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2 0 2 6Em 21/03/25 avisei que o então vindouro Superman seria "UM BUNDÃO! Que vai ser humilhado e surrado, enquanto A SUPER GAROTA SERÁ A FODONA QUE VAI BATER EM TODO MUNDO!" Previsão que foi parcialmente confirmada com a estreia do primeiro filme em Julho passado, e agora completamente confirmada pela estreia do atual filme. Ainda não vi Supergirl, e só o farei quando puder vê-lo "de graça", mas não apenas os trailers sempre deixaram isso claro, como todas as fontes o estão confirmando. ![]() A questão aqui, porém, independe de vê-lo, uma vez que sabemos que é baseado numa HQ de um autor feminista e ex agente da CIA (Tom King) chamada Supergirl: Woman of Tomorrow, tendo seguido a linha básica da estória. E julgando pelas críticas, a maioria negativas*, já tenho mais do que suficiente para não apenas confirmar minha tese geral, mas expandi-la. (Para citar só algumas, no YouTube: Dalenogare, Super 8, Gustavo Cunha, Jurandir Gouveia, Heróis e Mais, Linhagem Geek, PH Santos, Batcaverna... Não encontrei um único canal grande com elogios. Isabela Boscov deve estar desesperada tentando achar um jeito de elogiar o filme sem cair no ridículo. Detalhe, a grande maioria deles gostou de Superman (2025), ou pelo menos o considerou razoável.) O projeto encabeçado por James Gunn é mais do mesmo vindo da mentalidade da ala feminista Hollywoodiana, apenas procura ir nos símbolos mais fundamentais e poderosos do super-heróis, e subvertê-los numa tentativa definitiva de sacramentar os, já velhos, novos modelos "masculino" e "feminino". O modelo masculino precisa ser fracassado, corrompido, ou no mínimo incompleto. Não se pode permitir que nele residam todas, ou sequer a maioria, das grandes virtudes. Esse é o ponto mais inegociável do Feminismo, a nível simbólico, na Cultura Pop: é preciso "descontruir", leia-se: Destruir, os símbolos masculinos. E a masculinidade em si, à qual sempre se associa a palavra 'tóxica'. Isso foi feito no Superman 2025, onde vemos um herói no qual todas as virtudes foram drasticamente diminuídas, sendo imaturo, impulsivo, tolo, incompetente e até mesmo eticamente vacilante. O filme atual apenas frisa mais isso, pela repetição exaustiva da frase "Ele vê o bem nas pessoas, eu (Supergirl) vejo a verdade." Não é possível interpretar essa frase de um modo que comporte a inteligência intacta, muito menos a sabedoria. Já escrevi, e falei, enormemente sobre esse tema em materiais anteriores. Mas aqui isso é evidenciado a um outro nível. A cena inicial do cachorrinho mijando na foto do Super-Homem é apenas uma síntese do desrespeito e humilhação com o qual o personagem é tratado por James Gunn em seu objetivo de depravar o símbolo. Por exemplo, na cena, já disponível na internet, onde Kal-El encontra Kara Zor-El pela primeira vez, e ele insiste em falar com ela em inglês mesmo sabendo que ela não fala o idioma. E com o que vimos no primeiro filme, fica evidente que ela não demora a aprender o inglês, mas ele nunca aprende Kryptoniano. Mesmo vivendo na Fortaleza da Solidão entre robôs e computadores fluentes em linguagem kryptoniana que poderiam certamente ensiná-lo. Mas nas versões anteriores do Super-Homem ele sempre foi poliglota, falando não apenas Kryptoniano, mas vários idiomas terrestres graças a uma aptidão natural para aprendizado de línguas. Agora, como vemos, embora já no final de Superman Kara seja fluente em inglês, Kal-El, ao final de Supergirl, que se passa mais de um ano depois, continua um monoglota incapaz de entender a língua de sua cultura original! Mas não basta isso, é preciso também consolidar a corrupção do símbolo da Feminilidade. Isso também já vem sendo feito há anos embora de modo muito mais sutil, e é aqui que o tratamento dado a Kara Zor-El diz a que veio. Como se pode ver, desde o começo, ela é um beberrona depressiva e fodona que "não leva desaforo pra casa", desaforos que o Superman de Gunn engole vários por hora. Mas enquanto a Mulher Maravilha, a exemplo do filme de 2017, apresenta virtudes de carinho e afetividade