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31 de Julho - 16:37

Coronavírus em Países socialistas HOJE

CHINA (1.439.323.776 de habitantes)
84.060 casos, 4.634 mortes, 3 mortes/milhão;

CUBA (11.326.068 de habitantes)
2.608 casos, 87 mortes, 8 mortes/milhão;

VIETNAM (97.403.956 habitantes)
546 Casos, 1 morte, 0.01 mortes/milhão;

LAOS (7.283.153 habitantes)
20 Casos, 0 mortes, 0 mortes/milhão;

CORÉIA DO NORTE (25.368.620 habitantes)
1 Caso, 0 mortes, 0 mortes/milhão.

Todos os dados são do irrepreensível Worldometers com exceção dos da Coréia do Norte, que não constam lá, o que é bem curioso, considerando que todos os demais são obtidos por dados oficiais dos próprios países, e os dados oficiais da RPDC são esses, confirmados por órgãos independentes aliados do regime, e não contestados nem mesmo por órgãos exclusivamente dedicados a difamar o regime. (Órgãos especializados em saúde gostam de "colocar em dúvida" as informações. Mas nenhum efetivamente contesta ou apresenta alguma estimativa própria.)

É curioso esse sistemático levantar de "dúvidas" apesar de ser um país cuja única fronteira de acesso passa obrigatoriamente por Pequim (que é longe de Wuhan), e ter sido quase a primeira do mundo a ser fechada, apesar de ninguém contestar os dos demais países.

31 de Julho - 07:56

E pegou leve. O processo de dissolução da URSS promoveu um retrocesso brutal em todos os aspectos na sociedade russa, levando a uma década inteira de perda quase total para a toda população exceto, claro, uma panelinha de bilionários e milionários que surgiu graças a privataria massiva que chegou ao ponto de entregar mineradoras monumentais para criminosos que só precisaram pagar uma xerox.

Somente Putin começou a reverter parte desse processo, restaurando algumas empresas estatais, colocando alguns patifes que roubaram bilhões na cadeia e reorganizando a economia em moldes mais próximos ao soviético.

Lucas Rubio
31 de Julho

Você está vendo isso na foto?

Isso é um colossal complexo científico desenvolvido inteiramente pela mentalidade socialista da União Soviética. Essa é a Estação Espacial MIR ("paz", em russo), a primeira estação espacial modular da História. Foi montada aos poucos por pequenos módulos que no fim deram vida a um gigantesco complexo de estudo científico no espaço que recebia visitantes da Terra regularmente. Essa estação revolucionou o nosso modo de estudar o Cosmos e orbitar a Terra. Várias descobertas importantes para a Humanidade foram feitas através de estudos nesse lugar.

Após a queda da União Soviética, o governo capitalista russo descontinuou o projeto, cortando totalmente a verba reservada para os fins científicos espaciais e a MIR foi jogada na órbita da Terra, queimando no céu e se despedaçando em inúmeros pedaços.

Ao mesmo tempo, os empresários e ricos da Rússia capitalista lucravam bilhões de dólares com a exploração dos recursos naturais do país.

Afinal, qual é mesmo o sistema do atraso?


30 de Julho

CANCELANDO O CANCELAMENTO

Estudando um pouco sobre o histórico de alegações de possessões demoníacas, salta aos olhos que ser um seguidor fiel da religião é pré-requisito para que a vítima tenho seu corpo supostamente invadido por uma entidade maligna seguindo os critérios desta mesma religião. Satanás só possui os "evangélicos", espíritos obsessores só atacam espíritas, demônios de nomes mais sofisticados de tradições eruditas só possuem católicos, ou possuíam, visto que a Igreja Católica tornou rigorosíssimo o reconhecimento de possessões, que ainda assim são tratadas em sigilo, diferente dos espetaculosos shows televisionados das igrejas neoprotestantes.

Por alegoria, posso dizer o mesmo do bizarro fenômeno do "cancelamento" que vem se alastrando na internet como toda má e velha bobagem incorretamente política. Para ser "cancelado" por uma ideologia, é preciso, antes, estar submetido a ela, direta ou indiretamente (sob influência de quem a ela subscreve) ou, no mínimo, pretenda fazê-lo.

O movimento negro não tem como "cancelar" Sérgio Camargo, feministas não tem como cancelar Ana Campagnolo nem o movimento GLT²BQI+X³0/logF pode cancelar Bolsonaro. Por isso, cristãos podem até "cancelar" cantores gospel, mas não bandas de Death Metal, nem vice versa. E isto vem de longe. Certa vez, muito antes da era da internet, o cantor Lulu Santos caiu na besteira de criticar a então vigente onda de música "sertaneja", sem se dar conta de que compartilhava boa parte de seu público com ela, e teve prejuízo com isso. Se fosse o João Gordo, não teria problema alguma.

Relembro o lastimável caso do renomado cientista Matt Taylor, que em 2014, por estar vestido com uma camisa com super heroínas sensuais, foi duramente atacado por feministas, e mesmo não sendo exatamente um, ao compartilhar de parte de suas visões, viveu um inferno astral ao ponto de chorar em vídeo pedindo desculpas pelo seu "terrível" erro, sem que com isso aliviasse sequer um milímetro do ódio que destilavam contra ele.

Uma vez vítima do bullying ideológico, tentar se desculpar para conquistar ou recuperar simpatia dos que o atacam é praticamente suicídio. Isso legitima o ataque, dá razão aos linchadores e eles se excitam ainda mais tal qual hienas ficam mais agressivas perante demonstração de fraqueza da vítima.

Mas se, quer tenha sido um anterior aliado da ideologia ou não, após o ataque você reagir com clara agressividade... e veja bem, não estou falando de querer demonstrar que está certo dentro dos termos da visão de mundo dos atacantes, estou falando de efetivamente demonstrar desprezo por eles com um explícito "Danem-se seus babacas! Não me venham com essas canalhices imbecis!"... pronto! Todo o poder que eles poderiam ter sobre você vira pó.

E se há o risco de alguma questão prática, como ser demitido de uma empresa, é justo porque esta professa, ou é vulnerável a essa mesma estupidez (submissão indireta), e o poder das hordas de promover assédio moral, bem como de consumidores de boicotarem o produto de determinadas pessoas ou empresas, só é possível se tais empresas ou pessoas forem adeptas ou submissas ao viés ideológico em questão.

Se você tem um pé bem fincado na realidade, saberá não se colocar em situações onde seja obrigado a fingir que acredita em coisas que repudia, se expondo ao risco de submissão ideológica por ingenuidade ou estupidez. Nisso os liberais se destacam, com seus delírios de superioridade da iniciativa privada e do sucesso econômico por "mérito próprio", onde se pode ser sumariamente demitido porque uma horda de canalhas idiotas achou que um mexicano estalar os dedos seja símbolo de supremacia racial, ou ter a reputação de seu serviço ou produto devastada por cancelamento em massa de milícias virtuais que não diferenciam a realidade de seus delírios. Que dizer então de quem faz coisas verdadeiramente grotescas, como bolsonaristas que desrespeitam profissionais de saúde enquanto trabalham como terceirizados em órgãos públicos?

Quer cancelar previamente qualquer tentativa de cancelamento? Faz que nem a J.K.Rowling em enfia meio bilhão no bolso antes de bater de frente com a militância, ou deixe de ser um panaca que acredita em santidade do mercado, porque este te dá um belo chute do traseiro com seu pé invisível por ser o primeiro a simpatizar com estupidez de massa.

Ou, melhor ainda, não se apoie sobre uma base instável que está umbilicalmente ligada a militâncias pujantes que você rejeita. Só que pra isso, o mínimo de senso de realidade é pré-requisito. Quem não sabe sequer que o liberalismo econômico e o cultural são dois braços do mesmo monstro, e quem não consegue sequer ver a obviedade de que liberalismo e globalismo são indissociáveis, não tem a menos possibilidade de entender coisa algum e tem mais é que ser cancelado mesmo.

