao menos por padrão. De fato, já há algum tempo a execução automática de scripts em Flash / Shockwave foi desabilitada, obrigando a acionamento manual.

Minha opinião é: JÁ VAI TARDE! Essa desgraça nunca deveria ter existido!

A exceção da criação de jogos a algumas interfaces lúdicas artísticas, a implentação de web sites em Flash foi a pior e mais maldita ocorrência em toda história da internet. Não era só frescura da Apple não! Aliás, foi a responsável por eu ter desistido da carreira de web designer, há algumas décadas atrás.

Comecei a produzir páginas html com empolgação, ressuscitando minhas antigas experiências com os velhos códigos em BASIC, COBOL e PASCAL. E como também sou designer, fazia inclusive as artes. Já implementava CDs multimédia em Authorware quando comecei com páginas web.

No começo foi muito bem, até que me aparece o tal do Flash. Até achei interessante a primeira vista, mas logo vi que não dava para ver o código, não permitia sequer o uso do botão direito do mouse e era pesado pra caramba! Isso numa época em que internet era mais lenda que disquetes, era uma tragédia.

Então eu fazia a proposta de página para o cliente, com direito a Gifs animados e "firulas", como o pessoal gosta de dizer, e lá me vinha o cara com o papo de querer uma página em flash. Eu dizia: "É vacilo! A maioria dos internautas não vai conseguir acessar, fica pesada, é dificílima de atualizar e vive dando pau."

Não adiantava, ele preferia ir fazer com outro a tal página em flash, e não se tratava de um site de arte ou qualquer coisa que fizesse sentido ter um design repleto de sonzinhos e animaçõezinhas. Não demorava o cara me ligava pedindo para fazer uma modificação numa página que outro web designer tinha feito e depois sumido de cena, e que não estava funcionando. Eu ia lá e dizia. "Mas senhor! Não tenho como modificar o código! É fechado. Precisaria do arquivo original." Que é claro, NUNCA estava disponível.

Oferecia fazer de novo em html puro, mas o cara queria flash. Dane-se. Tinha mais o que fazer e larguei mão dessa palhaçada.

Mas a desgraça do Flash iria me irritar muito, e a muitíssima gente, graças a estupidez galopante de quem não sabe a diferença entre informática e videogame. Surgiu uma penca de sites repletos de bobagens inúteis e enervantes que para nada serviam a não ser inviabilizar o acesso. Houve tempo que até o site da Receita Federal tinha animação em flash que travava a página.

É sério! Você ia tentar resolver uma pendência previdenciária séria e urgente, E NÃO CONSEGUIA POR CAUSA DE UMA MALDITA ANIMAÇÃOZINHA RIDÍCULA EM FLASH!!!

Foi um verdadeiro inferno por alguns anos. Uma praga que com certeza causou milhões em prejuízos pra muita gente. Uma coisa eram os ótimos jogos que surgiram, que joguei muito e justiticavam o uso do recurso, bem como ótimas animações e usos artísticos em geral. Mas encher uma página de conteúdo útil com palhaçadinhas em flash foi uma desgraça que perdurou até que por fim recursos de JAVA e CSS começaram a desbancá-la, até que, por fim, o HTML 5 viria liquidar o assunto.

O advento do iPad e iPhone também ajudou, visto que a Apple se recusava, sabiamente, a ser compatível com Flash, e todos os tablets concorrentes que surgiram depois jurando que eram compatíveis foram um fiasco. Não tem como ser compatível com aquela porcaria.

Mas até hoje tem infelizmente que dependa de Flash para funcionar, o site Deviant Art é um tenebroso exemplo, que outrora incapaz de executar vídeos ou mesmo gifs animados, obrigava tudo a ser em Flash. Agora estão tentando correr atrás o prejuízo.

Repito. Pra jogos e animações o flash é ótimo! Mas foi uma desgraça que prejudicou a internet por infindáveis anos, e que até hoje ainda invibiliza alguns navegadores e dispositivos.

Ao menos para interface em geral: MORRA FLASH!!!

13 de Novembro

Tal qual a Caça às Bruxas, o Anticomunismo é, hoje, uma defesa de mazelas reais sob o pretexto de combater um mal inexistente.


12 de Novembro

"Gentileza gera Gente Lesa."
Discordo, mas é um
trocadalho do carilho!

