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28 de Fevereiro

Como ex aluno da UnB que conversou muito com ele, presto minha homenagem. Alunos da UnB lamentam morte de Gilson, dono de banca de jornais na universidade - Gilson de Queiróz manteve comércio por mais de 40 anos. Universidade confirmou falecimento.

24 de Fevereiro, 18:12

Leiam, literalmente, essa porcaria de método de descrição de links

https://web.facebook.com/photo.php?fbid=1021605218228 0345&set=a.1191148261855.2028856.1322830888&type=3

Agora compare com este aqui, que ativa o mesmíssimo link:

web.facebook.com/MarcusValerioXR/posts/10216052182280345

SÃO ABSOLUTAMENTE A MESMA COISA! Mesmíssimo resultado. Então, poque malditos raios o Facebook gera esses links estúpidos cheios de inutilidade mesmo quando você os copia diretamente na própria página!? (Clicando na data.)

Sem contar que ainda está longe do ideal. O certo seria gerar como número a data e hora exata do post, que no caso ficaria 201802230158 (2018/02/23 01:58) e talvez os segundos para garantir.

24 de Fevereiro, 16:32

Nova Resistência - Brasil
23 de Janeiro

Se a mídia globalista retomou a guerra de informação contra a Síria, é sinal de que Assad conquistou alguma vitória no campo de batalha.

E conquistou.

Nos últimos dias, milícias curdas, anteriormente aliadas e financiadas pelos EUA (colaborando ativamente com o plano imperialista de fragmentar a Síria), entregaram o controle de diversos bairros para o Governo, especificamente, os bairros de Bustan Basha, Al Halk, Baiden, Al Haidariyah e Ain al Abiad, com a possibilidade de entregarem também o bairro de Sheij Maqsud (principal zona curda em Alepo).

Além do mais, forças populares pró-Síria, recentemente, hastearam a bandeira da República Árabe da Síria em Afrin, consolidando, simbolicamente, o controle do Governo sobre a região em meio a ofensiva turca (ofensiva timidamente mencionada pela mídia globalista).

Isso sem falar na quase-erradicação do Estado Islâmico e de outras organizações terroristas do território sírio, graças ao apoio russo e iraniano, possibilitando que dezenas de famílias retornassem para suas casas.

Em meio a todas essas vitórias de Assad e do povo sírio, a retomada da guerra de informação é um dos meios de que dispõe o globalismo de fazer pressão sobre o País árabe. O que a mídia globalista não irá informar é que:

1) Só no dia de hoje, grupos terroristas remanescentes (provavelmente da Frente Al-Nusra) lançaram dezenas de projéteis contra bairros residenciais em Damasco, deixando mais de cinquenta pessoas feridas e, até agora, uma morta, bem como danificando drasticamente diversas infraestruturas públicas, dentre as quais estão hospitais e centros de tratamento.

2) Ou que, no dia de ontem, a Coalizão Internacional liderada pelos EUA bombardeou a parte oriental de Deir Zor, deixando pelo menos 12 civis mortos, entre mulheres e crianças, e ferindo gravemente outros tantos, chegando a danificar casas e uma fábrica de pães.

3) Ou que, como afirmou recentemente o ministro das relações exteriores russo, Sergey Lavrov, grupos terroristas remanescentes na Guta Oriental têm usado civis como escudos humanos para se proteger dos ataques das forças pró-Síria e impedir a consequente retomada do território.

Em todo caso, o que a mídia também não fará questão de dizer é que o próprio Exército dos EUA confirmou ter sido responsável pela morte de "pelo menos 841 civis" desde 2014, em seus 29.070 bombardeios no território sírio. É claro, esses números foram certamente diminuídos e a quantidade de civis mortos deve ultrapassar a casa dos mil, em uma visão bem "otimista".

De qualquer forma, a realidade é que a mídia pode dizer o que quiser: o povo sírio, sob o governo do Presidente Assad, tem vencido e, ao que tudo indica, seguirá vencendo – para o choro e ranger de dentes de toda a infame escória liberal, e para o júbilo de homens e mulheres de bem de todo o mundo.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!


24 de Fevereiro - 13:25

Lorena Herrero
24 de Fevereiro

Incrível como a síndrome de vira lata faz as pessoas acreditarem que mitologias estrangeiras são muito mais criativas enquanto o folclore nacional é sem graça. Isso é simplesmente pq elas não conhecem. Falo msm. As coisas aqui estão pau-a-pau e vocês mal sabem.

Provas?

Na escandinávia tem gigantes e trolls? No nordeste tem Gorjala e no norte Mapinguari, que até são visualmente mais legais que só um homem gigante.

Os gregos tem um drakon? Aqui a cobra-grande tem habilidades metamórficas.

Lobisomem europeu? O brasileiro pode se misturar com outros animais e virar uma quimera.

Hidra? Teju-Jagua também é um lagarto enorme de 7 cabeças.

E dessas lendas que andam mais em alta no cinema? Um zumbi? O corpo-seco é gente tão cruel que nem céu nem inferno aceitam e seu corpo precisa vagar por aí, apodrecendo.

Pranksters como Loki nórdico? Moñai também enganava e gerava a discórdia entre as pessoas.

Criaturas apocalípticas? Os nórdicos tem lobos que engolirão o sol e a lua e aqui existem jaguares colossais para engolir os astros (e a humanidade).

Eu não tô inventando nada disso, são todas lendas estudadas e catalogadas.

As pessoas nunca deram muito valor ao nacional, então não me espanta que existam poucas ilustrações, poucos livros que não sejam infantilizados, já que o único público onde o folclore é valorizado são as crianças. Mas isso tá mudando, cada dia artistas contribuem mais e quem sabe logo o folclore tenha a mesma atenção que os outros países dão às próprias lendas.


EDIT: Como a repercussão desse post está muito maior do que eu esperava, me cobraram por fontes e sinto mais que obrigação de colocar.