26 de Julho

Por melhores que sejam muitas séries e filmes que venho analisando, a maioria, se não todos, são facilmente comparáveis a outros. Pra citar os últimos, Dark é brilhante, mas pode ser resumido como uma série sobre viagens no tempo, Warrior Nun pode sim ser vagamente comparado a um Buffy - The Vampire Slayer com pegada mais religiosa, e até o bastante original Into The Night tem elementos facilmente identificáveis como o gênero apocalíptico, de sobrevivência ou mesmo comparável a filmes que abordam aviação civil.

Mas nada assim consigo fazer ao falar sobre a THE OA. Que tipo de série é The OA? A que "gênero" pertence. Complete a frase "The OA é uma série mais ou menos no estilo ______."

Eu não faço ideia! Talvez até sirva para no futuro como referência a outras séries ou filmes, que seriam, mais ou menos "tipo The OA." Afora o fato de misturar Ficção Científica, Ficção Espiritual, Ficção Fantástica, Drama, Suspense etc, The OA me parece algo inclassificável, conseguindo a façanha de ser algo perfeitamente inteligível mas que ainda assim flerta com algumas elementos oníricos e indescritíveis. Ou seja, se aborda frequentemente aquilo que muitos descreverão como "viagens alucinadas", não é, de forma alguma, uma série que nos deixa no escuro sem saber como interpretá-la, nada tendo de David Lynch, pelo contrário, mas ainda assim, é de um simbolismo frequentemente desnorteante.

É difícil até mesmo resumi-la, ou fazer uma sinopse adequada. Mas tentemos.

A série é focada numa personagem chamada Nina Azarova, também conhecida como Prairie Johnson ou, The OA, que embora pouco seja explicitado, seria "The Original Angel". Filha de um milionário russo viúvo, Nina sempre teve estranhos sonhos e visões, e na infância seu ônibus escolar sofre um "acidente", caindo num rio gelado, no qual ela sobrevive, mas fica cega.

Sabendo que estavam em perigo devido a conflitos com outros oligarcas mafiosos, o pai de Nina a envia para os EUA, onde fica sendo criada em segredo com outro nome, mantendo vago contato, até que ele supostamente é morto, ao passo que a cega, mas artisticamente talentosa Nina, é adotada por um casal americano passando a se identificar como Prairie Johnson.

Sua vida com a família adotiva é tranquila, apesar dela continuar tendo ocasionais sonhos estranhos, até que, acreditando que seu pai estava vivo, se aventura sozinha, e sem avisar, a ir encontrá-lo em Nova York. Não acontece, de fato ele está morto, mas ao tocar violino numa estação de metro ela é achada pelo Dr. Hunter Percy, que "sente" ser ela uma pessoa muito especial, com o qual ela desenvolve uma afinidade instantânea e intensa.

Mas Percy é uma espécie de... "cientista louco", que termina por aprisionar Prairie junto com outras "cobaias" que tem em comum o fato de terem vivenciado experiências de quase morte, com os quais Hunter Percy faz outras experiências no sentido de tentar vislumbrar "o outro lado", acreditando ter o potencial de uma descoberta revolucionária que mudaria o destino da humanidade. Este personagem, por sinal, é um espetáculo à parte. Interpretado pelo ótimo Jason Isaacs, apesar de fazer o papel de um antagonista, apresenta características únicas. Apesar de manter suas vítimas como prisioneiras, possui um profundo afeto por elas, ao ponto de ser ocasionalmente agredido por elas, quase ao ponto da letalidade, mas não manifestar nenhum tipo de rancor e nem mesmo retaliar, continuando a tratá-las com "benevolência" na medida do possível para seus objetivos. Em certos momentos, chegamos a ter dúvidas do que realmente está acontecendo. Eu cheguei a cogitar que ele fosse uma espécie de anjo guardião aprisionando espíritos potencialmente perigosos num tipo de limbo ou purgatório.

Isso tudo, porém, é pano de fundo, pois a série já começa num estágio mais adiantado, onde Prairie é finalmente encontrada, já livre do cativeiro, e com a visão recuperada. É antológico o momento quanto seus pais adotivos a reencontram no hospital, após uma aparente tentativa de suicídio, e ao vê-los, ela pergunta quem eles são. E seu pai diz à médica que ela é sim filha deles, mas que nunca os viu, porque era cega.

Daí a dinâmica da série vai sendo construída de modo inusitado, onde Prairie, que se apresenta como OA, reúne um grupo secreto de amigos vagamente análogo aos prisioneiros com os quais conviveu por sete anos, e somente com eles vai compartilhando sua impressionante história, a medida que os treina numa série de rituais que aprendeu com os antigos cativos, que podem abrir um portal para outra dimensão, onde ela espera resgatá-los. E aí, ficamos também na dúvida se ela não é apenas uma louca criando um seita de fanáticos.

Mas eu temo que isso tudo não consiga dar, nem de longe, uma noção do que realmente é a série, que tem como característica não ter aquelas típicas reviravoltas que mudam nossa percepção sobre os personagens. Pelo contrário, praticamente todos eles são, até o fim, o que já eram desde o começo apesar de uma lenta evolução pessoal. Daí, se vê que a série não se sustenta em surpresas, mas num desenrolar progressivo, onde parte da trama vão sendo reconstruída em seus detalhes apesar de já termos uma ideia de como ela termina, enquanto a outras tramas, menos previsíveis, também vão sendo desenvolvidas.

O resultado termina surpreendendo não por romper com o que foi apresentado, mas justo por ser condizente de um modo que estava o tempo todo dado, mas que realiza de um modo diferente, embora harmônico.

São apenas duas temporadas, mas perfeitamente amarradas, e que acho que a segunda até fecha satisfatoriamente, embora haja dúvidas de que tenha sido de fato cancelada, considerando que ela entra numa meta linguagem ao final, onde fica a impressão que os produtores e autores estão se comportando como se continuassem a estória em suas vidas pessoais. É sério! Uma mistura inédita de ficção e realidade que terminou por levantar teorias conspiratórias entre os fãs que, ao mesmo tempo que se mobilizam para salvar a série, interpretam que os atores reais na verdade estão misturados ao personagens como sendo uma das dimensões paralelas que surgem na estória!

Embora eu gostaria muito de ver novas temporadas, acho que a série fica bem somente com estas duas, num total de 18 episódios. Diferente, por exemplo, de The Warrior Nun cujo cliffhanger do último episódio beira a uma espera insuportável pela próxima temporada.

Lembrando que a segunda temporada é muito diferente da primeira, expandindo temas que antes foram só vagamente sugeridos nas viagens de OA pelo outro mundo. Juro que quando surgiu um polvo inteligente promovendo um tipo de comunicação telepática, bem como uma rede de árvores conscientes, num estilo que, finalmente, poderíamos remeter a Avatar de James Cameron, fiquei menos surpreso do que esperaria.

Por fim, a estética da série é inédita, comum modo único de introduzir os episódios, e mostrar os créditos finais, por vezes com mudanças narrativas que podem fazer um desavisado pensar que mudou de programa, e ainda assim, apresentados com uma beleza frequentemente relaxante.

Se The OA tiver mesmo acabado, só lamento que talvez demore muito a ver algo tão único.

22 de Julho

Nesse cenário confuso, só há duas certezas sobre a Reforma Tributária de Bolsoguedes:

- Não irá reduzir em absolutamente nada a carga de impostos sobre a população mais pobre e trabalhadora em geral (já será sorte se ideias calhordas como tributar a cesta básica não passarem);

- Não irá aumentar em absolutamente nada a tributação sobre a pequenina elite bilionária e multimilionária, os menos de 100 mil brasileiros super ricos, 0.04% da população.