11 de Novembro

Ao longo dos 13 anos do governo de Evo Morales na Bolívia, a POBREZA, MISÉRIA E DESIGUALDADE CAÍRAM PRA METADE! O analfabetismo despencou de 15% para 4% da população. As Reservas Internacionais aumentaram em 7 vezes, o PIB mais que QUADRUPLICOU, e Dívida Pública e Externa caíram também pra cerca de metade.*

Sem contar que com Evo, o primeiro índigena a governar um país com maioria esmagadora de descendentes de índios, foram 13 anos de estabilidade política, considerando que ele sucedeu um período de instabilidade extrema onde 5 governos caíram ao longo de 5 anos!

O resultado não poderia ser outro se não o ódio irrestrito dos capachos de Wall Street, dos bajuladores de oligarquias parasitas e dos babadores de ovo do Tio Sam.

Nota: GINI é desigualdade, IGRESOS MEDIOS é como se fosse "Renda Per Capita" e *DEUDA PUBLICA mistura Dívida Externa e Interna, causando alguma confusão que pode levar alguém achar que último dado está errado. De qualquer modo, confusão pior acontece com o mesmo indicador no Brasil, onde órgãos diferentes dão valores diferentes dependendo da contabilização.


10 de Novembro

Se tem uma causa que poderia unificar a maioria dos brasileiros é o ANTI-GLOBISMO, pois somente uma parcela ínfima da população, o liberal pleno que apoia tanto o Liberalismo Econômico de Bolsonaro quanto o Liberalismo Cultural do PT, é integralmente aliado da ideologia da emissora. Do restante, quem se considera direita repudia a Globo por causa de seu apoio irrestrito ao Feminismo, pautas LGBT ou Abortismo, e quem se considera de esquerda a repudia por seu apoio total às privatizações, à reforma da previdência, à Lava Jato e suas demais pautas anti trabalhistas.

Bolsonaro não está sozinho como presidente em conflito com a emissora, pois Dilma também foi vítima de campanha massiva de difamação e ainda mais Lula, que teve a si e sua família sistematicamente perseguidos pelas emissora, em suas propagandas disfarçadas de jornalismo. Também Fernando Collor, que apesar do enfático apoio inicial que chegou ao ponto de manipular vergonhosamente em seu favor a edição do debate contra Lula às vésperas do segundo turno de 1989, depois se tornou sua inimiga quando ele tentou flexibilizar regras de concessões de TV que favoreceriam concorrência.

Não só a Globo, mas todo um vasto segmento da grande mídia nacional, nas quais se destacam a máfia dos Civita da Editora Abril, em especial as revistas Veja e Exame, bem como Alzugaray, da Isto É, além de demais emissoras como SBT ou Band, e outras que não raro mudam de alinhamento conforme a conveniência. A isso esquerdistas convencionaram chamar de PIG (Partido da Imprensa Golpista), termo criado pelo saudoso Paulo Henrique Amorim.

De qualquer forma, é inegável que a Globo é o maior expoente do pretenso "Quarto Poder".

Infelizmente, é difícil crer que exista força neste país para fazer frente ao poder da máfia dos Marinho, que se agigantou durante a Ditadura Civil-Militar de 64, da qual foram os maiores apoiadores e os maiores beneficiados, logrando uma posição única entre suas similares no mundo, considerando o tamanho do país e a parcela de audiência que ainda domina.

E isso porque apesar da maioria das pessoas tecer duras críticas à Globo, também a maioria continua a assistindo religiosamente. A maioria dos que a difamam nas redes sociais, em especial porque agora ela passou a falar mal de seu bandido de estimação, continua sendo espectador fiel do Jornal Nacional, das telenovelas, dos programas de domingo e continuaram aturando o Galvão Bueno até o último instante.

Muitos destes inclusivem assinavam a NET (no tempo em que era da Globo) para acessar suas redes sociais onde podiamm pagar de críticos do provedor que utilizavam, ou até mesmo assinam revistas da Editora Globo.

Uma imensa parte de seus novos inimigos era entusiasta da emissora há poucos anos atrás, quando a mesma direcionava suas baterias difamatórias contra seus adversários ideológicos, e pode apostar que estarão prontos para apoiá-la novamente no momento em que mudar de abordagem. Ideologicamente, prostituíram-se em nome da emissora de acordo com sua conveniência.