-Luís da Câmara Cascudo foi o maior folclorista brasileiro, seu acervo tem uma quantidade absurda de conteúdo, podem achar para compra aqui: globaleditora.com.br/autores/biografia/?id=2613

-Pesquisas mais rápidas e objetivas eu recomendo o Portal dos Mitos, com lendas brasileiras e de todo o mundo: globaleditora.com.br/autores/biografia/?id=2613

-Podcasts excepcionais sobre lendas brasileiras: globaleditora.com.br/autores/biografia/?id=2613

-Até o cenário de RPG no brasil está trazendo coisas interessantes como A Bandeira do Elefante e da Arara: globaleditora.com.br/autores/biografia/?id=2613

-Outro ótimo site sobre lendas: globaleditora.com.br/autores/biografia/?id=2613


23 de Fevereiro - 15:26

E a grande mídia que parecia estar tomando na vergonha na cara voltou a mentir deslavadamente.

Dissidência Política do DF
23 de Fevereiro

"Não há provas de que Assad tenha usado gás contra civis", diz Jamis Mattis, Secretário de Defesa dos EUA

Por: Ian Wilkie*

Tradução: Jean A. G. S. Carvalho

Jamis Mattis, Secretário de Defesa dos EUA, admitiu não haver provas substanciais de que Bashar al-Assad tenha usado armas químicas contra civis.

Perdida em meio ao falatório hiper-politizado em torno do Memorando de Nunes e do Dossiê de Steele, estava a declaração impressionante do Secretário de Defesa James Mattis de que os EUA não têm "nenhuma evidência" de que o governo sírio tenha usado armas químicas contra o próprio povo.

Esta afirmação aparece diante do Memorando da Casa Branca (NSC), que foi rapidamente produzido e desclassificado para justificar um ataque estadunidense com mísseis Tomahawk contra a base aérea de Shayrat, na Síria.

Mattis não ofereceu qualificações temporais, o que significa que tanto o evento de 2017 em Khan Sheikhoun quanto a tragédia de 2013 em Ghouta são casos que não estão resolvidos aos olhos do Departamento de Defesa e da Agência de Inteligência de Defesa dos Estado Unidos.

Mattis continuou com o reconhecimento de que "grupos de ajuda e afins" forneceram provas e relatórios, mas deixaram de denunciar o presidente Assad como sendo o culpado.

Houve vítimas de intoxicação por organofosfato em ambos os casos, e isso é certo. Mas os Estados Unidos acusaram Assad como tendo responsabilidade direta pelos ataques com gás Sarin, e chegou até mesmo a culpar a Rússia pela tragédia de Khan Sheikhoun. Agora, o próprio chefe militar dos EUA disse no registro que não há evidências para sustentar esta conclusão. Ao fazê-lo, Mattis tacitamente impugnou os intervencionistas que foram os verdadeiros responsáveis por empurrar por duas vezes a narrativa de que Assad era o culpado, sem provas de apoio suficientes para sustentar a afirmação, pelo menos aos olhos do Pentágono.

Essa dissonânbcia entre a Casa Branca e o Departamento de Defesa é especialmente problemática quando vista contra o coro dos especialistas em armas de destruição em massa (WMD - Weapons of Mass Destruction), que têm questionado as narrativas da Casa Branca (tanto de Obama quanto de Trump) sobre armas químicas na Síria, praticamente desde o momento no qual esses "eventos ordenados por Assad" ocorreram.

Especialistas em armas químicas sérios e experientes e investigadores como Hans Blix, Scott Ritter, Gareth Porter e Theodore Postol, todos eles, lançaram dúvidas sobre as narrativas estadunidenses "oficiais" que afirmavam que o presidente Assad usou gás Sarin.

Todos esses analistas se focaram nos aspectos técnicos dos dois ataques e não encontraram provas consistentes para fazer afirmações sobre o uso de munições de gás Sarin de qualidade padrão internacional.

Em 2013, no evento de Ghouta por exemplo, foram empregados foguetes de fabricação caseira do tipo mais usado pelos insurgentes. O Memorando da Casa Branca sobre Khan Sheikhoun parecia se apoiar grandemente no testemunho dos "Capacetes Brancos" na Síria, que filmaram as cenas e tiveram contato com as supostas vítimas de gás Sarin - e que não sofreram nenhum efeito negativo com o gás.

De igual modo, esses mesmos atores foram filmados portando armas químicas e uniformes de treinamento ao redor do suposto "ponto de impacto" em Khan Sheikhoun, algo que torna o testemunho deles (e suas amostras) bastante suspeito. Um uniforme de treinamento não oferece proteção nenhuma contra esse tipo de agente químico, e essas pessoas estariam todas mortas caso realmente tivessem realmente entrado em contato com armamentos militares de Sarin.

Armas químicas são horrendas e ilegais, e ninguém sabe melhor sobre isso do que Carla Del Ponte. Contudo, ela não foi capaz de concretizar seu U.N. Joint Investigative Mechanism [Mecanismo Investigativo Conjunto da ONU] para operar na Síria, retirando-se em protesto contra a recusa dos Estados Unidos para investigar plenamente as alegações sobre o uso de armas químicas por parte dos "rebeldes" (jihadistas) aliados ao esforço estadunidense para derrubar o presidente Assad (incluindo o uso de gás Sarin por parte de rebeldes anti-Assad).

O fato de que investigadores da ONU estiveram na Síria quando o evento com armas químicas acontecem em Khan Sheikhoun, ocorrido em abril de 2017, torna altamente duvidoso o discurso de que Assad teria dado ordens para o uso de gás Sarin justamente naquela época. O senso comum sugere que Assad teria escolhido qualquer outra época, a não ser aquela, para usar um armamento banido que ele concordou em destruir e jamais utilizar.

Além do mais, ele estaria colocando em risco o apoio recebido da Rússia caso o transformassem num criminoso de guerra e retirassem a ajuda ao regime sírio. Taticamente, para mim, como soldado reformado, não faria sentido que qualquer um atacasse intencionalmente alvos civis e crianças nessas condições, como os "Capacetes Brancos" afirmam ter ocorrido.