21 de Julho - 13:15

Primeiro, por eu ser um órfão de Buffy - The Vampire Slayer, uma de minha séries mais amadas, e estar entre aqueles que até hoje buscam, em vão, algum sucedâneo.

Segundo, porque o simples fato de ser ambientado fora dos EUA aumenta exponencialmente minha disposição para ver alguma coisa, principalmente se nas manjadíssimas Nova York e Los Angeles. E temos aqui uma série inteiramente ambientada na Espanha, e com muitas falas e ate diálogos em espanhol, italiano e até latim.

Terceiro, porque o tema de freiras guerreiras me interessa especialmente, estou escrevendo sobre isso.

A recente série WARRIOR NUN, da Netflix, é muito vagamente inspirada em AREALA, quadrinhos que embora eu nunca tenha lido, sobre os quais me informei bastante, e há muito esperava um filme que estava em produção.

Temos então uma produção bem exótica. É estranho que no reino feminista da Netflix tenham decidido substituir o mito de origem da personagem, uma Valquíria que se torna cristã, para um anjo que desceu dos céus para dar sua auréola para uma guerreira. Não se empolguem muito os que queiram ver uma ficção teológica católica, pois a série, além de subverter a mitologia, deixa o tempo todo em dúvida se a Igreja é realmente uma instituição heróica, e já no começo somos apresentados a padres e freiras de mais variados estirpes morais.

Mas Warrior Nun é ótima em vários aspectos, a começar pelas locações e pela fotografia, cujo uso de um filtro amarelado é um dos raros casos que melhora invés de piorar. O modo inusitado como a estória se inicia é genial, e o drama da personagem principal é incrivelmente comovente. Pela primeira vez deram um argumento decente para alguém não querer assumir plenamente os poderes que obteve.

Dos efeitos especiais, só me incomodou o demônio enorme em computação gráfica. Penso sinceramente que atores devidamente fantasiados e maquiados, como em Buffy, ficaram melhor, embora eu deva admitir que mais adiante na série a arte se sobressai numa sequência onde o Tarasca aparece num cenário medieval em pleno sol, resultando num raríssimo caso onde a CGI ficou melhor do que quando num ambiente fechado e escuro.

Das lutas, pouco posso reclamar para quem já se acostumou com o padrão, embora eu já esteja pouco empolgado para qualquer sequência de ação onde mesmo um homem forte e ágil consiga derrotar vários de uma só vez com facilidade, quando mais uma menininha com corpinho de Barbie que sequer tem superpoderes. (A princípio, só uma das freiras os tem.) Mas, como dito, ser deveras exigente com isso seria se tornar anátema nesses tempos mestres em fingir que diferenças físicas não importam.

Compensa várias ideias originais na série, como o metal Divinium, a própria ideia da auréola do anjo, uma série de reviravoltas, talvez excessivas, e a questão entre ciência e fé, servindo de ponto para um tema secundário interessantíssimo.

Mas o ponto alto, definitivamente, é o elenco, que é excelente! Os atores se encaixam muito bem nos papéis, as freiras estão bastante convincentes, algumas delas inclusive no quesito lutadoras, e acima de tudo, a atriz principal, a portuguesa Alba Batista, É UM SHOW!

Sério! Ela é tão carismática e envolvente que conseguiria segurar a série sozinha. Não sei se é uma adequação perfeita à personagem, mas fiquei com a impressão de ser a melhor atriz que já vi no Netflix! A moça é um arraso! Já vale a série.

A lacração, como não poderia deixar de ser, está lá, ainda que mais moderada que a média. As vezes com sutis insinuações de lesbianismo entre as freiras, as vezes com mentiras deslavadas de que lésbicas foram enviadas para campos de concentração nazistas e ainda por cima com números tatuados no pulso! (Apenas homens gays foram efetivamente criminalizados e aprisionados, recebiam uniformes com triângulos rosa como identificação, e somente judeus aprisionados em Auschwitz e adjacências foram tatuados com números!)

Apesar disso, fica longe de estragar um brilho dominante na série, que empolga e é digna de maratona. Destaque para algo, que eu saiba, sem paralelo na história da Ficção Científica / Fantasia audiovisual. O super poder da heroína de intangibilidade, também conhecido como phasing, que a permite atravesar paredes como um fantasma, é explorado de um modo inédito em sequências dramáticas!

Não irei me alongar mais para não dar spoilers, pois recomendo e espero animado a próxima temporada, e advirto que o episódio final é um cliffhanger daqueles que semeiam dúvidas se não é melhor esperar a estréia da segunda. E apesar de muita ação, o ponto alto desse último episódio é um inusitado diálogo numa "caverna".

Só irei acrescentar, para os que possam vir a se interessar, que essas freiras da tal Ordem da Espada Cruciforme, e a própria Areala, estão longe de ser realmente minha inspiração para a Ordem de Mikhael que retrato em As 4 Damas do Apocalipse. Primeiro, porque justifico na minha obra uma ordem de freiras guerreiras plenamente humana pelo fato de que enfrentam súcubos, contra os quais homens não conseguem lutar, ao passo que em Warrior Nun fica sempre aquela implausibilidade e falta de justificação de porque raios decidiram criar uma milícia feminina para enfrentar homens e demônios se somente uma delas tem super poderes.

Mas, como eu disse antes, mocinhas com corpinhos delicados devastando hordas de brutamontes se tornaram um mito midiático tão arraigado quanto abrir fechaduras à tiros, carros que explodem como bombas por qualquer batidinha, ou espadas mágicas.

A da Warrior Nun, por sinal, já parece uma light saber.

21 de Julho - 07:18

É natural que o gado bolsonarista, invés de Isolamento Social, prefira Imunidade de Rebanho.

20 de Julho

E chegou o dia de mais uma previsão acertada. Em 19 de Abril, comecei a fazer essa lista de mortes proporcionais por coronavírus, baseada nos dados do Worldmeters, onde tomei a liberdade de excluir países com menos de 1 milhão de habitantes. Relembrando o ritmo de subida do Brasil no raking, saímos do 34° lugar para o 20° em 10/05, 13° (02/06). E em 23 de Maio eu deixara claro ter dúvidas de que chegaríamos onde estamos hoje, mas garanti NO MÍNIMO que ficaríamos em 11°.

Pois bem, segue a lista hoje!

01.Bélgica - 845
02.Reino Unido - 667
03.Espanha - 608
04.Itália - 580
05.Suécia - 558
06.França - 462
07.Chile - 451
08.EUA - 434
09.Peru - 406
10.BRASIL - 377

Já tem alguns dias, mas esperei para ver a estabilidade dos índices, e garanto que é improbabilíssimo que desçamos dessa posição, mas bem menos improvável que subamos. Duvido que possamos superar os europeus, mas temos chance de liderarmos nas américas.

Lembrando que em número total de mortos só perdemos para os EUA, e é perfeitamente possível que os superemos, visto que nossa distância de mortes vem diminuindo. Neste mês, nossa média de mortes está maior que a deles. Improvisei um gráfico comparativo que mostra nossa evolução do número de mortes. Ainda que de forma bem discreta, foi-se o tempo em que o montante da diferença só aumentava.

Links para as edições anteriores e para um vídeo onde explico por que estamos não sob uma política eugênica, mas SIM, sob uma política genocida! E a possibilidade do Brasil vir a ser formalmente acusado disso por órgãos internacionais é probabilíssima!

21 de Junho, 02 de Junho, 23 de Maio, 10 de Maio e 19 de Abril.