Coerência mesmo é repudiá-la não só quando convém, e sim a tomar como parâmetro inverso, visto que em qualquer tema polêmico, que divida opiniões, a Globo infalivelmente se posiciona de forma contrária aos interesses da imensa maioria da população. Contrária a qualquer forma de desenvolvimentismo, de soberanismo, trabalhismo, tradicionalismo e valores familiares.

Infelizmente a população está perenemente dividida da mais deletéria forma possível. É difícil saber quem é o mais estúpido: o néscio reacionário que num delírio esquizofrênico chama a Globo de Comunista, ou o energúmeno pseudo revolucionário que noutro surto psicotrópico a acusa de Conservadora!

A Globo é apenas uma única coisa: LIBERAL! Liberal na Economia, nos Costumes, nas Relações Internacionais e na Política!


8 de Novembro

LULA LIVRE!

6 de Novembro

Bolsonaro e Guedes tem usado pulseiras onde se lê APOCALIPSE 12:11, que diz "E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte."

Mas para representar melhor a essência de seu governo, deveriam usar é MATEUS 13:12, que diz "Pois a quem tem, mais se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que quase não tem, até o que tem lhe será tirado."

4 de Novembro

Só pra lembrar que o presidente que temos hoje, além da absoluta incompetência, não apenas é corrupto, mas está envolvido com crimes muito piores que meros desvios de verbas públicas.

Todos os fatos apontados são notórios, públicos e atestados por investigações policiais, que infelizmente vem sendo barradas à medida que Bolso vai aparelhando polícias e judiciários com seus cúmplices.


2 de Novembro

Interessantíssimo. Pelo visto, o Brasil não costuma reconhecer nem os seus heróis e nem os seus melhores bandidos. Informações adicionais em Gino Meneghetti

Bruno Ribeiro
7 de Agosto29 de outubro


Um dos personagens mais fascinantes da história de São Paulo é Gino Amleto Meneghetti, um italiano nascido em Pisa, em 1878, que se mudou para o Brasil ainda moço, fugindo da justiça (começou a roubar aos 14 anos). Foi preso incontáveis vezes ao longo da vida, tendo passado a maior parte dela na prisão ou escondido da polícia. Dedicava-se a roubar basicamente joias e relógios, que considerava bens supérfluos que só serviam para "alimentar a vaidade dos ricos".

Não se considerava ladrão e citava o filósofo anarquista Pierre-Joseph Proudhon para justificar suas incursões ao patrimônio alheio: "Toda propriedade é um roubo", repetiu várias vezes diante de delegados e juízes. Abominava a violência e, embora andasse armado, não consta que tenha dado um único tiro em alguém.

Em meados da década de 1920, Meneghetti já era conhecido em toda a capital paulista por seus roubos cinematográficos e suas fugas impossíveis. Pulando como gato sobre os telhados ou rastejando feito cobra pelas tubulações de esgoto, sempre dava um jeito de escapar ao cerco policial. Gentil com as mulheres e bem trajado (terno, gravata e chapéu), circulava em qualquer ambiente sem levantar suspeitas. Ousado, deixava um cartão de visita com seu nome em lugar visível, na residência ou comércio de sua vítima, para que não houvesse dúvida de que ele era o autor da "expropriação".

Agia sempre sozinho, nunca em parceria, por achar que ninguém, além dele, suportaria a tortura sem abrir o bico. Tinha um código de ética próprio: jamais recorria à violência, preferindo usar a inteligência para subtrair o que queria, e sob nenhuma hipótese roubava de um pobre ou de um operário. Seus alvos eram sempre joalherias, casas de câmbio ou mansões. Dilapidou quase todas.

Meneghetti foi preso algumas vezes no início dos anos 20, mas conseguira fugir de todos os presídios por onde passou. Sua primeira fuga foi uma das mais mirabolantes: depois de ser pego tentando cavar um túnel com os companheiros de cela, foi posto em isolamento dentro de um poço estreito e profundo coberto com uma grade de ferro.

Durante a madrugada, aproveitando um vacilo da guarda, Meneghetti escalou as paredes do poço com a destreza de um artista de circo e arrancou as grades na unha. Arrastou-se pela escuridão do pátio, sem ser visto pelo sentinela, livrou-se das roupas e mergulhou no rio Tamanduateí de uma altura que faria qualquer mortal voltar de joelhos à própria cela.

Nadou até a margem e subiu no telhado da primeira casa que encontrou pelo caminho. Completamente nu, saltando de telhado em telhado, chegou até a residência de seu tio, onde tomou cachaça para esquentar (estava congelando de frio), vestiu roupa nova e pegou um revólver emprestado. Só quando amanheceu descobriram que Meneghetti havia fugido.