genuínas ao lado de coragem e capacidade de luta, a nova Supergirl restringe suas demonstrações de afetividade a um pet, e sua virtude é ser uma lutadora "fodona" capaz de trucidar inimigos MESMO SEM super-poderes. Ter como "exemplo" para a meninas uma alcóolatra mãe de pet, cujas grandes virtudes são justamente as impossíveis, não é algo acidental, é exatamente o modelo que se visa imprimir na mentalidade das novas gerações, o máximo possível afastado de sua natureza, e sobretudo de seus papéis reprodutivos, sendo a anti-reprodução o núcleo essencial de sua fixação ideológica, não apenas no sentido literal, mas em qualquer aproximação e referência indireta. O homens precisam ser tornados desinteressantes para as mulheres, sendo desempoderados, ridicularizados e efeminados. As mulheres precisam ser tornadas desinteressantes e/ou inacessíveis aos homens, sendo o último caso mais comum, pois colocar atrizes não atraentes para desempenhar papéis centrais ainda á um obstáculo a ser superado pelo Feminismo. Embora muitos digam isso de Milly Alcock. Sem surpresa, o novo filme parece fadado a um fracasso ainda pior que o do ano passado, que não superou nenhuma das bilheterias do Snyderverse. Mas se engana quem pensa que isso seja obstáculo intransponível para o projeto de James Gunn, que pode perfeitamente prescindir de lucro desde que mantenha alguma base mínima fiel ao seu viés de desconstrução simbólica. Porém, a julgar pela recepção inicial, parece que até mesmo essa base está ameaçada. Até o Rotten Tomatoes, com seu esquema de venda de avaliações, parece não estar colaborando. Pelo jeito o projeto de James Gunn gastou dinheiro demais no Shadow Marketing de Superman, pagando uma rede de influenciadores para se derreter de amores hiperbólicos ao seu filme ao mesmo tempo que financiou uma horda de conteúdos que, de uma hora para a outra, viralizaram a acusação de que o Super-Homem de Herny Cavill era a pior versão do personagem e moveram uma campanha brutal de ataque ao Snyderverse e a seus fãs. A medida que o hype farsesco passou, a realidade foi se impondo, e daqui pra frente, vai ficar cada vez mais evidente o quão grotesco é o Superman de James Gunn e toda a sordidez de seu projeto. Para aqueles que adoram coincidências fabulosas e improbabilíssimas
Soando inédito, embora eu sempre tenha defendido a manutenção do Universo DC nos cinemas sob a liderança de Zack Snyder, invés desse reboot grotesco de James Gunn, admito que existe sim um, E SOMENTE UM, bom motivo para tirar Henry Cavill do papel de Super-Homem, que é o fato de que o ator JÁ TRANSCENDEU o personagem! E nesse caso, isso parece não ser desejável. Embora a maioria ainda sequer tenha assimilado David Corenswet e muitos ainda se lembrem de Christopher Reeve, basta ver os memes e animações de IA sobre o personagem para perceber que Henry Cavill ainda é a referência dominante, o que não muda o fato de que o ator já é identificado com outros personagens como Geralt de Rivia ou Sherlock Holmes (graças à Netflix), sem contar participações inesquecíveis como o vilão de Missão Impossível 6, o Napoleon Solo de The Man from UNCLE (2015) e até o curtíssimo cameo "The Cavillrine" in Deadpool & Wolverine. Veja só, ele foi chamado de Cavillrine! Não de algo do tipo "Supermanrine!" Isso jamais aconteceu com os outros atores que interpretaram o personagem, que ficaram irreversivelmente marcados por ele. Christopher Reeve mal é lembrado sequer pelo romântico viajante do Tempo de Somewhere in Time (1980), e praticamente ninguém é capaz de citar um único outro papel dele apesar de ter tido uma longa carreira interpretativa após o Homem de Aço. Tom Welling, Dean Cain ou George Reeves nem se fala, e Brandon Routh, embora até tenha assumido o papel de outro super-herói no universo DC da WBTV, o Homem Átomo, terminou voltando ao Superman na Crise das Infinitas Terras! ![]() Henry Cavill, por outro lado, não só já é visto como mais que "o ator que interpretou Man of Steel", como desenvolveu uma vida e personalidade fora do personagem, virando um ídolo cultuado por si só. E isso