19 de Julho

E enfim, o ciclo se fechou, ou melhor, foi destruído, com a terceira e planejadamente última temporada da série alemã DARK, sobre a qual já falei, e elogiei em 10/08/19.

Mantenho tudo o que disse com relação à coerência do tema principal, as viagens no tempo com causalidade fechadas, paradoxos de causa e efeito e toda uma intrincada teia determinística de eventos. Nesse sentido, a série foi perfeita, mantendo a coerência nos eventos até rastreá-los a uma origem, que era, obvidamente, uma primeira viagem para o passado que criou universos paralelos. Assim, tudo aquilo que vimos desde os primeiros instantes da primeira temporada já ocorre num universo paralelo como resultado de uma viagem ao passado original, que havia criado dois universos, resultando em três. Ou seja, a Triqueta, que todos pensavam ser apenas a correlação triangular entre 1953, 1986 e 2019, na verdade era a correlação entre os três universos, explicando porque haviam sido adicionados eventos nos anos 1920 e 2052, e posteriormente, 1888.

A própria solução para libertar os personagens daquilo que para muitos era um autêntico e perpétuo inferno de loops causais fechados, foi perfeita, embora eu creio que deveria ter sido sugerida, no mínimo, desde o primeiro episódio da 3a temporada, e não deixada para ser totalmente tratada justo no último, depois de vagamente sugerido no penúltimo. Ademais, ficou uma dúvida que vou explicar ao final.

Isso gerou em Dark um efeito similar ao do ritmo narrativo das novelas, especialmente globistas, ao menos no tempo que eu as assistia ocasionalmente. Costumava eu dizer que tais novelas contavam 1/3 de sua estória na primeira semana, esticavam outro 1/3 ao longo de 8 meses, e o 1/3 final tudo no último capítulo. Claro, Dark não foi assim, mas a narrativa acelerou brutalmente no episódio final.

Do ponto de vista dramático também fiquei predominantemente satisfeito, embora tenha sentido falta de mais desenvolvimento de alguns personagens, mas não posso concordar com críticas tais como a dirigida ao arco de Alexander Tiedeman / Alexander Kohler / Boris Niewald. De fato, ele foi amplamente explorado na segunda temporada e o assunto morreu na terceira, mas apenas porque a sua função foi cumprida. Não fosse a investigação do Inspetor Clausen, os barris da usina não teriam sido abertos e apocalipse não teria acontecido.

Das coisas que deixaram em aberto, o que realmente me incomodou foi a estranha máquina que Noah usava e que matou Mads, Erik, mas não Helge. Não houve qualquer explicação sobre o sentido daquele experimento cujos resultados são absolutamente cruciais para todos os acontecimentos da série.

Apesar disso, eu fiquei satisfeito com a maior parte do desenvolvimento, e em especial com a justificativa do nome Dark, que só fica evidente quando sabemos qual o real objetivo de Adam, além da referência à matéria escura. Mas resta alguns problemas adicionais.

Ora, de certo que a única forma de acabar com todo aquele eterno retorno seria eliminar a origem dos universos paralelos, que sabemos, foram criados na primeira tentativa de Tannhaus em alterar o passado. No entanto, ao voltarem para evitar essa tentativa, os protagonistas na realidade fizeram outra alteração na realidade!

O correto seria que tivessem apenas impedido Tannhaus de construí-la, abortando então os paradoxos e loops perpétuos que a divisão da realidade criou. Mas eles fizeram outra coisa, voltaram no tempo e eliminaram o motivo pelo qual Tannhaus construiu a máquina. Ou seja, trocaram uma origem por outra!

Se a ideia é deixar um gancho para uma nova séria, tudo bem, se não, foi uma falha de argumento. Qualquer viagem para alterar o passado, pela própria essência lógica da série, daria origem a novos universos paralelos! É até questionável que Jonas, Martha e os demais personagens desaparecessem, visto que seriam a causa daquela nova alteração. Assim, o novo split da realidade teria que ser desfeito impedindo que essa nova alteração fosse, feita, restaurando toda a realidade dos universos que foram mostrados na série, para enfim eliminar a origem verdadeira.


As 4 famílias entrelaçadas de Dark, nos quadros: Kahnwald (acima esquerda), Doppler (acima direita), Tiedemann (baixo esquerda) e Nielsen. As demais fotos são dos mesmos personagens em idades e épocas diferentes ou de outros personagens de famílias não centrais.

Por fim, o modo como os personagens passaram a inexistência foi poético, bonito de ser ver, bem como as sequência final onde vemos alguns dos personagens de Winden se reunindo como amigos. Até mesmo a estranha sensação que Hannah apresenta caiu bem. Mas... aquela musiquinha final para os créditos foi um insulto!

A série sempre teve ótima trilha sonora sombria que se desenrolava ao final de cada episódio, e pela primeira vez quiseram colocar uma música mais alegra. Só que aquilo destoou totalmente da estética dominante que, mesmo após a solução final, é trágica!

Tenho certeza que foi essa música que deixou muita gente achando o final esteticamente destoante, visto que a maioria não faz ideia do quanto a trilha sonora correta constrói o clima dramático de uma produção audiovisual.

Sim, Dark deixou algumas questões pendentes, alguns ponto não forte perfeitamente fechados, e certa questões narrativas e dramáticas deixaram a desejar. Mas no geral ainda achei o resultado satisfatório e consagrada como a melhor abordagem de viagens no tempo para o passado já criada para a TV. Sem contar o bônus de ter sido a série que mais resistiu às imposições ideológicas da Netflix, e tal qual DareDevil, reduzindo a "lacração" a um mínimo perfeitamente consistente que em momento algum prejudicou a ótima estória com bandeiras políticas. (Alguém acreditaria na existência de uma série da Netflix inteiramente passada na Alemanha em vários momentos do século XX sem sequer uma única menção ao Nazismo?)

Dark merece ser revista, desde que com muita atenção, visto as complexidades que eu já comentei em meu texto anterior. (Não adianta assistir mexendo no celular!) Trata-se de produção de complexidade e trabalho exemplares, que deve ser apreciada com toda atenção que merece.

Heil Dark!

16 de Julho

"O poder, entendido corretamente, é apenas um meio para um fim, o fim da ação, mas a busca pelo poder, devido à sua incapacidade essencial de se apossar de seu objeto, exclui todas as considerações de um fim e, finalmente, através de uma reversão inevitável, toma o lugar de todos os fins. É essa inversão da relação entre meios e fins, é essa loucura fundamental que explica tudo o que é sem sentido e sangrento ao longo da história. A história humana é simplesmente a história da servidão, que faz dos homens, tanto os opressores e oprimidos, brinquedos dos instrumentos de dominação que eles mesmos fabricaram e, assim, reduzem a humanidade a ser o objeto de bens inanimados." Simone Weil, Oppression and Liberty (Amherst: The University of Massachusetts Press, 1958), 69.

15 de Julho - 22:52

Os ministros do STF mais hostis à Bolsonaro, e ao bolsonarismo, são Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. O primeiro foi indicado por FHC, e o segundo por Michel Temer.

Por outro lado, o ministro mais amigável é Dias Toffolli, que por sua vez, foi indicado por Lula.

Também, o ministro que mais ferrou com o PT foi Joaquim Barbosa, também indicado por Lula.

Enquanto isso, um bando de panacas fica apostando em aparelhar o STF com amiguinhos como se isso garantisse fidelidade político partidária. (O único que de fato é fiel, até hoje, a quem o colocou lá é Gilmar.)