Durante anos a polícia esteve à sua procura. E durante anos ele burlou os investigadores, chegando ao ponto de comparecer, sem o bigode que lhe definia o rosto, numa entrevista coletiva que o chefe de polícia (cargo equivalente ao de secretário de segurança pública) concedeu à imprensa. Na ocasião, ele afirmou aos jornalistas que iria prender Meneghetti em 48 horas. Mas assim que a entrevista chegou ao fim, Meneghetti entregou um bilhete para um repórter na entrada da delegacia: "Então por que não me prendeu agora? Eu era aquele rapaz de chapéu e roupa clara, sentado à sua esquerda".

No dia seguinte, os jornais publicaram que Meneghetti esteve presente o tempo todo na coletiva, sentado quase ao lado do chefe de polícia - que saiu do episódio completamente desmoralizado.

Prender Meneghetti passou a ser, mais do que nunca, questão de honra para Roberto Moreira (este era o nome do chefe de polícia). Em 1926, numa manhã de inverno rigoroso, após semanas de campana em frente à residência onde morava Concetta, mulher de Meneghetti, a polícia deu voz de prisão assim que este apareceu para visitá-la. Como o larápio conseguiu entrar e trancar a porta, teve início um cerco policial que durou dez horas e mobilizou um aparato militar de mais de 200 homens.

O gatuno resistiu o quanto pode: atravessou o bairro pulando os telhados, escalou paredões de quatro metros de altura, escondeu-se em uma latrina, escapou por becos e vielas com a polícia atirando em seu encalço, passou horas imóvel num sótão escuro a poucos metros de um policial, despencou do forro em cima da mesa de jantar no momento em que uma família estava reunida, enfiou-se em arbustos cheios de espinhos e tornou a voltar para sua casa numa tentativa desesperada de despistar seus perseguidores. Por fim, foi obrigado a se entregar, mas não sem antes se despedir de Concetta com um abraço e um beijo.

Uma multidão acompanhou a operação do lado de fora. Quando esgotaram-se todas as possibilidades de fuga, Meneghetti jogou a arma ao chão e saiu com as mãos levantadas. Covardemente, a polícia começou a espancá-lo ali mesmo. Muitos não acreditavam que Meneghetti fosse real. Até aquele momento havia quem dissesse que o "gato dos telhados" era uma lenda urbana inventada pela imaginação fértil do povo.

Os jornais da época relatam que a polícia evitou que Meneghetti fosse linchado pela população. A versão de Meneghetti, porém, é um pouco diferente: segundo ele, a massa estava enfurecida era com a polícia, que precisou sair às pressas do local para impedir que o ladrão fosse resgatado pelos populares.

Meneghetti chegou à delegacia com o rosto desfigurado pelas coronhadas que tomou dentro do carro. Para piorar sua situação, o delegado Waldemar Dória morreu durante o cerco, atingido por dois tiros nas costas. Embora o calibre das balas retiradas do corpo fosse o mesmo usado pela polícia, Roberto Moreira atribuiu a morte a Meneghetti, que passou por inúmeras sessões de tortura, inclusive com pau-de-arara e choque elétrico, para confessar um crime que não havia cometido. Como suportasse de modo estoico o suplício, sem ceder aos verdugos, jogaram-no numa solitária, onde ficou incomunicável e sem banho de sol por longos 15 anos.

Durante esse tempo, Concetta morreu de um ataque cardíaco sem que ele pudesse se despedir. Isolado, Meneghetti desenvolveu algumas manias, como usar a água da latrina para lavar a comida que lhe serviam na cadeia, com medo de que estivesse envenenada. Por não reconhecer no sistema o poder legítimo para privar-lhe de liberdade, enchia a boca com as próprias fezes e cuspia em direção a qualquer autoridade que se aproximava de sua minúscula cela. Passava o dia gritando: "Io sono un uomo!" ("Eu sou um homem!").

Cumprida a pena, saiu da prisão em 1944. Livre, arriscou a sorte em cidades do Sul do Brasil praticando roubos a joalherias e casas de câmbio em cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Porto Alegre e Florianópolis. Retornou a São Paulo após uma longa temporada e tentou trabalhar honestamente no comércio ou fazendo pequenos bicos. No entanto, o que ganhava era muito pouco.