Há uma análise convincente de Gareth Porter, sugerindo que a fosfina poderia ter sido lançada por munição aérea atingindo um depósito químico, já que as nuvens químicas e as casualidades (apesar de semelhantes ao organofosfato em certos aspectos) não parecem similares ao MilSpec Sarin, particularmente às bombas russas carregadas com Sarin, que grupos "independentes" insistem terem sido disparadas.

A credibilidade dos EUA foi danificada por Colin Powell nas Nações Unidas em 2003, após ter acusado falsamente Saddam Husein de possuir unidades laboratoriais móveis dispondo de anthrax.

Logo à frente, em 2017, encontramos Nikki Haley numa situação inconfortavelmente similar no Conselho de Segurança da ONU, pedindo por uma intervenção contra outro chefe de Estado não-ocidental baseado em evidências fracas e infundadas.

Agora, o Secretário Mattis jogou lenha numa fogueira acesa pelos questionadores da propaganda das armas de destruição em massa, ao retroativamente convocar razão à questão do ataque de mísseis de cruzeiro realizado pelos EUA.

Embora de forma alguma isso sirva para negar o horror daquilo que ocorreu contra civis inocentes na Síria, é hora de os EUA parar de disparar primeiro para só fazer perguntas depois.

*Ian Wilkie é um advogado de Direito Internacional, veterano dos EUA e adjudicatário reformado da comunidade de Inteligência.

acaoavante.blogspot.com.br/2018/02/nao-ha-provas-de-que-assad-tenha-usado.html

23 de Fevereiro - 01:58

UMA UTOPIA TRADICIONALISTA ARQUEOFUTURISTA

Em 04/05/16, comentando meu agrado com Capitão América - Guerra Civil, inclusive com a excelente participação do Pantera Negra, minha dúvida foi: "Wakanda tem tanta grana assim?" Agora, o filme solo do super herói africano responde de forma surpreendente: SIM! Eles não só tem muita grana como tecnologia muito acima do resto do mundo.

Premissa inédita no cinema. Já se viu muitos mundos ocultos por meio de magia, portais ou dimensões alternativas, mas a abordagem do filme é original. Só acho que funcionaria ainda melhor fora do Universo Marvel, visto que neste a tecnologia também é mais avançada que a da nossa realidade, e ocorre uma certa estranheza por Wakanda ter passado desapercebida por tanto tempo. Estranho o Ultron não a ter descoberto com tamanho interesse por vibranium.

Os pouco problemas de Pantera Negra na verdade são problemas típicos do próprio Universo Cinematográfico da Marvel, principalmente a dificuldade de conciliar de modo convincente tantas "maravilhas" ocorrendo em todo mundo, e além do mundo, ao mesmo tempo. Soa estranho porque Wakanda não interviu nos eventos catastróficos que foram relatados nos dois filmes anteriores de Os Vingadores, mas isso é rotineiramente recorrente na Marvel e na DC, mesmo que seus universos cinematográficos sejam mais restritos que os dos quadrinhos. (No cinema os X-Men são separados dos Vingadores). E mesmo o ainda incipiente Universo DC nos cinemas já tem o mesmo problema (Onde estava a Mulher Maravilha e o Aquaman quando os kriptonianos quase destruíram o planeta?)

Isoladamente, Pantera Negra é fortíssimo candidato ao melhor filme dos até então 18 do Universo Marvel Cinemático, recuperou minha esperança após o execrável Thor:Ragnarok, e está sendo merecidamente um sucesso de crítica e público. Mas além de um tanto previsível em seu roteiro, o que mais espanta é o modo alucinado com que muitos ativistas ideológicos tem abordado o filme, que por trás da propaganda de inclusivo, progressista, revolucionário etc, retrata nada menos que uma civilização patriarcal, racialmente fechada, comandada por castas guerreiras hereditárias que decidem o poder com base em duelos de vida ou morte para assumir um trono a ser necessariamente ocupado por um homem ao qual todos devem se ajoelhar. O absoluto contrário do que a neoesquerda deveria estar pregando.

Os tradicionalistas, fortemente associados à Direita, quiçá Extrema-Direita, tem muito mais a apreciar no filme, que retrata justo o conceito de Arqueofuturismo, tecnologia e ciência avançadas convivendo com valores morais tradicionais e por vezes até mesmo considerados "primitivos". Na realidade, é um lugar comum na Ficção Científica, mas que encontra em Pantera Negra uma retratação muito mais literal e visualmente notável.

Também amigável aos tradicionalistas é o notório anti imperialismo do filme. Wakanda não quer se misturar com os outros povos não apenas por um etnocentrismo purista, mas porque tem noção que isso os obrigaria a intervir, e sua cultura tem repúdio a violação da autonomia dos outros povos. A crítica explícita aos próprios EUA, também lugar comum no cinema norte-americano, e ainda mais acentuada pela literal afirmação do agente da CIA que afirma que a instituição efetivamente sabota a autonomia de outros povos por meios pérfidos. A crítica a CIA também é lugar comum no cultura pop estadunidense.

Destaque para o papel dos únicos brancos no elenco, e a meu ver os melhores atores no filme, mas duvido que alguém problematize isso! (Lacradores não são capazes de diferenciar o trabalho de um Lima Duarte de um Ricardo Macchi.) O diálogo entre Klaw (Andy Serkis) e Ross (Martin Freeman), relembrando o filme O Hobbit, onde os atores também contracenaram, é dos pontos altos do filme. E aliás, passasse numa locação que apareceu muitíssimo rapidamente, e pode ter passado desapercebida pela maioria: um bairro pobre, quase uma favela, na Coréia do Sul. SIM! Tem muitas favelas sul coreanas!