15 de Julho - 21:43

Comovente história de um menino que salvou a irmã do ataque de um cachorro, e terminou com o rosto desfigurado.


nicolenoelwalker Hey, all. Please, share my nephew’s story so that it gets as much exposure as it can. We know that our little hero would love some words of encouragement from his favorite heroes. On July 9th, my six year old nephew Bridger saved his little sister’s life by standing between her and a charging dog. After getting bit several times on the face and head, he grabbed his sister’s hand and ran with her to keep her safe. He later said, “If someone had to die, I thought it should be me.” After receiving 90 stitches (give or take) from a skilled plastic surgeon, he’s finally resting at home. We love our brave boy and want all the other superheroes to know about this latest hero who joined their ranks. @tomholland2013 @chrishemsworth @robertdowneyjr @markruffalo @prattprattpratt @twhiddleston @chadwickboseman @vindiesel @chrisevans EDIT: I just finished visiting with Bridger at his home. His wounds are looking so much better! He’s in great spirits, and his awesome personality is intact. He can’t smile too widely yet, but he was grinning as I read some of your comments to him. I’d also like to mention here that the dog’s owners are really great people who have been nothing but kind to Bridger and his family. We feel no resentment toward them at all, and—if anything—there’s only been an increase of love between our families as a result of this incident. EDIT 2: Once again we’re blown away by the amazing comments and messages that Bridger’s receiving. I’ve had lots of inquiries about a GoFundMe. Bridger’s family has asked that any one wishing to help out financially can, instead, donate to @mission_22 or @wwp. Bridger is also a huge fan of Science, especially Geology. So I’m going to start a post where people can share with him pictures of cool rocks that they see. EDIT 3: Once again, everyone’s kindness has meant so much to us. I’m trying to get to all of the messages that I can, but it may take some time. For those who have inquired about sending Bridger some rocks, here’s the address to use:

Bridger Walker
P.O. Box 22141
Cheyenne, WY 82003

#BridgerStrong




13 de Julho - 23:28

Só o Coringa mesmo pra rir de uma desgraça dessas.


13 de Julho - 19:41

Esperava muitas coisas ruins desse pós-Brasil duplamente flagelado pelo coronavírus e pelo bolsonavírus, mas juro que achei que canibalismo ainda iria demorar! Cliente encontra dedo humano em esfiha em SP; lanchonete da Zona Norte é fechada

13 de Julho - 17:17

Coisas que digo desde 2015:

- Sérgio Moro é um canalha!

- Dallagnol é outro!

- Operação Lava-Jato É UMA FRAUDE!

Nunca teve como real objetivo combater corrupção, e sim destruir o país como competidor mundial reduzindo-o de volta a condição de colônia submissa aos EUA.

Já explanei exaustivamente sobre isso em vários textos compilados principalmente em O Brasil Está Sob uma Guerra de Quarta Geração, Do Pré-Sal ao Impeachment e Incompetência Presciência da Vara de Curitiba

Além da ampla argumentação que se sustenta por só só, aí tem mais referências e evidências devidamente organizadas e linkadas do que a maioria das pessoas dá conta de ler na vida.

Quase nada do que se revelou sobre essa quadrilha de lá pra cá me surpreendeu afora a desfaçatez abjeta dos canalhas que insistem em se fingir de virtuosos, e dos imbecis que fazem de tudo pra alcançar níveis mais elevados de idiotia a fim de não verem a verdade escancarada à sua frente.

12 de Julho - 22:16

A “INDÚSTRIA” PORNOGRÁFICA AINDA É RELEVANTE?

Apesar de sua posição singular dentre as ideologias mais em voga, páginas de dissidência política tem curiosamente se aproximado de uma das mais inusitadas convergências da atualidade: aquela que consegue unir conservadores de um lado, e feministas de outro, no combate à pornografia e prostituição.

Por mais que seja defensável promover uma empreitada contra a produção pornográfica, é preciso questionar a insistência num alvo cuja irrelevância só aumenta, a dimensão “industrial”, ou mega empresarial, da pornografia.

Se o termo ‘indústria’ parece indissociável do termo ‘pornográfico’, a realidade parece bem diferente. No exato contrário do que costuma ocorrer num cenário liberal, onde a promessa de redistribuição de oportunidades sempre termina se convertendo em concentração de poder e monopólio, na seara pornográfica costuma ocorrer justo aquilo que o liberalismo promete, a fragmentação da indústria em modalidades cada vez mais celulares e isoladas de produção.

Devido ao fato de sua “matéria-prima” ser fartamente disponível, qualquer mulher jovem com suficientes atrativos pode utilizar uma câmera caseira, gravar vídeos individuais e iniciar uma carreira pornográfica na internet. Bem como casais e até homens sem qualquer atrativo, mas com habilidades artísticas para produzi-la por meio de desenhos ou computação gráfica. E essas abordagens independentes foram muito pouco ou nada afetadas pela pandemia da COVID-19, que por outro lado, atingiu duramente as ainda resilientes empresas maiores.

Assim, o papel de uma grande indústria, de um pólo significativo de produção, está em franca decadência, porque a única coisa que efetivamente a viabilizava eram as dificuldades técnicas de produção, distribuição, e satisfação de critérios legais que só podiam ser supridas com significativo capital. Mas todos esses elementos foram flagrantemente superados pelas novas tecnologias, de modo que ninguém mais precisa se constranger alugando material em videolocadoras e muito menos frequentando salas cinemas outrora especializadas no gênero. Nem sequer comprando em bancas de revistas publicações que demandavam uma produção mais organizada por gráficas de maior tiragem.

Ao se tornar mais e mais virtual, e por lidar com um material que nem de longe sofre da mesma escassez típica de qualquer outro ramo industrial, a pornografia amadora, por vezes totalmente caseira e até mesmo individual, vem mais e mais ocupando espaço do que outrora foi um grande negócio mais ou menos centralizado em grandes produtoras.

Com isso, o foco numa ‘indústria’ cultural poderá no máximo acelerar a derrocada definitiva de um ramo já combalido, obsoletizado, e cada vez mais irrelevante dentro da crescente e massiva produção pornográfica independente. E, curiosamente, o único sobre o qual é de fato possível impor alguma regulação. E de pouco adianta tentar associar a mesma terminologia a esse montante fragmentado, visto que só o seria “indústria” num sentido bem diferente do usual.

Claro que um empreendimento pornográfico com maiores recursos sempre poderá contratar mais profissionais requisitados, contar com uma produção mais luxuosa e se promover com mais eficiência na própria internet, mas o fato é que todos esses recursos vão ficando cada dia mais baratos, e uma iniciativa contra essas empresas maiores apenas servirá para dar lugar a outras que surgirão a cada dia mais e mais fragmentadas. Não havendo necessidade de quaisquer redes significativas e específicas de transporte de matérias primas e de produtos finalizados, sem necessidade de coordenar focos de produção distintos nem administrar negócios diversos, a pornografia pode facilmente driblar quaisquer tentativas de reprimi-la num ambiente liberal. Somente estados muito mais fortes tem efetivo poder para contê-la.

Por mais que seja desejável combater a cultura pornográfica, e mesmo os que a porventura a defendam hão de admitir que no mínimo há alguns segmentos cuja grau de degradação e perversidade são intoleráveis, promover esse combate com se a pornografia ainda fosse majoritariamente liderada por grandes empresas é contra producente. E devido a sua vasta fragmentação e facilidade de produção, a única forma efetiva de promover esse combate é focar inicialmente em modalidades mais graves, que dificilmente serão defendidas até mesmo pela maioria dos pornógrafos, e não raro são até mesmo denunciadas por eles, como produções envolvendo retratando crianças, violência extrema, riscos à vida etc. Somente depois, com a devida supressão dessas modalidades mais graves, partir aos poucos para modalidades menos ofensivas, ao mesmo tempo que se impõe limites gerais aos “sacrossantos” valores liberais que dominam nossa sociedade.