Inconformado com a condição precária imposta pelo trabalho, voltou a roubar. Gostava da vida boa e toda a fortuna que angariava com o roubo de joias era aplicada nos cassinos (seu vício era o bacará), nos cabarés e em restaurantes caros. O que sobrava ele dava aos pobres. Alternava períodos de grande fartura com outros de dura carestia. Ele se via e aos pobres como vítimas de um sistema de exploração no qual somente os "verdadeiros ladrões" podiam gozar dos prazeres terrenos.

Foi preso de novo algumas vezes, fugiu outras tantas (não vou descrever todas as suas fugas, cada uma mais extraordinária do que a outra) e, por fim, caiu novamente numa penitenciária de onde não havia como sair. Chegou, inclusive, a passar duas semanas com os pés, os punhos e o pescoço atados a correntes num antigo tronco de escravos.

Voltou às ruas somente em 1959, graças aos esforços do advogado Paulo José da Costa Jr., um dos poucos amigos de sua confiança. Envelhecido e sem a agilidade de antes, recolheu-se até que seu nome não passasse de uma velha lembrança perdida na noite dos tempos. Todos julgavam que Meneghetti estava morto ou havia voltado para a Itália.

Em 1970, porém, aos 92 anos de idade, foi preso pela última vez tentando arrombar a porta de um palacete na rua Fradique Coutinho, na Vila Madalena. Trazia nas mãos o velho pé de cabra, fiel companheiro de trabalho, que já não operava como antes. Morreu em 1976, pobre e solitário como sempre foi.

Atendendo ao seu último desejo, seu amigo e advogado tratou de cuidar da cremação de seu corpo e suas cinzas foram atiradas ao vento, numa rua qualquer de São Paulo. Uma de suas últimas linhas escritas foi justamente sobre a própria morte: "Não tenho nenhuma razão plausível para estar cá nesta terra que me causa nojo. Que o vento espalhe meu pó e que ele se dilua no ar."

De suas várias entrevistas para a imprensa, incluindo a melhor delas para o Pasquim, extraí essa coletânea de frases que ajudam a compor um retrato de sua personalidade instigante:

"Havia dentro de mim uma revolta como a de Spartacus. Eu era um escravo do rio Arno. Eu e todos os meus."

"O suplício do pau-de-arara existente aqui neste gloriosa capital paulista avilta o povo brasileiro e é digno de uma Gestapo."

"O comerciante é um ladrão que tem paciência."

"Mantive minha saúde no cárcere por gentileza de meus admiradores que me levavam frutas, remédios e outras coisas. Creio que devo minha popularidade ao fato de nunca ter assassinado ninguém, não ter cometido crimes sexuais e ter ajudado os pobres."

"A vida sem sensação é demasiado estúpida."

"Não me arrependo de nada porque não fiz nada de errado. Roubei de quem tinha demais e posso garantir que roubei ladrões muito maiores do que eu."

"Para mim, roubar é uma necessidade quase física. Roubando os ricos satisfaço a minha índole de revoltado contra o egoísmo e o desequilíbrio social."

"Sou livre. Nasci livre e nunca serei um escravo por convicção."

PS: Há bons livros para quem quiser saber mais sobre a história que narrei acima. Aliás, recomendo a leitura porque puxei muita coisa pela memória e posso ter cometido equívocos em relação a datas e fatos acontecidos. São eles: "Meneghetti — O Gato dos Telhados", de Mouzar Benedito (Boitempo) e "O Incrível Meneghetti", de Paulo José da Costa Jr. (Jurídica Brasileira). "O Grande Ladrão", de Renato Modernell (Sulina) é um livro infanto-juvenil e, portanto, romanceado. O melhor de todos é "Memórias" — Vida de Meneghetti", de 1960. Trata-se de um livro autobiográfico que parte de extenso depoimento dado pelo "gato dos telhados" ao autor, M. A. Camacho. Este exemplar é raríssimo (o único disponível neste momento na Estante Virtual custa R$ 1.250,00). Por incrível que pareça, a vida de Meneghetti nunca foi contada no cinema, à exceção de um curta-metragem feito por Beto Brant (Dov'e Meneghetti, 1989).


1 de Novembro

Finalmente assisti ao excelente filme CORINGA, confirmando muitas das observações positivas que tenho visto, embora colocando outras em dúvida. Mas sobre ele já falaram demais. O que pretendo comentar aqui é sobre outro personagem de universo de super heróis, no caso, a interessante, embora problemática, série de insosso nome THE BOYS, sobre a qual faço a pergunta:

É POSSÍVEL JULGAR O HOMELANDER ?