Destoando ainda mais das pretensões progressistas da neoesquerda, o discurso de acabar com a opressão dos negros mundo afora vem justo do vilão, que também foi agente da CIA embora tivesse sua própria agenda, treinado justamente para se infiltrar em países adversários e sabotar sua soberania por dentro. Aí quando eu digo que apesar do racismo factual no Brasil, o discurso racialista que só faz piorá-lo que temos hoje foi justamente introduzido por fachadas da CIA, como a Fundação Ford, brilhantemente denunciada por César Benjamin, não me surpreenderá nem um pouco que o mesmo neoesquerdista incauto que ame o filme não faça a menor ideia de quem efetivamente construiu o seu discurso. Não que o vilão, muitíssimo bem trabalhado, não tenha certa dose de razão em sua cruzada pessoal, a própria estória admite isso, com os protagonistas acabando por aceitar uma versão bem mais moderada da proposta.

Alguns podem questionar a presença de mulheres guerreiras em Wakanda, mas somente com notório desconhecimento de dois fatos. Primeiro, é justamente na África que temos o maior exemplo real dessa raridade. As Amazonas de Daomé foram um exército de cerca de 5 mil mulheres guerreiras que no século XVIII deram muito trabalho aos invasores franceses, onde atualmente é o Benim. E embora envoltas em mistérios, uma das teorias sobre sua origem é bastante parecida com a da concepção de Wakanda, que foi omitida no filme, que é inicialmente ter sido uma espécie de harém pessoal do rei que depois se desenvolveu num tipo de exército particular.

E àqueles que vierem me lembrar de meu texto Genogênese, onde aponto a impossibilidade de um exército feminino muito grande ser demograficamente sustentável, lembro que isso só se aplica a sociedades pouco desenvolvidas materialmente, sendo facilmente superável em tecnologias mais avançadas, e ademais, tanto na fictícia Wakanda quanto no antigo Reino de Daomé, elas são proporcionalmente poucas em relação à população, na qual a maioria das mulheres continuam em seus papéis tradicionais.

Por fim, além de tudo isso, tenho um motivo muito mais pessoal e profundo para gostar deste filme. Em uma de minhas criações ficcionais, o Universo DAMIATE, concebi, entre várias outras civilizações extraterrenas, uma que foi erguida por descendentes de africanos abduzidos por alienígenas há dezenas de milhares de anos. KLUMA é um planeta onde prosperou uma civilização altamente tecnológica e onde, devido à estrela intermitente, a fauna e a flora apresentam sofisticadas propriedades foto luminiscentes.

Wakanda ficou bem parecida com KLUMA, embora esta última deveria ter uma visual mais similar a TRON. Infelizmente escrevi pouco sobre essa concepção, mas bastante coisa está presente no livro virtual PLANETA FANTASMA.

20 de Fevereiro

Jean Augusto Carvalho
19 de Fevereiro

A alma feminina nada tem a ver com incapacidade de defender a si mesma. Há um forte espírito na mulher, principalmente na imagética da fêmea defendendo ferozmente a prole. Mulher também tem instintos protetivos e capacidade reativa/combativa.

Há quem compre mecanicismo da Era Vitoriana como "tradicionalismo" e a imagem da mulher totalmente incapaz e inerte como "feminilidade". O feminismo, aliás, é a negação da capacidade instintiva da mulher (justamente por considerar sua realidade biológica como inferior) e sua substituição por revanchismo irracional e racionalidade mecanicista.

O vigor feminino não rejeita o homem como escudo da civilização. Mas, na ausência do homem, quem deve proteger a mulher? Quem deve proteger sua prole? Ela mesma, oras. A mulher nunca deve ser vista como animal pronto para o abate, posto à mercê do algoz. Ela pode e deve se portar em defesa da sua própria integridade e da integridade dos seus. A visão dos aspectos femininos como exclusivamente "passivos" é uma visão burguesa e pós-moderna, anti-tradicional.

Reconhecer o vigor feminino não é reconhecer feminismo nem rejeitar o tradicionalismo, é apenas aceitar o mundo como ele é e a mulher em seu sentido holístico.


19 de Fevereiro

Ex-diretor da CIA, James Woolsey (1993-1995) admitiu em uma entrevista concedida em 16/02/2018 que os EUA se infiltram na política de países soberanos e manipulam suas eleições.(Por incrível que parece, o cara consegue ser engraçado!)


15 de Fevereiro - 14:00

Aguardando moderação do blog do ILISP. Provavelmente não será publicada.

Escolas de Samba são ASSOCIAÇÕES COMUNITÁRIAS que utilizam principalmente TRABALHO VOLUNTÁRIO e SEM FINS LUCRATIVOS! Criticar seu baixo uso de trabalhadores com carteira assinada é desonestidade, porque ela não tem obrigação alguma de fazer contratos formais, e se o fez provavelmente foi para serviços mais específicos não relacionados com a produção do desfile. Talvez vigilante, motorista, etc.

Parece desespero da patota liberal que não consegue convencer o povo de que destruir seus direitos trabalhistas e multiplicar as fortunas dos já ricos seja bom para todos.

15 de Fevereiro - 10:24

Dissidência Política do DF
15 de Fevereiro

Passada a condenação em segunda instância de Lula, que constrangedoramente jogou fora a decisão de Sérgio Moro substituindo-a por outra com fundamentação completamente diferente, não foram poucas as análises à esquerda, à direita, e mesmo à terceira e quarta via. No entanto, surpreende a escassez de apontamentos do aspecto mais crucial envolvido, que na realidade é o verdadeiro motivador de todo o processo contra o ex presidente, do impeachment, do próprio Petrolão e mesmo das Jornadas de Junho de 2013.

Se Lula é culpado ou não é absolutamente irrelevante! Pois mesmo que de fato fosse autor do maior esquema de corrupção de todos os tempos, este jamais viria a tona e seria punido se não interessasse à certas forças transnacionais, e mesmo que ele fosse completamente inocente, essas mesmas forças forjariam as evidências do modo como melhor lhes conviesse. A julgar pela vacuidade espantosa do processo que exigiu a reedição da Teoria do Domínio do Fato, quase unanimemente condenada por juristas como inapropriada para tal abordagem, [1] a realidade parece mais próxima da segunda possibilidade.