Em suma, um projeto de longuíssimo prazo, que pressupõe uma autêntica revolução cultural de ampla escala sem a qual toda tentativa mais ousada de por fim a pornografia será pura e simples quimera.

Por Marcus Valerio XR

12 de Julho - 19:33


12 de Julho - 16:36

Afranio Luz
12 de Julho

Aqui assistindo o curioso caso de um subtenente da PM do Rio de Janeiro - cujo soldo é R$ 8500,00 - que faz tratamento no Sírio Libanês (pagando em dinheiro vivo), se esconde na casa de um dos advogados mais caros do Brasil, é preso pela PC de São Paulo com um mandado emitido por um juiz do Rio de Janeiro, horas antes da prisão (numa clara manobra dos amigos do ex juiz, com a ajuda do empresário lobista), e é posto em prisão domiciliar (juntamente com sua fugitiva esposa) em tempo recorde, por um presidente do Superior tribunal de justiça.

Me assusta o grau de organização dos milicianos e suas relações próximas ao lupem empresariado cristão e da família de bem. Mas o que ensurdece é o "silêncio dos inocentes" que nunca tiveram bandido de estimação...


11 de Julho

Uma coisa que me faz ter amor à vida é que eu não parei no tempo em sentido algum. Se listar um Top X de minhas músicas, séries, livros, jogos ou filmes favoritos, não serão todos do milênio passado como muita gente da minha idade faz. Estou sempre a gostar de coisas novas integrando-as em minhas galerias pessoais de todas as épocas.

Essa música, no entanto, é do começo desde milênio, mas eu só a descobri há algumas semanas, mesmo que eu já conhecesse bastante coisa desta que foi, sem sombra de dúvida, a maior banda de Rock Progressivo lusófona, o brasileiro Sagrado Coração da Terra, liderada pelo exímio Marcus Viana.

Essa música é de uma beleza verdadeiramente divina, tanto em termos melódicos e harmônicos, quanto poéticos e líricos.


10 de Julho

Quase certo que Luis Arce ganhará no primeiro turno (50% +1 ou 40% de votos válidos com diferença de mais de 10% sobre o segundo candidato).

Candidato de Evo lidera pesquisas de intenção de voto na Bolívia

Assim, fica a dúvida: como se dará a continuidade do processo golpista na Bolívia?

a) Intervenção "humanitária" armada dos EUA em nome da democracia e da liberdade;

b) sanções internacionais que visam "proteger" a população matando-a de fome (canalhinha do Bolsonaro será o primeiro a aderir);

c) repentino surgimento de um Triplex de Luis Arce;

d) Camacho, de repente, conquistaria uma legião de seguidores virtuais e apoio internacional (E não estou falando do Terry Crews não, é o Camacho Vaca mesmo!);

e) o mal e velho, "acidente", "doença repentina" ou até "maluco isolado matando por motivos particulares" (e não seria um Adélio qualquer não).

7 de Julho - 22:04

Angela Merkel está no mesmíssimo cargo de Chanceler da Alemanha ininterruptamente há 15 anos, mais do que Hitler, que ficou 11.

Mas vamos falar de quanto tempo Putin ainda precisa ficar, mesmo que nem seja no mesmo cargo, para chegar ao mesmo tempo de Stalin, que ocupava um cargo que sequer existe mais.

7 de Julho - 19:56

Especificidades folclóricas brasileiras.

HET
7 de Julho


BOA NOITE PESSOAL!

Quantas formas de lobisomem vocês conhecem? Existem vários espalhados pelo mundo. Em países germânicos e escandinavos tem um tipo de lobisomem que não tem cauda e anda sobre apenas 3 patas, por exemplo. Já no Canadá alguns podem virar até gatos.Mas enfim, isso fica pra outro papo.

Hoje trouxe pra vocês 5 possíveis aparências que o lobisomem pode ter no Brasil, todas presentes na cultura popular brasileira.








FONTES:
Geografia dos Mitos Brasileiros - Luís da Câmara Cascudo
Licantropia Sertaneja - Luís da Câmara Cascudo
Assombrações do Recife Velho - Gilberto Freyre
Lendas e Contos Populares do Paraná - (Secretaria de Estado da Cultura - PR)
Depoimentos recolhidos, reportagens e entrevistas

7 de Julho - 17:15


6 de Julho - 17:42

A bolsonarista (Como poderia não ser?) esposa do "cidadão de bem" quer dizer, do "engenheiro civil formado de bem", que sabe-se lá porque deixa de ser cidadão, e que sabe-se lá porque também isso o tornaria "melhor" que um funcionário público, ou qualquer outra pessoa decente, e que, por curiosidade é apenas bacharel enquanto o funcionário em questão é Mestre e Doutor pela UFRRJ, e superintendente em Vigilância Sanitária... Enfim, a cidadã... droga... a "Gestora de Projetos", foi demitida da empresa privada TAESA (Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A.), que manifestou publicamente reprovação pelo lastimável comportamento de sua agora ex funcionária.

Só pra constar, se fosse um empresa pública ela dificilmente seria demitida, pois haveria no mínimo um processo onde teria direito a ampla defesa geralmente oferecida pelo sindicato da categoria. Se bem que, como bolsonarista, ela dificilmente seria sindicalizada, é tem mais é que sentir na pele as maravilhas do livre mercado, onde a empresa privada, cujo segundo maior acionista fica na Colômbia, tem sim todo o direito a demitir quem ela bem entender.

Resta ainda a justiça para tentar reverter a demissão, problemática uma vez que o marido recebeu auxílio emergencial, ou teria sido apenas mais um fraude típica de bolsonaristas? Assim, o meu conselho é que ignore o autodeclarado antipetismo e antipsolismo de seu marido, e procure uma advogada feminista lacradora e use a cartada da "mulher negra" (desaconselho incluir "lésbica" ou "trans") que foi demitida por ofender um "homem branco".

6 de Julho - 10:21

O bolsonarismo não pode existir sem mentir. Sua mentalidade sistematicamente falsificada não pode perdurar se houver restrições contra a prática constante da fraude, e por isso são, com bons motivos, os mais preocupados com as iniciativas públicas e privadas de coibi-la.

Se debandassem em massa do Facebook, a maior rede social do mundo só teria a ganhar. E não é válido dizer que sirvam sequer como uma força de oposição às também fraudulentas narrativas incorretamente políticas da neoesquerda, pois essas vem sendo muito melhor combatidas por não bolsonaristas que, na verdade, só tem servido para acabar gerando uma ilusão de justeza pelo simples fato de lhe serem opostas.

O "carro-chefe" da falsificação de realidade neoesquerdista costuma se dar na forma das "fanfics", que inventam casos farsescos para usá-los como exemplo de visões falsas de mundo, bem como por dissertações ideológicas alienantes. Mas elas tem em comum o simples fato de serem, como gostam de dizer os preguiçosos, "textões", e isso por si só limita o alcance de tais narrativas, bem como, por piores que sejam, exigem um esforço de leitura que também eleva minimamente o nível da discussão.

Mas o bolsonarismo se especializou num modo muitíssimo mais vil e insidioso de falsificação, na base de memes simplórios, mentirosos e toscos que qualquer imbecil é capaz de apreender e replicar em massa, intensificando uma espiral de idiotização coletiva incomensuravelmente mais rápida e devastadora. Sem isso, a própria construção do "mito" seria impossível, e sua eleição mais ainda.

Deveria ser visto como um sonho dourado de qualquer pessoa sensata que essa psicopatia social se ausentasse de uma rede virtual com mais de 2 bilhões de usuários no mundo, mas de 100 milhões só no Brasil.

Mas uma hipotética fuga em massa para outra rede social similar, porém, pouco poderá fazer para mudar esse quadro, pois ou tal rede permanecerá na obscuridade, com pouco alcance, ou caso efetivamente comece e se tornar minimamente influente, chuvas de processos judiciais a forçarão a cedo ou tarde adotar medidas de contenção similares, reiniciando o ciclo.