Para os que pouco se importam com spoilers, que serão poucos e leves, e / ou queiram um contexto melhor, The Boys é uma ambientação onde os super heróis, apesar das mesmíssimas caracterizações físicas inverossímeis e inconsistentes, recebe um tratamento psicológico e social mais convincente. Longe do ideal, mas bem melhor que ridiculamente ingênuas noções onde se crê que minorias super poderosas seriam oprimidas e discriminadas, ou que seres sobre humanos se disporiam a uma vida dupla onde alternam uma existência divina de feitos heróicos, com uma vida mundana, não raro patética, sem qualquer bônus de seu alter ego e ainda tendo que aguentar esporro do chefe ao chegar atrasado num emprego assalariado após ter salvado centenas de vidas.

A série, recomendada para maiores de 18 anos devido a violência explícita e muitas cenas quase explícitas de sexo, é baseada em quadrinhos, mas eu não os li e nem pretendo fazê-lo, visto que por tudo o que me informei, não me interessou e portanto focarei exclusivamente em sua versão Live Action, disponível no Amazon Prime em por enquanto 8 episódios, ou se você for mais prático, Popcorn Time.

Nela temos uma ambientação onde se fala em mais de 200 super humanos nos EUA (nada sugere que, inicialmente, existam em outros países), mas uma elite se destaca por ser patrocinada pela mega corporação Vought, que com marketing pesado transforma seus heróis em autênticos pop stars sempre celebrados na TV e nas redes sociais, alternando a vida de feitos heróicos com franquias de filmes, brinquedos, jogos e etc.

Essa elite são Os Sete, a maioria evidentes paródias de super heróis mais famosos da DC ou Marvel. Eis uma tabela de referência:
HOMELANDER - Superhomem;
A-TRAIN - Um tipo de Flash *
BLACK NOIR - Um tipo de "Ninja" *
QUEEN MAEVE - Mulher Maravilha;
TRANSLUCENT - Homem Invisível quase Indestrutível *
THE DEEP - Aquaman;
STARLIGHT - Um tipo de Cristal, da Marvel *

* A-Train, "Trem-Bala" na versão brasileira, não parece ter os demais recursos de super velocidade do Flash, aparentemente ele só corre muito rápido e é super resistente. Black Noir, o mais misterioso, lembra muito o Snake Eyes de G.I.Joe, e nunca mostra o rosto ou sequer fala. Translucent é aquele tipo mais antigo de homem invisível que precisa ficar nu para aproveitar plenamente seu poder, e o fato de sua pele ser impenetrável só é revelado no segundo episódio de uma forma um tanto confusa. Por fim Starlight, uma das protagonistas mais destacadas, é na verdade a super heroína novata, que entra para substituir um veterano apenas citado. Seu poderes evolvem produzir rajadas de luz, gerar campos eletromagnéticos, mas ela também apresenta super força e super resistencia.

Os demais são praticamente idênticos aos ícones que os inspiraram especialmente nas versões mais recentes. Até o "falar com peixes" do The Deep é frequentemente ridicularizado, Queen Maeve (Quem será capaz de entender essa referência?) só se distancia por não ter uma origem divina, e o Homelander, que na versão brasileira recebeu o ridículo nome de "Capitão Pátria", só não demonstra claramente a super velocidade e o sopro gelado tradicionais do Super Homem. De resto, está tudo lá, até visão de calor e visão a raio-x, e com um pequeno detalhe: para ele não existe o equivalente de uma kriptonita. Portanto, parece totalmente invencível, sem dúvida muito mais poderoso que todos os demais. Também mistura elementos de Capitão América, em especial sua capa, que é uma bandeira dos EUA.