talvez seja mesmo indesejável para quem deva interpretar um dos mais poderosos arquétipos da contemporaneidade, para o qual ficar marcado em definitivo pelo personagem parece ser uma exigência. David Corenswet, por fim, embora tenha sim o físico e jeito perfeitos para o papel, infelizmente é vitima de um projeto grotesco de destruição total do personagem que já é um fracasso em termos de público, embora uma pseudo crítica desavergonhada ainda esteja na folha de pagamento dos perpetradores desse crime simbólico se vendo obrigados a rasgar elogios hiperbólicos para cenas de humilhação e depravação semiótica do arquétipo do Super-Homem. Esse projeto não prosperará. O símbolo é mais poderoso que isso, e o ator transcenderá também o personagem, ou cairá no ostracismo, porque ficar marcado por ele, de forma honrada, como ficaram os demais, parece bem improvável. Um conteúdo que eu gostaria de massificar, apresentar nas escolas, expor em horário nobre, ainda que, o que mostre, seja a mais pura obviedade para qualquer não vítima de "lavagem cerebral". Se dentre um grupo de 100 pessoas, uma única é responsável por mais de metade das agressões, sendo que o segundo lugar mal chega a 10% e junto com todos os demais não dão o montante de agressões desse primeiro, que ainda por cima ataca pessoas de todos os segmentos, até mesmo os que se submetem a seus abusos... Não concordar que este elemento é o mais perigoso do grupo só pode ser insanidade! Ainda por cima quando a maioria dos outros que também tem históricos de agressões são "aliados" (capachos) desse agressor maior! Mas troque essa analogia pela realidade das relações internacionais e... DISTORTIO PERCEPTIONIS! Pronto! Um monte de gente perde a capacidade de ver o óbvio! Eu próprio já havia compilado várias pesquisas de décadas atrás demonstrando a mesma obviedade, que podem ser acessadas em Mundo Reconhece EUA como Maior Ameaça à Paz Mundial E lá já se podia ver que essa insanidade que nega o óbvio é constituída em sua maioria pelos outros agressores que hoje são vassalos do agressor mor! Em 3/3/24 publiquei um post não sobre o filme, mas sobre o trailer de SPACEMAN (O Astronauta), com Adam Sandler, disponível na Netflix. Abordei más concepções típicas na Ficção Científica que eram a única forma de explicar um aparente suspense que o trailer pretendia fazer, bem como fragilidades dos trailers em si. Pois era óbvio que, considerando o que já se sabia sobre o filme, e o próprio espírito que o trailer pretendia passar, que a tal aranha gigante dentro da espaçonave não poderia ser real. Infelizmente, pouco depois, me esqueci totalmente do assunto, de modo que só recentemente fui de fato ver o filme, e sem surpresa, eu estava certo, por tudo o que já expliquei lá mesmo naquele post. A única dúvida que resta é se a aranha é uma pura alucinação intrínseca do astronauta, sofrendo de extrema solidão devido ao isolamento, ou se foi deflagrada pela tal Nuvem de Chopra, o fenômeno misterioso que o astronauta, da República Tcheca, foi estudar. Mesmo assim, ela apenas extrairia da mente de Jakub, o astronauta, os elementos necessários para criar a ilusão. É estranho que alguém tenha alguma dúvida de que Hanus (o nome que Jakub deu à aranha) é uma ilusão, pois o filme deixa isso claríssimo logo no sonho onde uma aranha sai de dentro dele, e depois pelo fato de Hanus, apesar de inventar uma estória sobre sua origem alienígena, ter acesso as memórias íntimas de Jakub e só se interessar pelos seus sentimentos, em especial em relação a Lenka, sua esposa. Pois o filme é na realidade um drama sobre decisões e relacionamentos afetivos que utiliza um background de FC apenas para fazer reflexões mais exóticas sobre o problemático romance de Jakub e Lenka, bem como seus traumas de infância. Aliás, uma péssima escolha o ator juvenil que escolheram para ser o Jakub do passado, tanto pela aparência quanto pela idade. O vem a ser Chopra, e toda a viagem espacial, é irrelevante! O filme chega ao ponto de inventar uma tecnologia fantasiosa para justificar comunicação instantânea da Terra para