Portanto, a maioria continuará sim no Facebook, até para diversificar as frentes de influência da horda de mentiras e imposturas que não podem parar sem matar o bolsonarismo de inanição.

5 de Julho - 23:43

Lua, Júpiter e Saturno formando um triângulo.


5 de Julho - 19:20

Versão aperfeiçoada de um meme que já era quase perfeito.


4 de Julho

Globo ao falar do governo:
Se mal, mostra o Bolsonaro;
Se "bem", mostra o Guedes.

3 de Julho - 19:12

3 de Julho - 19:03

E mesmo com pesquisas científicas confirmando o óbvio, ainda tem gente que insiste num determinismo cultural sobre os impulsos sexuais masculinos.

Compreensível que mulheres tenham algumas esperança em explicações socioculturais. Mas não tem como um homem normal levar a sério a hipótese de que seus instintos não sejam essencialmente viscerais. O que pode ocorrer, porém, é que com o tempo ele os intensifique numa ou outra direção, podendo, aí sim, chegar a resultados inusitados.

Mesmo assim, o sujeito jamais perde essa constituição inicial.

Etologia & Sociobiologia
3 de Julho


BIOLOGICAMENTE, O QUE TORNA UMA MULHER ATRAENTE?

Nas mulheres, a relação entre as circunferências da cintura e do quadril (chamado de Razão Cintura-Quadril, ou RCQ) tem sido uma característica física frequentemente usada como exemplo quando se trata da influência da evolução nas preferências masculinas por parceiras. Sobre isso, o que dizem as evidências? Alguns artigos apontam o seguinte:

1. Dois experimentos[1] usaram um aparelho de rastreamento ocular para capturar as áreas que os homens têm maior probabilidade de olhar (e as primeiras áreas que eles observam) quando expostos a imagens frontais de uma mulher nua. Seis versões diferentes da foto foram criadas, alterando o tamanho da mama da mulher e a RCQ. Os homens se concentraram nos seios e no umbigo, e preferiram a RCQ de 0,70.

2. Dixson e colegas[2] exploraram as preferências masculinas tanto para a RCQ feminina como para o índice de massa corporal em aldeias remotas de Papua Nova Guiné através de imagens fotográficas de mulheres que haviam sido submetidas à cirurgia de microenxerto para reduzir suas RCQs. Os homens escolheram as fotos com as mulheres após as cirurgias como sendo mais atraentes do que as fotos das mesmas mulheres antes das cirurgias.

3. Em 2008, um artigo[3] no International Journal of e-Collaboration investigou as RCQs de acompanhantes online anunciadas em 48 países (1.068 perfis femininos foram codificados) e a relação média de RCQ anunciada também foi de 0,72.

Mas todas os três pontos tratam mais de fatores imediatos (que inclusive podem ser um reflexo da cultura dos participantes), em vez de tratar das razões distais, evolutivas, dessas coisas serem assim. Nesse caso, eis alguns pontos importantes discutidos em um artigo recente[4] de revisão, de acordo com diferentes hipóteses para a origem desse padrão:

Indicador de sexo biológico: A RCQ é sexualmente dimórfica na espécie humana. A diferença do tamanho da RCQ pode variar entre os sexos de uma população para outra, mas os homens invariavelmente terão uma média de RCQ menor que as mulheres. Assim, a RCQ é uma pista confiável entre outros sinais dimórficos que codificam uma informação a respeito do sexo biológico. Em um experimento, as pessoas foram capazes de identificar o sexo usando RCQ como parâmetro quando outras pistas de sexo não estavam disponíveis.

Sugestão de idade reprodutiva:

A RCQ é alta na primeira infância (e semelhante entre meninos e meninas), mas cai em torno do início da puberdade para as mulheres, aumentando a partir do pico de fertilidade por volta dos 20 anos. Esse padrão geral de idade é observado em muitos países, incluindo populações não-ocidentais e não-industriais. Assim, de acordo com a "hipótese da sinalização redundante", a RCQ é uma pista segura do início da capacidade reprodutiva em mulheres (menarca e puberdade), bem como um dos indicadores da idade das mulheres após a puberdade e talvez da menopausa.

Sugestão de gravidez atual:

As mulheres experimentam um aumento drástico na RCQ durante a gravidez, que é principalmente devido o aumento na circunferência da cintura. Portanto, a RCQ de uma mulher pode ser usada para detectar se ela está grávida ou não. Como as mulheres são inférteis durante a gravidez, escolher uma mulher grávida como companheira de curto prazo não aumentará o sucesso reprodutivo do homem, e portanto não será uma preferência capaz de evoluir.

Sugestão numérica de prole:

A RCQ é uma forma de estimar o número de filhos (ou número de gravidezes) que uma mulher já teve em sua vida. Há evidências de que a RCQ aumenta com o número de gestações anteriores (independentemente da idade e IMC), devido a um aumento da circunferência da cintura e/ou uma diminuição relativa na circunferência do quadril. Um potencial reprodutivo limitado e baixos recursos em uma mulher significa que, independentemente da idade, cada criança já nascida reduz o número futuro de filhos que um homem pode gerar em um acasalamento, além de influenciar a sobrevivência e a qualidade dos futuros descendentes.

Sinal de potencial fertilizador:

Um dos argumentos mais citados para uma preferência adaptativa por uma RCQ baixa é a RCQ como uma sugestão de fecundidade. Mulheres saudáveis de idade e história reprodutiva semelhantes variam em sua capacidade de engravidar e gerar uma prole saudável, e a RCQ seria um indicador dessa capacidade. As evidências mais diretas em favor dessa hipótese vêm de alguns estudos clínicos que mostram que mulheres com menor RCQ têm maior probabilidade de concepção no caso de fertilização in vitro e inseminação artificial. Mas estudos mais recentes não encontraram nenhuma relação entre a RCQ das mulheres e sua probabilidade de conceber após a indução da ovulação.

Sugestão de saúde:

Uma das hipóteses mais citadas indica que uma RCQ baixa é um indicador de boa saúde da mulher. As condições de saúde incluem doenças cardiovasculares, hipertensão, acidentes vasculares cerebrais, infarto do miocárdio, diabetes, doença da vesícula biliar, doenças renais, pancreatite, disfunção pulmonar, cretinismo, distúrbios psiquiátricos, câncer e pré-eclâmpsia.

Dentre várias outras alternativas, o artigo conclui que as hipóteses melhores candidatas a explicarem a persistência dos homens preferirem mulheres com uma RCQ relativamente baixa são aquelas que apontam para atributos como sugestão de gravidez atual, sugestão numérica de prole e a relação entre o desenvolvimento neural do feto e concentração de tecido adiposo nos locais estratégicos da morfologia sexual feminina.

A RCQ é uma métrica científica significante no assunto da biologia do comportamento, apesar da literatura ainda ter muito o que debater e investigar, e costuma oferecer mais nuances do que a visão que assume que as preferências de homens e mulheres por parceiros na verdade se devem somente à influência da mídia e da socialização.

Fonte da imagem: The Triumph of Sociobiology (2001). Segundo o autor, John Alcock: Yomybato women "of child-bearing age have high WHRs even before first pregnancy, and post-childbearing women are thin and have a low WHR." Furthermore, Yomybato men explained that the narrow-waisted figures looked like women who were ill with diarrhea. If so, a preference for high WHR may lead Yomybato men to favor women with features that in their environment are associated with reproductive competence and good health."