Também é irrelevante se Lula se aliou ou traiu as elites brasileiras, pois estas jamais seriam capazes de fazer qualquer coisa sem o mando e o condão de seus cafetões boreais. O agronegócio latifundiário, herdeiro mais antigo da demoníssima trindade dos inimigos internos do desenvolvimento nacional, tentaram em mais de uma ocasião sabotar o governo Dilma, a exemplo da patronal "greve dos caminhoneiros" de 2015, sem sucesso, e o segundo componente dessa trindade, a grande mídia, tenta derrubar Lula desde seu primeiro mandato também sem sucesso. Portanto, o fato destas elites ser contra ou a favor do ex presidente por tal ou qual motivo é secundário para uma devida compreensão do que realmente ocorreu. [2]

E o que tivemos foi exemplo do que alguns denominam de Guerra de Quarta Geração, um processo de desestabilização do país, utilizando principalmente desinformação, criação ou cooptação de movimentos sociais, ataques especulativos, manipulação midiática e intervenção cibernética na internet, visando uma convulsão popular que force a conjuntura política do país a se mover em direção aos interesses ideológicos do país interventor. No caso ao modelo liberal estadunidense.

Diferente das Revoluções Coloridas que estouraram no Oriente Médio, ou a comoção social que está sendo produzida na Venezuela, a versão brasileira teve como motivação inicial farsesca os 20 centavos das Jornadas de Junho e Julho de 2013, que no entanto permaneceram mesmo após a suspensão do aumento e depois degeneraram no maior caos de nossa era em todo o país sem qualquer pauta objetiva discernível e nenhum resultado prático previsto. Posteriormente veio a Operação Lava Jato, imediatamente após o esquema de espionagem descoberto na Petrobrás, vieram os movimentos pelo impeachment e por fim foi alçado ao poder um governo incomensuravelmente mais corrupto que o anterior, levando a uma crise econômica muito pior, mas totalmente comprometido com a pauta liberal dos EUA. [3]

Mas o que ocorreu no Brasil não só pouco deve aos meros interesses de setores nacionais ou de classes internas, embora se alie oportunisticamente a elas, como sequer é uma novidade. Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek também foram sistematicamente denunciados por corrupção, o primeiro só não chegou a ser preso, julgado e provavelmente condenado por ter optado pela via do suicídio, e o segundo, que chegou a também ser acusado de ter um triplex, escapou quase certamente pelo fato da permanência da Ditadura Militar ter tornado desnecessário tirá-lo da próxima disputa presidencial, onde também liderava as intenções de voto. Mas quando as possibilidades democráticas começavam a ser vislumbradas no horizonte, JK foi, como se sabe hoje, assassinado, após difamação sistemática como também ocorreu com Getúlio e ocorre com Lula.

E estes três governantes, além de Dom Pedro II, tem em comum o fato de serem extremamente populares, e populistas, terem sido Nacional Desenvolvimentistas, ainda que com estilos diferentes e todos questionáveis, e terem tido destinos trágicos. Mas talvez somente o primeiro possa ter sua derrocada debitada quase que inteiramente na conta de "forças ocultas" internas. Os demais se viram em conflito direto contra interesses estrangeiros que são os verdadeiros responsáveis pelos processos que os derrubaram ou instalaram a Ditadura de 1964.

O verdadeiro ataque vem de fora, uma violação direta da soberania nacional, e vários órgãos nacionais e internacionais bem como governos não aliados aos EUA denunciaram isso abertamente. [4] Nenhuma análise que pretenda compreender os motivos do impeachment de Dilma e do julgamento de Lula será mais que demagogia e ilusão se não levar esse fato em conta como fator principal.

Os fatos que temos presenciado há quase 5 anos no Brasil, e em vários outros países, menos tem a ver com as máscaras do "combate à corrupção", protestos massivos de jovens alienados crendo lutar uma batalha épica contra o mal justo na melhor fase sócio econômica que o país conheceu em meio século, ou maquinações e traições de nossa pérfida elite anti-nacional.

Tem muito mais a ver, como muito insistiu o jornalista Pepe Escobar, replicando artigos em outros idiomas inclusive no Pravda russo, com retirar o país da aliança eurasiana do BRICS, afastando a evidente influência que os maiores adversários dos EUA tiveram no país e assegurando a posição cativa e subalterna do Brasil ao interesses colonialistas de Washington, ou ainda mais precisamente, Wall Street e as oligarquias plutocráticas que o controlam. [5]


Notas

1 - É verdadeiramente difícil achar algum jurista que concorde explicitamente com a aplicação da Teoria do Domínio do Fato no caso da Ação Penal 470, especialmente depois que o maior expoente mundial no assunto, o jurista alemão Claus Roxin, do país onde ela foi criada e é mais utilizada, recriminou abertamente sua aplicação pelo STF. O assunto é complexo, mas pode-se dizer que orbita em torno da imputação penal de crimes violentos por instituições inteiramente ilegais em geral de teor militar ou paramilitar, visto que a referida teoria foi na realidade criada para julgar os crimes praticados pelos Nazistas, e posteriormente, na América Latina, para os crimes contra a vida da Ditadura Argentina e do ex-presidente peruano Alberto Fujimori pelo uso de aparato militar contra opositores. Parece haver um consenso de que a utilização da Teoria do Domínio do Fato para prática de corrupção dentro de organizações civis legais não é sustentável.

2 - Essa demoníssima trindade é constituída de: 1) segmentos dos macro agronegócio comprometidos com a manutenção do país como uma eterna colônia agropecuária, sendo portanto o setor mais antigo, que remonta aos primórdios coloniais e passando pela política Café com Leite; 2) a grande mídia de massas, historicamente alinhada ao primeiro e opositora de todas as iniciativas de desenvolvimento do país; 3) o setor financeiro bancário rentista, agraciado pelas altas taxas de juros que garantem aos bancos serem o único setor praticamente indiferente às variações recentes de conjuntura política, e por isso mesmo o que menos se interessou em desestabilizar a economia nacional.