uma distância pouco além da órbita de Júpiter, o que na realidade levaria de 35 minutos a uma hora só para ir, e mais o mesmo tempo para receber uma resposta. O que é até estranho, visto que explorar o silêncio entre o casal como forma de amplificar a crise conjugal seria até mais interessante caso a comunicação fosse demorada. Um outra fator que confirma além de qualquer dúvida que Hanus é uma projeção da mente de Jakub é o modo como ele reage a uma aranha gigante dentro de sua espaçonave. O susto inicial se deu mais por crer estar enlouquecendo, ou suspeitar de alguma "infecção" na nave. Mas depois de ver que uma criatura que até, aparentemente, come e aprecia a sua comida, sobreviver incólume a uma esterilização que aniquilaria qualquer coisa viva, Jakub assume uma postura não apenas tranquila em relação ao visitante, mas de fascínio. Ele não apenas não tem medo dela, ele quer se aproximar, quer tocá-la, apesar da aranha em si rejeitar o contato, e quando finamente consegue convencê-la, ele a abraça! Ele é basicamente um aracnófilo! A única coisa que faltou foi uma cena de seu passado no qual ele mostrasse gostar de aranhas, tal qual a pequena cena que sugere o mesmo com sua esposa. Apesar de que, olhando de perto, Hanus não é exatamente uma aranha. Sua patas terminam como pequenas mãos de dois dedos, ele possui tentáculos além dessas oito patas, possui uma boca, praticamente humana por baixo das quelíceras, tem apenas seis olhos, e muito expressivos, e ainda por cima, possui uma cabeça! (Aracnídios possuem um misto de cabeça e tronco chamado encefatórax.) Mas voltando a Jakub, Hanus nada mais é que uma projeção de seu inconsciente, e que seu desejo de se aproximar dele nada mais é que uma metáfora de reintegração psíquica. Repito, a única dúvida é saber se isso é obra da Nuvem de Chopra, e pela cena onde Hanus simplesmente atravessa o casco da nave tal qual as pequenas partículas rosada emitidas pela nuvem, sugere que sim. Infelizmente, o encerramento, praticamente brusco do filme, dificulta uma compreensão melhor do que ocorreu. Como vimos, a Nuvem Chopra em si é tão irrelevante que ninguém se importou em mencioná-la ao final. O próprio Hanus, embora insinuasse também ser um explorador espacial tal qual Jakub, não deu a mínima para a nuvem e para nenhum aspecto técnico e científico da trama, e sim apenas para elementos que fizessem Jakub se conhecer melhor. O curioso é que só fui ver esse filme depois de assistir Project Hail Mary (Devoradores de Estrelas), até por ter sido o que me vez lembrar dele. E as notórias similaridades iniciais. Um astronauta sozinho numa nada espacial, numa missão longe de casa, que de repente encontra inesperadamente um alienígena, ou suposto alienígena, com aparência de aranha com o qual desenvolve uma profunda amizade ao ponto da dependência emocional. Mas a convergência acaba aí, no mais os filmes são completamente diferentes e com desenvolvimento diversos, e até mesmo o alienígena é muito diferente. O mesmo aracnofóbico que não suportaria assistir Spaceman pode assistir sem medo a Project Hail Mary, pois o Rocky, nome dado pelo protagonista ao alienígena (de verdade), só pode ser comparado a um aranha por vaga analogia, sendo na verdade, literalmente, uma rocha com cinco pernas e sem quaisquer olhos ou pêlos. Embora eu recomende a aracnofóbicos assistir sim Spaceman, aliás, muitas pessoas assumidamente aracnofóbicas relataram experiências positivas sobre o filme. Pois a introdução da aranha é gradual, não é das piores em termos de aparência, os elementos que a humaniza conseguem a façanha de torná-la realmente simpática, quase bela! Principalmente a dublagem de Paul Dano, que lhe confere a Hanus uma voz tão sublime, envolvente a apaziguadora, que combinada à doçura do personagem, torna difícil não se sensibilizar. O mesmo digo para Hail Mary, que aliás, é um filme muito superior em todos os aspectos. Por fim, agora, tal qual fiz com Project Hail Mary, também pretendo agora ler o livro Spaceman. ![]() Abril de 2026 |
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