Referências:
1. link.springer.com/article/10.1007/s10508-009-9523-5
2. www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1090513815000197
3. psycnet.apa.org/record/2008-15473-003
4. www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpsyg.2019.01221/full


2 de Julho

É tentador pensar que Marília Moschkovich, a socióloga que achou por bem lançar um ataque contra a palavra, e o conceito, de 'mãe', seria na realidade uma invenção de perspicazes manipulares reacionários com o objetivo de assustar as pessoas normais e empurrá-las para os braços da direita conservadora, e por conseguinte, manipulá-las para a defesa da direita liberal.

Não é. Uma pesquisa simples mostra que é alguém real, com certo currículo e que já se apresentou publicamente defendendo ideias similares. E além do provável parcial pseudônimo, ainda se identifica também por "Bolchehippie", além de ostentar uma homenagem a Rosa Luxemburgo em seu Twitter recém suspenso devido ao merecido ataque em massa que sofreu por defender tão grotesca pauta.

Fica sugerido o espantoso fato de que tal pessoa realmente acredita haver alguma compatibilidade de suas ideias com a superpotência que mesmo na época da URSS jamais tinha abandonado a noção fundamental de Mãe Rússia. A magnífica estatua de 85 metros cujo nome em russo traduz-se melhor por a "A Mátria (mãe-pátria) chama!", erguida em 1959 em Stalingrado, que o diga. (Por sinal, tal belíssimo monumento foi a maior estátua do mundo até 1995, mas aposto que você nunca tinha ouvido falar.)

Mas proferir uma insanidade dessas na URSS traria excelente chance de garantir uma vaga num "gulag" siberiano, pois versões bem mais modestas dessa mentalidade foram tentadas na primeira década pós revolução e em seguida jogadas fora pelos seus resultados desastrosos. Por muito menos, a feminista raiz Alexandra Kollontai fugiu da URSS.

Voltando à nossa delirante Marília Moschkovich, que tem Lattes e tudo... é em situações como essa que o bolsonarismo dá pulos de alegria. Não precisa inventar fake news, não precisa fingir preocupações com a mátria (que infelizmente chamamos de pátria), nem precisa de delírios tão ou mais bizarros para convencer que arrancar todos os direitos de alguém que trabalha é bom pra ele. Só precisa mostrar essas insanidades e qualquer pessoa sã fica tentada a se refugiar nas braços de quem ao menos diz que defende a família e as tradições, mesmo que o minta descaradamente como o faz o bolsonarismo.

E não basta aos progressistas de esquerda esconderem essas aberrações de seus quadros mais explícitos. Enquanto essas insanidades feministas não forem banidas de qualquer projeto político, enquanto não aceitarem que a realidade bioevolutiva destrói qualquer ilusão desse naipe de modo ainda mais impiedoso do que a soberania popular o faz com suas pretensões sociais, não há qualquer esperança de que qualquer governo de esquerda não seja cedo ou tarde derrubado não importa o quão bem sucedido seja na seara econômica.

Não basta sequer pensar num recuo estratégico que as oculte muitíssimo bem. É preciso extirpá-las em definitivo!

Enquanto houver essa demência arrogante de que uma panelinha pseudo iluminada de pretensos engenheiro sociais "sabe" que deve corromper os fundamentos culturais e simbólicos da civilização para o "próprio bem" de um povo que fica horrorizado ante a simples menção de ideias similares, também não há esperança que qualquer projeto progressista realmente vingue.

Perante forças psicossociais de milhares de anos que transcendem em muito a compreensão de qualquer indivíduo, o mínimo que se deve ter é alguma humildade, e não a pretensão soberba de querer redesenhar a humanidade do zero como se fosse uma sapiência além do alcance dos meros mortais.

1 de Julho

Hoje temos um evento de importância no mínimo simbólica, possivelmente histórica: a "paralisação" dos entregadores que trabalham para aplicativos, uma resposta perfeitamente previsível, inevitável e justíssima para qualquer um cuja noção de realidade não foi corroída pela insanidade liberal.

Foi o Liberalismo Econômico, ou se preferir, o Neoliberalismo, que prometeu e continua prometendo que a desregulação do mercado de trabalho é benéfica para os trabalhadores. Que ter menos direitos é melhor, que se tornar "empreendedor" é melhor, que ter "liberdade" é melhor que garantias. O resultado não poderia, sob hipótese alguma, ser outro no panorama de hiper maximização dos lucros das mega corporações.

Tal qual o já paradigmático exemplo do Uber (que melhor se chamaria Unten), esse tipo de "nicho de oportunidades" pode até começar bem quando se apresenta como novidade ou em condições econômicas calamitosas, mas sem a devida organização dos trabalhadores em frentes de resistência à exploração, o que é cada vez mais difícil perante a sofisticação dos meios de tornar suas condições mais e mais precárias, que eles serão terão que trabalhar cada vez mais para ganhar cada vez menos é uma regra do capitalismo muitíssimo mais infalível que a de oferta e procura, sempre sabotada por destruições artificiais de produção, cartéis ou dumpings.

Na queda de braço entre quem efetivamente trabalha e quem usufrui do fruto do trabalho alheio por já estar em condição de poder, só duas coisas podem impedir uma vitória esmagadora dos trabalhadores: uma, a falta de capacidade de real mobilização, vistos que muito deles terminam por não aderir ao movimento, enfraquecendo seu poder de barganha, quer seja pelo desespero de não poder parar de trabalhar um só dia temendo de não ter mais como ter acesso àquilo que cotidianamente entrega, quer seja por insistirem em acreditar nas fraudes torpes que a propaganda midiática massiva faz constantemente em favor do liberalismo; outra a intervenção estatal, que temendo uma acirramento dos ânimos, tenta, na melhor das hipóteses conciliar interesses, na pior, reprimir o movimento dos trabalhadores.

Mas vivemos numa lastimável fase onde até mesmo a dimensão estatal mais benevolente, a Justiça Trabalhista, foi duramente ferida e permanece sob ataque brutal, enquanto o enriquecimento e os privilégios de uma ínfima casta de exploradores são cada vez mais atendidos pelo governo mais insidioso que já assumiu o poder neste país.

Para piorar, o grau de sofisticação da desfaçatez liberal é tamanha que já se infiltrou naqueles que deveriam assumir a vanguarda na luta pelos trabalhadores, a esquerda, fazendo-os até mesmo cegos perante o real inimigo, ao ponto de uma liderança do movimento se autodenominar de "entregador do aplicativo antifascista", e assim invés de chamá-lo pelo nome verdadeiro, LIBERALISMO, chama-o pela nome de uma assombração comparável ao que é o "comunismo" para o bolsonarismo.

O Fascismo pode ter tido inúmeros problemas, mas não esse. Na Itália, foi o Fascismo, no intuito de conciliar as classes, que criou os primeiros direitos trabalhistas, e no Brasil, foi o seu equivalente, o Varguismo, que fez o mesmo, e curiosamente que deu os primeiros passos reais no sentido do sufrágio universal.

É o Liberalismo que está atacando os direitos trabalhistas, como aliás, sempre foi! É o Liberalismo que se esconde atrás de uma bela palavra, 'liberdade', para realizar o absoluto oposto, a escravização prática dos trabalhadores, que ficam entre as "opções" de serem explorados ao extremo, ou passarem por situação de penúria. O que impôs a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, a Emenda Constitucional 95 e uma saraiva de perfídias contra a imensa maioria trabalhadora em favor de uma minúscula elite foi, e é, o LIBERALISMO financiado por esse mesma elite, que tem a desfaçatez de atacar Bolsonaro, devido a sua incompetência de melhor gerir o projeto liberal, mas exalta Paulo Guedes.

Torço para que a mobilização de hoje tenha bons resultados, mas que fique registrado que enquanto não se reconhecer o verdadeiro inimigo dos trabalhadores, não há como promover uma real confrontação.

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