3 - Fernando Haddad chegou a dizer que Dilma e Lula foram alertados por Vladimir Putin e Recep Erdogan, que resistiram a tentativas de desestabilização similares em seus países, a respeito de movimentação anormal nas redes sociais sugerindo abordagens similares às que foram usadas contra a Rússia e Turquia, além de outros países que não resistiram ao ataque. www.jb.com.br/pais/noticias/2017/06/05/haddad-dilma-e-lula-foram-alertados-por-putin-e-erdogan-sobre-protestos-de-2013 Embora ele não apresente evidências, há quem corrobore suspeitas similares como o jornalista norte americano radicado na Alemanha F. William Engdahl em journal-neo.org/2014/11/18/brics-brazil-president-next-washington-target , que apontou a "coincidência" de que foi logo após o vice presidente norte americano Joe Biden visitar o Brasil em 2013 se reunindo com líderes da Petrobrás e fracassando em convencer Dilma Rousseff a alterar o modelo de partilha que favorecia a China, que estouraram as Jornadas de Junho, similar ao ocorrido em outros países por onde Biden passou, fazendo a popularidade da presidente despencar para menos da metade em cerca de um mês.

Também o texto www.rt.com/op-ed/337411-brazil-russia-hybrid-attack de Pepe Escobar, discorre sobre alguns elementos relevantes a esse respeito.

4 - Alguns exemplos são, mais uma vez, o jornalista brasileiro Pepe Escobar que publicou diversas denúncias a respeito em vários órgãos de imprensa internacionais, em especial o texto "Kill List: Smashing the 'B' in BRICS" (sputniknews.com/columnists/201606081041017686-brics-brazil-coup), cuja versão em português pode ser visto no portal do jornal russo Pravda port.pravda.ru/cplp/brasil/11-06-2016/41140-lista_brics-0 ou o texto "Lula and the BRICS in a fight to the death" (www.rt.com/op-ed/334904-brazil-brics-lula-economy-regime), que possui uma versão em vídeo traduzido em youtu.be/JjK49HjPMGc.

O mesmo é dito pelo jornalista Beto Almeida em www.patrialatina.com.br/lavajato-quer-tirar-brasil-do-brics-e-celac

Mas talvez ainda mais importante seja lembrar da denúncia do Wikileaks e de Edward Snowden a respeito do envolvimento do governo americano não apenas no processo de espionagem da Petrobrás, mas até mesmo da preparação da Força Tarefa da Lava-Jato. O telegrama vazado pode ser lido na íntegra, traduzido e comentado, em www.patrialatina.com.br/da-vergonha-mas-e-preciso-ler-o-telegrama-moro-wikileaks

5 - Uma exposição detalhada de fatos que antecedem o Petrolão pode ser vista no texto "Do Pré-Sal ao Impeachment - O Maravilhoso Mundo das Coincidências Fabulosas" em O Maravilhoso Mundo das Coincidências Fabulosas.

www.facebook.com/DissidenciaPoliticaDF

dissidenciapoliticadf.blogspot.com.br


14 de Fevereiro

Cedric Pin
11 de Fevereiro

Mito ou verdade no processo eleitoral?

-A urna eleitoral é venezuelana - mentira
-O sistema eleitoral não pode ser auditado - mentira
-Um hacker do Rio conseguiu alterar os votos de uma eleição passada - mentira
-Apenas três países do mundo usam urna eletrônica - mentira
-O voto impresso resguarda contra fraude - mentira
-A urna com impressora é a evolução natural, de terceira geração, das urnas do mundo - mentira
-O algoritmo de randomização da urna é decifrável - mentira
-Nos testes de segurança com os hackers conseguiram alterar o resultado da votação - mentira
-Os códigos-fonte das urnas não são apresentados aos partidos - mentira


-Pedir voto impresso é querer a venezuelização da urna - verdade
-O voto impresso é dinheiro no lixo - verdade
-Impressoras de urna custam muito mais que impressoras domésticas - verdade
-A intervenção humana permite fraude - verdade
-O voto impresso aumenta a intervenção humana - verdade
-O voto impresso pode ferir o sigilo do voto - verdade
-A biometria é uma das melhores formas de combater as fraudes causadas pela intervenção humana - verdade
-Os grupos políticos que questionam a lisura do processo eleitoral são os que mais ganharam votos nas eleições de 2016, já os grupos que confiam na urna são os que mais perderam votos naquele ano - verdade.
-Os partidos estão levando 1,8 bilhões de reais de dinheiro público adicional para financiar as campanhas em 2018. Já a justiça eleitoral não tem um centavo sequer adicional para fiscalizar esse montante - verdade
-O projeto que reforça a legitimidade da escolha dos ministros do STF, e, consequentemente, do TSE, garantindo padrões mais elevados de governança, parou no congresso - verdade

Não seja um idiota útil dos partidos interesseiros atacando a justiça eleitoral sem conhecimento de causa. Informe-se!


11 de Fevereiro

Se tenho algum arrependimento na vida é não ter feito para-quedismo enquanto tive a chance. Infelizmente quando quase fiz um curso, nem existia esse tal de Wingsuit! Se eu tivesse esse vislumbre do futuro, teria dedicado minha vida a isso!


10 de Fevereiro

Tem fantasia de índio, cigano e Iemanjá SIM!
Chupem lacra(ia)dores!

6 de Fevereiro - 20:24

Nova Resistência - Brasil
6 de Janeiro

A USURA MATA

Por trás da dívida pública, das casas, carros, empresas e propriedades rurais tomadas por bancos, dos sem-teto e mendigos, dos casais que têm que adiar indefinidamente a constituição de famílias, e de incontáveis outros males, jaz a usura.

A usura, entendida de forma simples, é o empréstimo a juros. Ela tem representado o poder absoluto dos banqueiros e financistas internacionais desde o fim da Idade Média. Todo aquele que empresta dinheiro e pretende lucrar com este empréstimo é um usurário. Dinheiro não gera dinheiro, tempo não é commodity e o prestamista não participa do risco do empreendimento para o qual ele empresta. Portanto, a usura é antinatural e contraria princípios básicos de justiça.