E é exatamente sobre ele que pretendo falar. Mas primeiro, é preciso deixar claro que The Boys (não me conformo com um título tão palha) é caracterizado pelo fato destes super humanos não serem exatamente... heroicos. Starlight sim, é a moça interiorana cristã progressista que vem com a melhor das intenções, mas logo de início se depara com a depravação, pois assim que chega, The Deep, por meio de chantagem, a obriga prestar-lhe uma felação! A-Train, acidentalmente e sob efeito de drogas, mata uma civil destroçando o corpo dela. Ele até pede desculpas publicamente, mas não parece realmente se importar com o ocorrido, pelo contrário, até ri, mesmo que as escondidas. Translucent é um evidente degenerado beberrão que fica espionando mulheres no banheiro e parece mais preocupado com o fato de seus produtos estarem sendo pirateados. Queen Maeve demonstra algumas virtudes genuínas, mas acaba sendo cúmplice das tramóias de seus companheiros, quer por comodismo ou covardia. Nada é dito sobre Black Noir, e Homelander, a princípio parece o mais "virtuoso", até mesmo segundo seu pior inimigo, justo por não aparentar qualquer desses vícios mais evidentes, pelo contrário, parece o arquétipo perfeito do "queridinho da América". No entanto, logo fica claro que ele se revela o mais terrível.

Hipócrita e extremamente narcisista, Homelander tem desprezo pelos humanos normais, embora jamais o demonstre em público. Pelo contrário. Ele sempre se mostra maravilhosamente amável, sorridente, popular, sempre diz coisas bonitas e espirituosas, e sabe explorar perfeitamente os sentimentos das massas, inclusive seu patriotismo. Nunca demonstra descontrole emocional severo, embora frequentemente se aborreça com seus subordinados e pares longe das câmeras, e se não parece dado a rompantes de crueldade, se necessário pratica atrocidades sem qualquer remorso, como é mostrado logo no primeiro episódio, onde derruba um avião particular, inclusive com uma criança dentro, para eliminar um político que os chantageou por saber de algo que não deveria. (Mais adiante na série vê-se que ele tinha um motivo mais sério para fazer isso do que parecia a princípio.)

Até mesmo os demais super humanos tem medo dele, mesmo que ele quase sempre faça suas ameaças veladas e intimidações com um enorme sorriso no rosto e usando palavras aparentemente amigáveis. Em suma, ele é uma mistura de político e mega empresário "perfeito", do tipo que ganharia uma eleição para a presidente do país com margem esmagadora.

De fato, não é possível negar virtudes no personagem. Ele sempre está preocupado com coisas sérias, é o primeiro a se dedicar a procurar o companheiro desaparecido enquanto os demais não dão a mínima, e sua intuição se revela correta. Os atos reprováveis que pratica tem sempre um motivo pragmático, mesmo que frio, em especial o mais chocante de todos, o ocorrido com outro avião, nesse caso um grande avião de passageiros, que ele pretendia salvar, junto com Queen Maeve, para capitalizar o feito em favor de um projeto de lei que colocaria os super heróis nas forças militares dos EUA. No entanto, após um vacilo onde acidentalmente ele destrói o painel de controle da aeronave, conclui que tudo está perdido e friamente abandona os passageiros em desespero, se recusando até mesmo a salvar alguns, pois afinal, eles poderiam contar o ocorrido, o que arruinaria sua imagem e as pretensões da empresa. (Nesse ponto a série peca pela má conceituação física. Se Homelander é basicamente um Super homem, então poderia sim "sustentar" o avião até pousá-lo com em segurança.)

Queen Maeve também se desespera ao ver que nem mesmo uma única criança será salva, mas como regularmente faz, acaba aceitando e se calando, para depois posar ao lado dele quando, diante das câmeras, ele simula revolta e pesar pela tragédia dizendo que se tivesse sido avisado a tempo, poderia tê-la impedido, e assim, mais uma vez, vira a situação a seu favor capitalizando o resultado para alavancar o tal projeto de lei.

Mas que fique claro que ele não está sozinho nessa empreitada e sequer é o maior responsável por ela. Pelo contrário. Os dirigentes da corporação na realidade estão acima dele, e ele frequentemente se mostra frustrado por ter que seguir um roteiro pré-definido, por ter que recitar discursos feitos por outros, por ter que dar prioridade a coisas que considera menos importantes. Fica também evidente que em alguns aspectos ele ainda é um "menino" mal resolvido, com uma complicada relação com sua chefe, que parece sua mãe, que ainda o manipula e o trata como uma criança, e que parece ainda ver algumas de suas atitudes mais drásticas como traquinagens.

Ademais, também é evidente que ele teve uma infância infeliz, praticamente como um "rato de laboratório", lamentada até mesmo pelo principal cientista responsável por sua criação. Homelander inclusive tem que encenar ter nascido num lar comum, diante de câmeras, fingindo ter tido um pai, uma mãe e uma infância normal. E não gosta nada disso.