Sendo um tipo de mais-valia, a usura precede e possibilita as outras formas de mais-valia, sendo o seu fundamento financeiro e a sua forma mais radical. A usura é o princípio, e com a crescente financeirização da vida econômica, pautada pela ausência de referencialidade, a usura parece ser também o próprio fim da práxis capitalista.

Sendo o fundamento econômico, mais que a propriedade privada, do sistema capitalista, mas sendo mais que isso, a manifestação econômica de uma deformação espiritual e moral, seria quase impossível encontrar algum tipo de mal da modernidade que não possuísse alguma vinculação com a usura.

A degradação política, social, econômica e cultural causada pela usura não é nem mesmo uma novidade da modernidade. Júlio César foi assassinado por membros de uma aristocracia decadente de latifundiários que eram, simultaneamente, usurários, como era o caso de Brutus. A exploração dos cidadãos romanos por latifundiários-financistas se intensificou ao longo dos séculos até que, à época do fim do Império, a classe dos camponeses livres havia desaparecido completamente e dado lugar à classe dos servos, perpetuamente prisioneiros dos empréstimos de terra, ferramentas e capital de seus senhores.

Hoje é a usura que permite que o planeta inteiro possua uma dívida acumulada de 233 trilhões de dólares, em um mundo cujo PIB é de 75 trilhões de dólares. Com quem? Quem é o credor? E se nós, enquanto espécie, temos mais dívidas do que riqueza, então não somos livres. Somos um planeta de escravos, perpetuamente sugados por um sistema parasitário invisível que conseguiu assumir ares de "naturalidade", como se nenhum outro modo de fazer as coisas fosse possível.

A usura mata crianças, leva mães a abortarem e jovens a se prostituírem. Ela corrompe tradições, derruba governos e comete genocídios. Tudo para garantir o livre fluxo de capital, e a perpétua acumulação de juros, sobre juros, sobre juros, em uma cadeia infinita cujo único propósito é idêntico ao do câncer, mera multiplicação e acumulação.

Por isso fazemos coro com todas as religiões tradicionais quando lançam duras condenações contra a usura e prometem aos usurários os tormentos mais crueis após a morte. Nós, porém, queremos adiantar estes tormentos para esta vida. Os inocentes do mundo demandam justiça, e acabar com a usura e com todos os usurários será o maior ato de justiça no mundo.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!


6 de Fevereiro - 11:00

SPOILERS dos 3 filmes CLOVERFIELD!!!

Há umas poucas coisas boas que podem ser ditas sobre THE CLOVERFIELD PARADOX, e a primeira é que o filme não engana em momento algum, desde os primeiríssimos segundos deixa claro que é um desastre, numa sequência de atos que, se até os 15 minutos, já não destruiu totalmente a esperança do espectador, é porque este nada conhece dos filmes anteriores e ou é mais benevolente do que eu.

O lançamento surpresa da NETFLIX funcionou. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar e ao avistar o título ali, no meio de outras novidades, pensei se tratar do ótimo 10 Cloverfield Lane, cuja arte do "ícone" é parecida, demorei para me tocar do que se tratava, pois não sendo norte americano, e se o fosse, seguramente não seria fã de Superbowl, não pude ser agraciado pelo marketing surpresa que anunciou o filme durante esse popular evento televisivo sobre aquele esporte que apesar de se chamar "football", não se joga com o pé e nem com uma bola. (Para os mais antigos, eu fui o criador da piada do "handfatbanana".)

Portanto tive a sorte de não acumular expectativa além da alimentada pelo ótimo filme original de uma década atrás, e levantada após ser posta em dúvida pela estranha abordagem do filme sequencial que, se por um lado frustra por parecer nada ter a ver com o original, por outro é uma excelente peça que funciona muitíssimo bem isoladamente e ainda abre possibilidades intrigantes de conexão com o filme anterior.

Mas esse novo exemplar da franquia, se já é ruim como um filme solo, consegue ser ainda pior como conexão para os outros dois. E se for mesmo essa a explicação para o colossal monstro do primeiro e os alienígenas do segundo, talvez seja melhor condená-lo a um universo paralelo ignorando-o totalmente e pular para o quarto filme tal qual fizeram com o absurdamente horrendo Highlander II, que ainda detém o título de pior desgraça de todos os tempos ao menos no terreno da FC / Fantasia.

Mas vejamos o filme em si, dividindo-o em 5 momentos iniciais. No primeiro, um recurso incomum em filme dessa categoria e que costuma denotar, como andaram dizendo, um tipo de preguiça: fornecer a premissa fundacional com textos silenciosos num fundo totalmente preto explicando que a Terra está prestes a entrar em colapso energético e somente um empreendimento específico poderá "salvar a humanidade". É difícil achar um exemplo de filme que tenha ido bem com esse clichê inicial! A começar pelo próprio Highlander II, Sunshine ou talvez, o melhor exemplo que conheço, The Core, que eu gosto bastante, mas não posso negar uma série de defeitos e não logrou sucesso de público ou crítica.

Segundo ato. Numa fila de carros esperando para abastecer, um casal conversa, com ele questionando se ela aceitou ir na missão, ela se queixando que ele parece querer que ela vá, como se para se livrar dela visto que demoraria no mínimo meio ano, e ele dizendo que se ela não for todos morrem! É sério! O tal empreendimento espacial que visa salvar a espécie humana, ao menos na cabeça de um dos protagonistas, depende totalmente de uma única mulher querer ou não ir ao espaço! O que, posteriormente, termina sendo desmentido. Acrescente-se, daí, que praticamente TODOS os eventos posteriores que se dão na Terra ficam a cargo do ponto de vista deste único personagem. O mundo acabando, e tudo o que vemos é a cara dele olhando pela janela, falando ao telefone, lendo mensagens, dirigindo à noite e, por fim, resgatando uma garotinha que veio só pra estragar uma ideia que por mais chata que pudesse ser, ao menos tinha o mérito da originalidade: contar o drama de um planeta inteiro apenas pelas expressões faciais e poucas palavras de um único ator! A menininha, por sinal, só pode ter alguma relevância em filmes posteriores, caso contrário é de uma inutilidade desnorteante!

Terceiro ato, e aqui entro eu, com minhas exigências pessoais, já pela milésima vez me frustrando por mais um exemplo de gravidade mágica no espaço, numa sequência onde o tal sistema 'Shepard' tenta ser ativado por uma equipe de astronautas liderados por um americano negro, a inglesa negra, a mesma mulher do ato anterior, um alemão, um russo, e um irlandês todos brancos (parece que negros só podem vir de países de língua inglesa, já que da África não se cogita a hipótese), uma chinesa, que é a única que não fala inglês mas todo mundo a entende, e vóila, um brasileiro interpretado por um hispano-americano de nome 'Monk Acosta'! Que é o médico e "padre" da equipe, prestando serviço religioso para o americano e o irlandês, porque o resto, alemão, russo, inglesa e chinesa, obviamente, "é tudo ateu!" O elenco é interessante, mas já sugere o clichê de uma equipe de astronautas mal preparada ao estilo Event Horizon e Red Planet, e fica a sensação de potencial desperdício.

Quarto ato, o melhor até agora, aprofundando o drama da personagem principal, que fala com seu marido na Terra a acrescenta mais elementos à única coisa que considero realmente boa no filme, a estória de tragédia pessoal que substancia suas decisões. Se o filme fosse ainda mais ancorado, do que já é, nessa personagem, cujo nome da atriz é Gugu Mbatha-Raw, teria sido melhor. E o mais interessante, a visualmente muito bela cena onde a imagem da família da personagem se mistura com a vista para o espaço, que não a toa foi escalada como preview no menu principal do filme no NETFLIX, e onde pode-se ver, que bela surpresa, que o ambiente está girando! Então eles fizeram o dever de casa e sabem que no espaço a gravidade tem que ser simulada por rotação?! (Embora na cena anterior tenha ficado evidente que não era o caso). Aí a imagem corta para uma cena externa onde se vê que aquilo que foi uma breve promessa de plausibilidade e mínimo de senso astrofísico conseguiu piorar ainda mais a situação. O caras conceberam uma estação com três anéis giratórios distintos, sem sequer se dar ao trabalho de sugerir como raio se passava deles para o eixo central, só que a estação inteira gira no sentido contrário, E AS ANTAS NEM PRA SE DAR CONTA DE QUE UMA ROTAÇÃO CANCELA A OUTRA!!! Aliás, pior! É non sense puro! Pois cancelaria a força centrífuga na seção externa e intensificaria na interna, além de gerar um jogo de força inútil ou contraproducente. Fica claro que foi apenas uma concepção estética porque os criadores devem ter ouvido falar que deve ser legal colocar setores girantes numa estação espacial sem sequer ter ideia de pra que servem e como funcionam. E isso depois de filmes recentes como Interestellar, Elysium, Passengers ou a série The Expanse darem a vã esperança de que finalmente estão começando a se dar conta de que o espaço nada tem a ver com que se vê em Star Wars, visto que as lições de Babylon 5 ou Mission to Mars, e ainda mais, 2001: A Space Odissey, já foram há muito esquecidas.

Quinto ato, se até aqui tudo de ruim ainda não afetava a mitologia da franquia, temos um "cientista" na TV alertando em cadeia nacional, se não global, que ativar o tal sistema causará um colapso dimensional que misturará o passado, o presente e o futuro, com dimensões paralelas mais monstros, aliens e DEMÔNIOS! Sério! É um cientista falando isso na TV num mundo onde até então o monstro de Nova York e os invasores do espaço AINDA NÃO HAVIAM APARECIDO. E como se não bastasse, os seletos astronautas encarregados de salvar o mundo e que deveriam ser a elite da humanidade, saem na porrada por causa de tensões étnicas, o russo parte pra cima do alemão porque seus países estão se estranhando! O que mostra que a exemplo de Red Planet e Sunshine, ainda tem gente em Hollywood que pensa que o processo seletivo de astronautas tem avaliação psicológica feita por estagiários de faculdade por correspondência. E o fato de estarem há quase dois anos no espaço é irrelevante, visto que estavam em contato direto com a Terra e podiam ser substituídos a qualquer momento. Ah! Lembrando que a Rússia agora é a vilã OK?! Parece que Coréia do Norte não tem mais graça.

Até aqui temos menos de 20 minutos de filme. E daí pra frente só não dá pra dizer que piora porque descamba para tamanha bizarrice que começa até a ficar engraçado. Mas não é a toa que em poucos dias a crítica tanto profissional quanto amadora está trucidando o filme. UMA estrela no Rottem Tomatoes, que pode não ser lá uma boa referência mas... UMA ESTRELA!?!?

O jeito é se contentar com algumas coisas legais tais como impressoras 3D (finalmente Hollywood se deu conta de que existem), equipamentos de manutenção magnética bem bolados, uma tripulante surpresa, e uma Bela surpresa russa, e pela nacionalidade na atual cabeça norte americana já se sabe que vai dar problema, além de surrealidades como o "braço que dá uma mãozinha", pebolim possuído, e ao que tudo indica, o colossal monstro pisando macio, visto que com aquele tamanhão todo consegue andar não só sem fazer o chão tremer, como sem sequer emitir som algum! Pode não ser o monstro do primeiro filme, e talvez um Jagger ninja! Com mistura de universos paralelos já virou zona mesmo! Por que não?! Já tem nêgo falando em fusão com o universo de Lost, o que faz bastante sentido considerando a lostice total!

Em tempo, nos ultimíssimos segundos do filme, antes dos créditos, parece que os produtores quiseram nos dar aquele presentinho que estamos esperando há 10 anos. Mas me soou como presente de grego. Que raio de computação gráfica tosca é aquela poha!?!?

3 de Fevereiro

Mais uma vitória do Feminismo: usurpar a liberdade feminina deixando mulheres desempregadas. Mas pode apostar que feministas apoiariam colocar transmulheres (homens) no lugar delas. Grid girls protestam após saída da F1: "O politicamente correto ficou louco"



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