De certa forma, sua trajetória pessoal, que vai aos poucos sendo revelada na série, é a de alguém tentando tomar as rédeas da própria vida e deixar de ser um marionete nas mãos de manipuladores mais ardilosos. E consegue! Mostrando que apesar de estar conspirando com planos e manobras assustadoras, e não sendo realmente diferente dos que o criaram, prova que é sim capaz de decidir por si próprio e que, aliás, é o mais capaz.

Na sequência final, descobrimos que se por um lado Homelander fez coisas terríveis com vista a ampliar seu poder, por outro lado também não fez outras coisas terríveis das quais era suspeito, até pelo contrário, e ele demonstra ao mesmo tempo uma frieza vingativa terrível contra quem o enganou, e a paciência e aparente benevolência de mostrar a um arqui inimigo que este estava enganado em sua péssima opinião a seu respeito.

Ou seja, Homelander mostra que não é aquele monstro que por um momento parecia ser, mas apenas para mostrar que é outro tipo de monstro. E é difícil saber qual é o pior.

A série, com é comum nas produzidas nos EUA, faz um auto crítica ao próprio país. A ideia de criar deliberadamente inimigos em outros países para justificar a produção em massa de armas e uma guerra perpétua está colocada com clareza. Aliás é o que está por trás do misterioso "Compound V" que perpassa toda a temporada, cujas consequências só são plenamente reveladas ao final.

E nisso vemos a complexidade do Homelander. Por piores que sejam suas atitudes, elas obedecem a um propósito que em nada difere daqueles praticados na realidade pelo Deep State dos EUA. Com a diferença que o personagem, é um indivíduo único que sequer teve uma criação humana normal, e cujos devaneios são difíceis de serem compensados por companheiros, e que aparentemente não pode ser contido por poder algum no mundo.

Como julgar uma pessoa assim? Seria ele moralmente imputável? Que tipo de impacto a posse de poderes sobre humanos teria na psique de alguém?

Se tomarmos como parâmetro a psicologia reichiana, única que tem elementos que claramente poderiam ser aplicados a humanos superpoderosos, como os conceitos de "couraças" psicossomáticas e de orgônios (um tipo de energia vital), não seria difícil concluir que a psique de alguém com poderes como Homelander jamais poderia ser como a de uma pessoa normal. O modo como seu corpo interage com o ambiente é absolutamente crucial para a edificação de sua estrutura mental, e a invulnerabilidade teria consequência severas nessa relação.

Na realidade, considero a concepção do clássico Super Homem kriptoniano absurda caso sua super força e super resistência já estivessem manifestadas desde pequenino. Seria impossível sequer lidar com uma criança assim. Para que ele se aproximasse da condição humana, no mínimo, teria que ter vivido a infância inteira em estado de normalidade, ou quase, e só desenvolver seus poderes mais drásticos posteriormente.

Entre vários motivos, isso ocorre porque um dos elementos mais cruciais para a saúde mental humana é a Empatia, sem a qual é impossível verdadeiramente se conectar com as demais pessoas, e essa empatia jamais poderia ser desenvolvida num ser que é incapaz de sentir como os demais, especialmente a mais crucial e constitutiva das experiências humanas, a dor e o sofrimento.

Como não fica claro como foi o desenvolvimento de Homelander, a questão ainda fica em aberto, mas o pouco mostrado sugere que ele já tinha poderes notáveis mesmo desde bebê. De qualquer forma, o ponto que quero colocar é que não é possível julgar um personagem assim como se fosse uma pessoa normal. Ele está eticamente incapacitado, não tem como compreender as reais consequências de seus atos e considerando todos os pontos, é difícil negar que, como ele mesmo disse, tenha se saído bem, pois ao menos parece alguém sempre disposto a um diálogo.

A meu ver, Homelander é um personagem que, no mundo real, se tivéssemos uma oportunidade, deveria ser imediatamente destruído. Ele é perigoso demais para que se corra riscos. Mas não sendo isso possível, deve ser tratado com muitíssimo cuidado, porém boa vontade. Não pode ser considerado simplesmente "mau" tanto quanto não pode ser considerado "bom". Seria uma incógnita, uma constante mistura de esperança e ameaça contra a qual só poderíamos torcer pelo melhor, além de lidar com extrema estratégia e cuidado.

Só espero que nas próximas temporadas a série não estrague o personagem caindo num maniqueísmo infantil.

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